terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Assim: NATAL FELIZ, seja!

Natal feliz,
neste, do aniversariante,
lembremos, um instante,
nem que seja,
agradecermos, para...
No novo ano,
inspirados mais,
que voltemos,
ao amor, com simplicidade.

E Ele, ao coração
nosso, jungido,
alma nossa, fortalecendo,
para lutas, novas,
a fogo e ferro,
com fervor, lutadas,
na libertação, com ânsia,
para que, asas, criemos
para, de emoção, ricos, voarmos.

No coração, dia, cada,
todo dia, como,
do novo ano,
se fosse um,
para você:

Feliz Natal...

Novo, fortalecendo,
de novo, outro ano,
na proposta, essa,
fervor, com, oremos,
então, o, ao...

Pai Nosso:

Nosso Pai,
que nos céus, estais:
Seja santificado
 o nome vosso,
a nós, venha
 o reino, vosso.
Feita, seja
a vontade, vossa,
no céu, assim,
 como na terra.

O nosso pão
de dia, cada,
hoje, nos dai.
As ofensas nossas, perdoai,
como assim, perdoamos nós
a quem ofendido, nos tem.
E nos deixeis não,
em tentação, cair!
Mas, antes, do mal, livrai-nos.
Assim, que seja:

Amém...

Rio de Janeiro Photográfico 105 Visão da Lagoa, no Natal...
As criancinhas, o Reino de Deus, terão, os que são como; sim, acredito em Noel papai, fada, duende, gnomo, criancinha de luz com árvore de natal na cabeça e até no que parece mais impossível:
Eu acredito em Jesus!
Vamos comemorar?

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terça-feira, 11 de outubro de 2011

Terapia pela Arte



Inobstante não conhecer o assunto das pesquisas científicas no sentido de cura através da arte, eu tive a oportunidade de assistir a uma reportagem que mostrava quadros de um hospital em que a ala infantil foi redecorada com várias cores, incluindo cubos, bolas e quadrados coloridos, sendo que, após esta tonalização diversa, um grande percentual dos internos infantis teve alta. Podemos ver este investimento de cura pela arte, também, nos chamados "palhaços", que nesta performance cênica, com suas atividades lúdicas, são contratados para circularem por um hospital, não necessariamente na ala infantil. É a terapia do riso associada à arte, em busca da cura orgânica.


É muito comum, também, colocar os próprios pacientes para pintar e desenhar, ao tempo em que começam a restabelecer a própria saúde.


Já há estudos sérios no sentido da cromoterapia, utilização das cores e devida aplicação em alguns chakras (pontos de nosso corpo com maior incidência de energia) para a obtenção da cura orgânica ou psíquica. Não se pode deixar de levar em conta o fator físico, haja vista as cores captarem a luz solar para refletirem sua tonalidade, sendo assim, a coloração de nossa roupa, com a incidência solar, fará uma diferença real, física, do que captaremos da energia solar.


É muito comum se ver esta interferência das cores em nossa vida quando reparamos que a grande maioria de ambientes, como restaurantes e lanchonetes, por exemplo, pintam as paredes de laranja, amarelo e ou vermelho, pois esta inquietação que causa (inversamente da causada pelas cores "frias", como o azul) no cliente, faz ele, inconscientemente, comer rápido e se levantar, deixando mesa vazia para novos clientes, facilitando um maior fluxo da clientela e consequente maior margem de lucro.


Atualmente já se fala em bacharelado e pós graduação em Musicoterapia, onde "A melodia trabalha o emocional, a harmonia, o racional e a inteligência. A força organizadora do ritmo provoca respostas motoras, que, através da pulsação dá suporte para a improvisação de movimentos, para a expressão corporal"; tendo o musicoterapeuta a música como matéria-prima de seu trabalho.




"Musicoterapia é a utilização da música e/ou seus elementos (som, ritmo, melodia e harmonia) por um musicoterapeuta qualificado, com um cliente ou grupo, num processo para facilitar, e promover a comunicação, relação, aprendizagem, mobilização, expressão, organização e outros objetivos terapêuticos relevantes, no sentido de alcançar necessidades físicas, emocionais, mentais, sociais e cognitivas. A Musicoterapia objetiva desenvolver potenciais e/ou restabelecer funções do indivíduo para que ele/ela possa alcançar uma melhor integração intra e/ou interpessoal e, consequentemente, uma melhor qualidade de vida, pela prevenção, reabilitação ou tratamento."


 A dança também tem sido utlizada nos processos de cura através da chamada biodança, que "ativa os potenciais geradores de vida, com exercícios sistematicamente estudados, e aplicados", trabalhando as "potencialidades humanas – bloqueadas ou adormecidas em cada um, através da gestalt Movimento-Música-Vivência. A música induz o movimento deflagrador de vivência integradora. O movimento corporal revela o movimento existencial", e, se mudarmos o movimento do nosso corpo estaremos mudando o movimento da nossa vida.

O escrito abaixo, o qual não dou minha opinião, pois desconheço, foi retirado do site:

"O Diagnóstico Psicossomático por meio da Pintura é um procedimento inédito,
no meio médico antroposófico.
É uma criação da equipe multidisciplinar que vem estudando,
estabelecendo parâmetros e balizamentos, no sentido de dar subsídios
técnicos de como lidar com este 'método diagnóstico artístico'.
Visa-se, em primeiro lugar, entender os complexos processos psicossomáticos
(a alma no corpo, através da pintura livre). Em segundo lugar,
fazer com que o paciente entenda, por si mesmo, a sua problemática psíquica,
através das cores que ele mesmo pintou e, assim,
assumir as terapias indicadas pela equipe multidisciplinar.
E, em terceiro lugar, dar subsídios argumentativos aos outros terapeutas da
nossa Clínica (psicólogos, euritmista curativa, massagista, fonoaudióloga, etc.),
de como trabalhar nas esferas espiritual, anímica e corporal.
A metodologia que norteia todo este trabalho se baseia na
'Ciência Dedutiva Goetheanístico-Steineriana'.
Nesse sentido este trabalho será dividido em três partes."
Apresentação: dos "argumentos científicos teóricos"; de "três casos clínicos,
com as respectivas pinturas, como modelos, cujo objetivo será para treinar
o leitor de como desenvolver este método" e, da "psicoterapia artística
através dos 'Doze Passos', também inédita no meio médico antroposófico,
que nasceu como consequência deste diagnóstico artístico. Ou seja,
as próprias pinturas servem de fio condutor no tratamento psicoterápico."

O trabalho completo pode ser lido na coluna "Trabalhos".
Enquanto sérias pesquisas são gerenciadas no intuito de se utilizar da arte no processo de cura, como um todo, reparamos que:


Alfim, da excelsa magnitude da criação científica dos Cosmos,
o Criador nunca se afastou das belas artes.

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sábado, 8 de outubro de 2011

Homenageando Sai Baba...

DÊ UM PASSO EM MINHA DIREÇÃO E EU DAREI DEZ NA SUA, SAI BABA


Giovanni D'Andrea 004 Sai Baba  (parte 1/2)

Clipes com Sai Baba e a materialização de vibhuti e joias, pintura de um quadro e trechos de palestra, contando casos alheios sobre Ele, proferida no Mensageiros da Luz, Barra do Piraí, em 2003.


Giovanni D'Andrea 005 Sai Baba Atos de Amor (parte 2/2)


Clipes com Sai Baba e a materialização de vibhuti e joias, criação de dois desenhos, ao som de Lohengrin, abertura de Richard Wagner, e trechos de palestra, contando casos pessoais com Ele, proferida no Hospital Pedro de Alcântara, Rio de Janeiro, em 2011.

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segunda-feira, 19 de setembro de 2011

MONTEIRO LOBATO


Monteiro Lobato

Conto-lhes um pequeno conto, como quem rápido coloca um ponto... Era uma vez no reino de Taubaté, onde havia um moço, de sobrancelhas juntas, chamado José Bento MONTEIRO LOBATO (foto) (1882/1948), brasileiro, foi promotor, adido comercial, conferencista, editor, tradutor, escritor, desenhista e fazendeiro. Casou-se e teve quatro filhos. Tendo crescido numa fazenda, entre muitas e muitas obras, criou o “Sítio do Picapau Amarelo”, obra da literatura para crianças de até 100 anos; com personagens do inusitado mundo da fantasia, onde faz de conta que o pó de pir lim pim pim nos leva até lá e tudo pode acontecer. Tem a Emília (a boneca falante de pano), Narizinho (a menina do nariz arrebitado), Pedrinho (o destemido, medo de onça? nem tem), Marquês de Rabicó (o porco comilão e esganado), Conselheiro (o burro poeta e romântico), Quindim (um doce de rinoceronte), Visconde de Sabugosa (o sábio feito de um sabugo de milho), Tia Nastácia (a fazedora de quitutes), Tio Barnabé (o preto-velho pensador), Cuca (a bruxa feroz), Saci (o pulador de uma perna só) etc; que passam boa parte do tempo fazendo estripulices e traquinagens no Sítio do Picapau Amarelo, pertencente à Dona Benta (a mais feliz das vovós)... Pronto, rápido contei um conto... Ponto!

Sobre o assunto, leia também a postagem, de:
03.08.2011, Sítio do Picapau Amarelo na Espanha
13.04.2011, Depoimento de um PAI, giov. d'and.


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terça-feira, 13 de setembro de 2011

Nossa Senhora da Penha

Nossa Senhora da Penha, 120x80cm
Acervo do Museu de Arte Sacra do Santuário da Penha


Breve Histórico: Cerca de 1635, o Capitão  Baltazar Cardoso subindo o penhasco (grande pedra) foi atacado por uma enorme serpente, devoto de Nossa Senhora rogou... Foi quando um lagarto avançou sobre a serpente. Baltazar fuigu e após, agradecido, construiu uma capela onde colocou uma imagem da santa. Muitas pessoas passaram a ir ao penhasco (Penha) e, em geral, diziam: vamos visitar Nossa Senhora da Penha. Este hábito de linguagem "batizou" a imagem com este nome. Querendo agradecer ainda mais, o Capitão doou todas as suas propriedades e, posteriormente, para administrar estes recursos foi criada a Venerável Irmandade de Nossa Senhora da Penha, em 1728, quando foi construída uma capela maior. Ampliando, muitas vezes ao longo dos anos, culminou, em 1981, com a elevação do Santuário de Nossa Senhora da Penha à categoria de Santurário Mariano Arquidiocesano.


Rio de Janeiro Photográfico 050 Visão do Santuário da Penha



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quinta-feira, 1 de setembro de 2011

earth song: PAZ...

assista o filme
em cartaz nos melhores cinemas dentro de sua casa...




Este MANIFESTO PELA PAZ com Pablo Picasso, Michael Jackson e Bernardo Vincenzo D'And. (o kid da petequinha...) no elenco é composto de desenho (sem tirar o lápis do papel, a partir de dois pontos), hai-kai escrito de trás para frente, ao som de Cenas da Floresta (Robert Schumann), Oh Happy Day (gospel), Imagine (John Lennon) e Earth Song...

Com a criação da destruição,
Na destruição da criação;
E a criação da reconstrução?

No clipe, para os defensores da forma do hai-kai, composto de 5, 7, 5 sílabas (contadas até a última sílaba tônica), rimando o 1º verso com o 3º, com uma rima interna da 2ª sílaba com a 7ª do 2º verso, escrever-se-ia, com haiga (desenho) do beija-flor nas 3 flores:

Todo ser pensante,
Assaz, dance o som da paz,
Fale, grite, cante...

Aliás, eu acho uma bobeira esse negócio de forma... para qualquer assunto vale a essência... e a palavra movimentada em qualquer setor, na direção da paz, mesmo em casa ou no trabalho, como está sendo empregada ??? os políticos, em geral, falam coisas tão "poéticas" antes das campanhas... eu acho que essa busca pela paz como diz o Chiquinho, em Assis, no filme "Irmaum do Çól e irman Lüa", delve sê açin comsirdeurrada:
"...palavras, palavras, houve um tempo em que acreditei nelas..."

"Pacifiquemos nossa área individual para que a área dos outros se pacifique.
Todos anelamos a paz do mundo; no entanto, é imperioso não esquecer que a paz do
mundo parte de nós." (do outro Chico, Xavier...)
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quinta-feira, 25 de agosto de 2011

COISAS DO AMOR

Leia, também, de baixo para cima, pois não devemos esquecer de voltar pelo mesmo caminho das “coisas do amor”, reescrevendo a cada dia nossa história...


São coisas do amor...
Quero muito mais que a mesmice.
Não adianta fingir que também não sente,
Não me iludo mais.
Tampouco quero que se engane, pois
Nunca é tarde para revelar sentimentos.
Alfim, a convicção é que
Simplesmente é fácil esquecer você...
Não se trata de verdade, dizer que
Nosso amor seja para sempre.
Talvez o certo é que
De toda vivência: nada é perdido.
Mas, saiba que, do âmago de meu ser,
Você é apenas nuvem sem valor algum.
Não posso viver sonhando que
Meu coração nutre afeto pelo seu.
Pois, cada dia guardo maior certeza,
Nunca mais me recordarei de você.
É inverdade que um dia, ainda, balbucie:
Você é muito importante para mim!
Infelizmente não posso mentir mais,
Como eu, você nem viu o tempo passar.
O que há entre nós?
Amar é dividir experiências,
São coisas do amor...

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quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Bandeira do Estado do Tocantins


Bandeira do Estado do Tocantins, 60x80cm, Acrílica sobre Tela, 2011


O Estado do Tocantins, criado em 1988, localiza-se na região Norte, no centro geográfico do país, sendo um dos nove estados que formam a região Amazônica. Seu território é formado por planícies, planaltos e chapadões, com 87% de vegetação de cerrado, comportando dois milhões de hectares protegidos em reservas com uma população de dez mil indígenas, de sete etnias.

Sua bandeira, instituída pela Lei Estadual do Tocantins nº 94/89, alterada pela de número 159/90, é constituída de um desenho simples e despojado de filigranas, de fácil visualização e apreensão; onde a faixa azul representa o elemento água, a amarela, as riquezas e a branca simboliza a paz almejada, constando nesta o sol, que nasce para todos os cidadãos tocantinenses.

“Artigo 2º - A Bandeira do Estado do Tocantins terá a seguinte descrição geométrica: Retângulo com as proporções de 20 (vinte) módulos de comprimento por 14 (quatorze) módulos de largura. Os vértices superior esquerdo e inferior são triângulos retângulos, com catetos de 13 (treze) por 9 (nove) módulos, nas cores azul (blau) e amarelo (ouro), respectivamente. A barra resultante desta divisão, em branco, está carregada com um sol estilizado de amarelo (ouro), com 8 (oito) pontas maiores e 16 (dezesseis) pontas menores com 4 (quatro) e 2,3 (dois e três décimos) módulos de raio.”

A obra integra o acervo do Museu Histórico do Estado do Tocantins, sito em sua capital, em Palmas.
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quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Sítio do Picapau Amarelo na Espanha














BRINCAR.ES, projeto infantil criado para divulgar a cultura brasileira e preservar a língua portuguesa entre as crianças brasileiras e hispano-brasileiras residentes em Madri, por meio de atividades de integração e socialização, sendo este "brincar" através do Sítio do Picapau Amarelo, de Monteiro Lobato.
Direção e Curadoria: Anlene Gomes.

CUCA, acervo do Museu Monteiro Lobato, Taubaté, SP.


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sexta-feira, 15 de julho de 2011

A Arte e o Amor

Rio de Janeiro Photográfico 117 Visão da Floresta da Tijuca
A arte: sublime benção,
Que nos renova o coração.
O amor: cândida luz,
Que ao Pai nos conduz.

Trabalhando no bem,
Seja como for,
Se a dor te visitar,
Seja firme no amar.

A arte: bálsamo do bem,
A nos despertar o amor.
O amor: divina flor,
Que nos conduz, sem dor.

A ARTE SE TRANSFORMA EM AMOR QUANDO ELEVA A HUMANIDADE, SUBLIMANDO OS SENTIMENTOS INDIVIDUAIS.

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terça-feira, 12 de julho de 2011

Barra do Piraí, RJ, Brasil

GIOVANNI D'ANDREA, filho de imigrantes italianos, nascido na discreta Barra do Piraí, RJ, Brasil, como toda criança, descobriu nos desenhos...

GIOVANNI D’ANDREA, son of italian immigrants, born in a discrete city called Barra do Piraí, Rio de Janeiro, Brazil, as all children, found in drawings...

Assim, não somente por ter nascido e vivenciado uma felicidade tranquila na pacata infância, nesta discreta cidade, mas, por fazer questão de divulgar este nome, no que me é possível, tenho iniciado a frase de um breve escrito sobre mim, que encaminho a todos os endereços de arte, virtuais e reais que se mostrem necessários.

Aliás, só tenho a agradecer, pois, após já ter sido presenteado com a Moção de Congratulações nº 838, pelo Dia do Pintor (08 de maio), recentemente recebi a Moção de Aplausos nº 217-B, motivada pelo Vereador Pedro Fernando de Souza Alves, momento em que foi entregue uma obra à Câmara Municipal.  Ambas moções estão postadas em "premiações", no site www.artmajeur.com/giovdand

Aproveitando o ensejo, foram entregues, outrossim, três obras para a Prefeitura, ocasião em que fui muito bem recebido pelo Exmº Sr. Prefeito, Dr. José Luiz Anchite (foto).

Barra do Piraí lhe chama, mas enquanto você não dá um "pulinho" em Barra, na real, já pode ir curtindo a Barra virtual: http://www.pmbp.rj.gov.br/



Aprendamos a florir onde Deus nos plantou. (Joanna de Ângelis/Divaldo Franco)

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quarta-feira, 6 de julho de 2011

Sinfonia de Vida

Lágrimas de um Violino

 Para os que apreciam uma boa música, clássica ou não, saiba, por óbvio, que a vida flui em compasso simples, entrecortada de trechos compostos e sincopados. A melodia é só uma: dor, alegria, tristeza, lágrimas, risos em aspirações elevadas que mal sabemos ainda direcionar.

As notas agudas nos compassos compostos dão colorido ao trecho onde se encontram, porém as notas graves e sérias, longas, dão a espera; o repouso nas pausas e o silêncio realçam as partes alegres, de andamento rápido. Mãe, pai, irmão, amigo, são componentes da nossa sinfonia de vida...

No alegro vivace, sorria; no largo expressivo, medite; no andante non presto, recupere forças... A inspiração vem sempre do alto, pois é de lá que tecemos a melodia da vida. Que você seja não somente um compositor, mas também o maestro regendo esta orquestra sinfônica de sua própria vida inspirando a quantos ouvirem: novos andamentos, novos compassos, novas pausas, novos pensamentos, novas atitudes e principalmente novos sentimentos...
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terça-feira, 21 de junho de 2011

ânimo



Rio de Janeiro Photográfico 186, Visão do Leme

DES.ÂNIMOS

fogo que consome
chaga que dilacera
abalo sísmico da terra
pântano lodoso
crescimento da dor

 DEZ.ÂNIMOS

alimento da alma
fé que acalma
orvalho suave na flor
lago refrescante
surgimento do amor


sábado, 11 de junho de 2011

desenhos tatuagens

Antes de comentar sobre a inspiração dos desenhos de minhas tatuagens, posto, do livro “Mais Além do Meu Olhar”, do espírito Luiz Sérgio, psicografia de Irene P. Machado, trecho suprimido do capítulo: O VALE DOS TATUADOS

- Aqui é o vale dos tatuados? Perguntei.
- Sim, aqui é o vale deles.
- Jessé, mas existe tatuado boa gente. Mesmo assim ele vem para cá?
- Não. Aqui se encontram os comprometidos. Porém, todos aqueles que estragaram sua roupa perispiritual terão de pagar ceitil por ceitil.
- Como assim? Pode explicar?
- O perispírito é a veste do espírito e o corpo de carne é a veste do perispírito, quando o homem está encarnado. Se agredimos o corpo físico, o perispírito é agredido. Olhe aquele grupo ali: seus componentes tatuaram todo o corpo; corpo e perispírito foram agredidos [...]
Das tatuagens daquelas estranhas figuras saía uma fumaça escura, que muito os incomodava.
- Gostaria tanto de falar com um deles! [...]
- Quando vocês desencarnaram, arrependeram-se de ter acabado com a pele do corpo físico? Vimos que o irmão está todo tatuado.
Ele olhou o seu corpo e falou:
- Curti, certo? E continuarei curtindo as pinturas feitas na minha pele, mesmo que hoje elas me queimem o espírito.
- Como? Queimam seu espírito?
- Claro, seu trouxa. Aí é que mora todo o mal. Dizem os filhos do homem que nós agredimos o nosso perispírito e só fazendo boas ações veremos apagadas todas essas estampas. Assim dizem eles – falou, dando risadas – será que hoje, conversando com você, baixinho, não vou ter uma parte das minhas tatuagens apagada, da qual eu gostaria de me livrar de vez?
Nada respondi. O jovem mostrou-me uma tatuagem de Jesus, com um lenço amarrado na boca.
- Porque o Cristo está de mordaça? Perguntei.
- Para não me converter - Falou, dando gostosas gargalhadas.
- Você vai ao plano físico?
- Claro, e gosto por demais ficar intuindo os caras que fazem tatuagens, para que sejam mais criativos [...]
- O que leva alguém a tatuar o corpo inteiro, como você fez?
- Não sei. Acho que somos influenciados pelos trevosos, os chefões deste vale.
Só nesta hora notei um olhar de tristeza nesse espírito [...]
Andavam em bandos, maltrapilhos, sujos e despenteados [...] As cidades trevosas são vales sem luz, sem água, sem esgoto. Nelas, o espírito vive como se fosse um animal.
- Mas eles apenas se tatuaram [...]
- Será Luiz, que eles só pintaram o perispírito, ou também deixaram de realizar a tarefa que tinham como encarnados?
Notamos que aqui não há espíritos com pequenas tatuagens, quase todos as têm no corpo inteiro. Confesso que não entendi o porquê desse lugar existir.
- Este lugar, como outros, é escolhido de acordo com a vibração do espírito [...]
Quando já estávamos quase na porta, uma jovem segurou minhas pernas e implorou: - Limpe, moço! Limpe do meu corpo perispiritual isto aqui.
Olhei-a e vi a figura de satanás batendo no Cristo [...]
Apague-a, PELO AMOR DE DEUS!!!
....................................................................................................................................................
Por Giov.
Embora de vez em quando eu tenha que desligar o “botão” que me faz pensar em arte, para viver na vida real, fiz a minha 1ª, para ficar ainda mais na sintonia da arte, então não podia ser diferente, é a palavra ARTE, ideograma de um belo chinês simplificado que levemente estilizei, em preto e vermelho sobre a pele branca.

Arte, acervo pessoal, 2003

O motivo da 2ª, não foi muito bom... Fazendo musculação sofri uma lesão nas costas, que refletiu gravemente num braço. Passada a dor, ele ficou um pouco mais fino e sem força em relação ao outro. Voltei para o esporte e mais de um ano se passara e a desagradável da fita métrica ainda não me deixava enganar... Ele continuava mais fino. Um dia acordei com a sensação de que eu estava enviando energias ruins para meu próprio braço, achando-o feio (está feio, está feio...); é o mal do esteta, ter sempre que lembrar que nem sempre a vida é arte. Então tive a feliz ideia de tatuar um Jesus, para que achando bonito enviasse outro tipo de vibração, de cura (está bonito, está bonito...). Tatuei o desenho "A Gênese", monocromático em preto, muito semelhante ao abaixo (mas, sem as tatuagens do Cristo não crucificado):



Jesus's Tattoos, Nankin on T-Shirt, Sane Society, Espanha

Incrível, cerca de um mês após, a minha amiga fita métrica era só alegria, nem o “meio centímetro”, que a maioria das pessoas tem, havia de diferença. Jesus me curou, a minha tatuagem me curou!!!

Eu ainda tinha dúvidas se faria uma 3ª, no outro braço, para equilibrar, numa simetria assimétrica (ou assimetria simétrica), esteticamente falando, já que as duas anteriores eram no mesmo braço. Um dia, quando a criança ainda era de colo e de carrinho, a Senhor(it)a D’And. esqueceu e foi buscar as chaves, eu fiquei parado com o pequeno menino D’And., e, quando eu olho para o espelho a minha frente: Eu vi a tatuagem desenhada no meu braço. Lá estava ela. Imediatamente peguei lápis e papel e comecei a desenhá-la. Não muito satisfeito, fiz outra e outra e outra, perto de duas dezenas de desenhos... Até que vi que o 1º desenho é que era exatamente o que eu tinha visto, quando a impressão dele ainda estava mais forte na minha mente. Este quadro saiu do espelho e está pendurado no meu braço direito, numa espécie de tribal abstracionista geométrico, em preto e azul sobre branco.

Tatuagem, como tudo na vida é questão de SINTONIA !!!

segunda-feira, 6 de junho de 2011

MADRE TERESA DE CALCUTÁ




Biografia da Homenageada Teresa

Agnes Gonxha Bojaxhiu nasceu em 26.08.1910 em Skopja, capital da atual Macedônia. Solista no coro da igreja, ingressou na Congregação Mariana. Em 1928, na Casa das Irmãs de Nossa Senhora do Loreto, em Dublin, na Irlanda. De lá partiu para Darjeeling, na Índia, onde fez o noviciado e votos de pobreza, tomando o nome de Teresa. Foi para Calcutá, e, religiosa ministrou aulas de história e geografia.

Segundo ela: "Ocorreu em 10 de setembro de 1946, durante a viagem de trem que me levava ao convento de Darjeeling para fazer os exercícios espirituais. Enquanto rezava em silêncio a nosso Senhor, adverti um chamado dentro do chamado. A mensagem era muito clara: devia deixar o convento de Loreto (em Calcutá) e entregar-me ao serviço dos pobres, vivendo entre eles".

Usando um traje indiano branco com uma pequena cruz no ombro, pedia ajuda nas ruas para os pobres e doentes, enquanto angariava adeptas para sua causa. Fundou casas religiosas por toda a Índia e exterior, em cerca de 100 países. Recebeu o Nobel da Paz, em 1979, e, morre aos 87 anos, em 05.09.1997, de parada cardíaca. Foi beatificada em 19.10.2003.

Ela dizia que de sangue era albanesa. De cidadania, indiana. E no que se referia a sua fé, uma monja católica. Por sua vocação pertencia ao mundo. E sobre seu coração, dizia que pertencia totalmente ao coração de Jesus.

De compleição física pequena, sua fé inabalável e amor incondicional a fez devotada aos pobres, doentes e esquecidos da vida. E...

Teresa, de Calcutá: Se nos deparássemos com a Madre, numa dessas esquinas da vida, ou da suposta morte, discretamente ela nos perguntaria:
- Onde estão os teus pobres?

sábado, 28 de maio de 2011

Museu Militar do Forte do Brum


Bandeira do Brasil Holandês

De rara beleza, o Museu Militar funciona dentro do Forte do Brum "preservando a memória de nosso passado, difundindo os valores culturais e cívicos da formação da nacionalidade brasileira e favorecendo os valores culturais do Exército Brasileiro". Sua construção iniciou-se em 1629 pelos portugueses e foi concluída em 1690 após a ocupação holandesa.
Serviu de abrigo aos refugiados da Revolução Pernambucana de 1817. Por sua importância cultural e histórica foi tombado pelo IPHAN em 1938.
Nesta última semana de maio/2011, este Museu Forte do Brum, incorporou em seu acervo uma das obras da série "Bandeiras Históricas Brasileiras", cuja totalidade da série pode ser vista na página acima intitulada BRASIL.
É dotado de salas temáticas sobre a Segunda Guerra Mundial, Batalhas dos Guararapes, Bandeiras Históricas, ocupação holandesa entre outras; além de possuir farta biblioteca.
Com 22 canhões de calibres diversos, dos séculos XVI, XVII e XVIII, alguns ainda são usados para tiros de salva.
A série Bandeiras Brasileiras também pode ser vista no site: www.artmajeur.com/giovdand_____________________________________________


VISITE - Museu Forte do Brum, Praça da Comunidade Luso Brasileira s/n, Bairro do Recife, Recife, PE, Cep.50030-280, Tel.81.3224.4620, de ter a sex, 8h às 16h e sab, dom e feriados, 14h às 17h. (Fonte: Guia de Museus de Cultura Militar do Brasil)

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Arte Mental

Como qualquer tipo de arte, esta tem seu caminho, começando na simplicidade e chegando no limiar da genialidade criativa a todos quantos treinarem e praticarem. O pensamento, como forma de expressão, visível a bem poucos, mas que paulatinamente começa a tomar corpo, a par das telepatias e sensibilidades inerentes à alma humana dos que "captam" se não todas as palavras ou formas pensadas, ao menos tem uma vaga ideia do todo pensado por outrem, na chamada coincidência ou sincronicidade. Fenômeno de extrema raridade, este captar, tem sido vislumbrado sua possibilidade; enquanto a ciência caminha em outros rumos mais físicos.

A palavra "forma-pensamento" tirada de certa doutrina espiritualista significa, entendo eu, a construção firme da mente a ponto de plasmar a ideia pensada com suas devidas características, positivas ou negativas no espaço, seja ele físico ou não, incluindo no objeto: cores, perfumes, sabores etc. Na verdade o não físico também é físico, se considerarmos a outra dimensão da realidade. Dependendo da intensidade e clareza do pensamento, o tempo de duração da forma mentalizada poderá ser mais ou menos longo, sem quebra do objeto pensado. Segundo relatos, trazidos a lume através da mediunidade séria, as construções no plano espiritual são realizadas pela mente dos arquitetos treinados para tal mister, a partir do fluido cósmico universal, gênese de toda a matéria.

Considero o escrito abaixo, se somente um escrito, como algo que um escritor comum possa escrever, mas se trabalho minha mente a ponto de, por exemplo, em circunstânicas comuns, como "enquanto caminho na rua entre a multidão de pessoas, sons, objetos e informações", enfatizando minha ideia e tentando aos poucos construí-la com firmeza de minha própria visualização, então, sou um artista mental, independente de por enquanto não conseguir transmitir minha ideia, já que não temos aparelhos para medir as construções anímicas, mas, de antemão, já poderei me nutrir e colher as boas consequências que qualquer tipo de arte visual pode proporcionar, se voltadas ao belo e ao bem. Isto pode até virar sua vida de cabeça para baixo de um tranquilo e eufórico prazer. Mas, cuidado, pois em outra direção, como no ódio ou em outro padrão de mentalização negativa, que também constrói o pensamento e o materializa, poderá até mesmo afetar seu sistema nervoso, entre outras funções corpóreas.

Assim, eu convido a todos, espíritos imortais que somos, a, desde agora, começar aos poucos a treinar esta espécie de arte, e como não podia deixar de ser, num pálido exemplo,
falando de arte... ARTE MENTAL... absorto na multidão...

...e, quando ando na rua e estou na sintonia da arte, vejo pessoas transparentes, cachorros azuis, vegetação negra, crateras se abrem no solo e passo flutuando, luzes multicolores descem do céu dissipando as brancas névoas que envolvem as estrelas que se movem em redemoinhos enquanto a bailarina dança com minha sombra..., seria a do Degas? sei lá, acho que não, acho que ela não anda com este tipo de companhia, de dança. isto numa postura algo..., meio que surreal; mas se partirmos para uma maior abstração, vejo e sinto os odores perfumados de fachos e feixes de luzes, bolas e bolhas flutuam, vapores em cores, sombra, penumbra e luz, objetos e formas opacos, densos ou translúcidos, quintessenciados, eletrizantes, de neônio ou não, nisto posso estar como mero e pasmado observador ou ainda, inserido no contexto com a alma levitando de deleite, enquanto ouço a música celestial...a lira dos anjos, o cavaco dos arcanjos, o oboé dos serafins em fim!!! enfim, continuo a caminhar, em êxtase... pleno de mim mesmo... neste momento não me sinto um artista definível, sinto-me a própria arte. e, como qualquer pessoa que a pratica poderei, então, dizer...

...EU SOU A ARTE !!!

terça-feira, 24 de maio de 2011

EU SOU JESUS

Kra, mei q si liga ae..
Tava ieu min indo di apé na causa de mia familha, mostrah un quadru de Gesus, tipo di antigamenti miermu q naum tinha fotu, neti, nem carru e um dus poco inspetáulculo quin tia era a pintura e a inscultura, nem cine mais tinha nem nunca TV nem pensá, in fui eu min incaminhandu, tipu pintor antigo mermu jau diççe... lah pelas renascênssias dos mil e 500 etc quandu xeguei em lah... meu subrinhu Luigi, de entaum 2 anos, kra, eli tauva sentadu na mei qui berada do dregau da çolera da porta...ele tombou quandu viu o quadru quadrilauteru im losangulum du Jezuis, muinta eneugia...i naum tava di onda naum.. tombou di vera mermu, foi de brinka naum, cem tah rindu..eli.
pareçi q fou muita eneugia pá eli singurah na ora e caiu-çe.
na ora mei q mi recordei-mim di uma passasge q o Jhezus falô q eli era eli e ki cail todu u mundo..
foi mei ki ráopidu , mais deu tempum de me alembrá deça paçaugi bibrika..
Çe sól cum quadru depois di um tempaum ki eluli tevi auqki toumba, imaugina sol ve o poupriu Giesuso??
NA ORA O TEMPU PARO !!!


Cristo Senhor, 60x60cm, AsT

Evangelho de João
18:4 - Sabendo, pois, Jesus tudo o que lhe havia de suceder, adiantou-se e perguntou-lhes: A quem buscais?
18:5 - Responderam-lhe: A Jesus, o nazareno.
Disse-lhes Jesus: Eu sou Jesus.
E Judas, que o traía, também estava com eles.
18:6 - Quando Jesus lhes disse: Eu sou Jesus, recuaram e caíram por terra.

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Flores ? Flores !

Por vezes me pergunto, para que existem as flores, se os simples frutos já nos saciam a alimentação e para nossa respiração o verde da clorofila é o suficiente.
A utilidade que possivelmente podemos "achar" para elas é muito semelhante à que supomos existir para as artes visuais: mero encanto e deleite. Isto tudo, claro, a par da possibilidade de comunicação entre o artista e o observador,  e, no caso das flores seria uma espécie de expressão do Artista Maior, para que venhamos a aprender alguma mensagem subliminar do Universo, enquanto caminhamos aqui na Terra. Aliás, ambos é um bom presente para expressar o amor por alguém. Por isto recebemos flores de Deus ? Isto já explicaria um pouco sobre sua existência.
Temos que admitir que se por um lado dá tanto trabalho cultivá-las, cuidados com iluminação adequada, tempertaura ambiente, umidade do solo, peculiaridades de cada espécie; de outro, tranquilamente, nasce uma singela florzinha no meio de uma rocha onde sequer imaginávamos a possibilidade de algo ali surgir com vida. O que, em si, nos enseja outra lição: Olhai os lírios do campo, não colhem, não ceifam e nem... É como se o Jardineiro dos Céus falasse: Despreocupe-se... EU ESTOU AQUI !
Recentemente tive a melhor explicação para a existência das flores; numa livraria, folheei um livro em que o autor tentava ferozmente nos convencer da inexistência de Deus, incentivando um pseudo materialismo científico e negando todo o patrimônio espiritual que a humanidade vem cultivando no transcorrer dos milênios.
Sim, ali eu entendi tudo, este autor nunca viu uma flor !
Suas infinitas colorações, perfumes variados, texturas diferentes; esta rica experiência da leveza, faz-nos lembrar a história bíblica do arco-íris:
Deus ainda está em paz com a humanidade !!!

Flores da Montanha I e II (díptico, 55x55cm cada) Acrílica sobre Tela


quarta-feira, 18 de maio de 2011

PORTINARI

E o homenageado da hora é...

Aquele menino cândido, PORTINARI que um dia colaborou com pelo menos uma estrelinha para ajudar na decoração da igreja de sua cidade paulista.
Aquele jovem que saiu da pequena Brodowski para vir morar de favor no Rio de Janeiro, dentro de uma banheira num cantinho que não atrapalhasse ninguém da casa, e que, certa manhã acordou molhado com a água fria de um cano que rebentou acima de sua cabeça.
Aquele adulto esforçado que esperava os colegas de classe saírem para comer um farto almoço para, em segredo, comer o seu grude, a farinha com água, que usava para preparar a tela de pintura antes de pintar.
Este pintor genial que tendo ganho o prêmio viagem ao exterior, retornou da Europa com as mãos praticamente vazias, mas com a cabeça cheia, retirou-se da vida por cerca de seis meses e produziu inúmeros trabalhos, aproveitando melhor o tempo de lá e o daqui.
Este homem que pintou os monumentais painéis de 280 (frise-se: duzentos e oitenta) metros quadrados, que foram doados pelo governo brasileiro para a ONU, instalados na Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova York, EUA, que os brasileiros tem acesso a cada meio século.
Este espírito imortal que ninguém se esquece jamais, tal como mártir da arte, preferiu continuar a pintar e acabar de executar os painéis, enveredando pelo caminho sem volta da intoxicação pelo chumbo das tintas.
Este, que pintou e pintou e pintou...
Eu fui assistir ao espetáculo visual no Theatro Municipal, Rio de Janeiro, que ele nos proporcionou, e tocado pelas emoções, não resisti, tão logo peguei as tintas e telas tentei, não pintar nada do que ele pintou, mas sim, PINTAR A EMOÇÃO QUE SENTI AO VER OS PAINÉIS GUERRA E PAZ, DE PORTINARI.
Também por isto, meus parabéns...


Guerra, de Portinari, 50x70cm, Acrílica sobre Tela, 2011


Paz, de Portinari, 50x70cm, Acrílica sobre Tela, 2011

sexta-feira, 13 de maio de 2011

as 04 estações da vida...


De fases em fases os ciclos da vida se alternam repetidamente: na esperança da primavera, na desilusão do outono, na alegria do verão e nas dores do inverno... Neste ciclo, a ordem das fases varia conforme a música, com compasso próprio instituído pelo Universo. Mas a maneira como lidamos com a realidade influencia muito de perto a experiência vivenciada e é a única coisa a ser realmente levada em conta.


Verão, Vivaldi, 29x38cm
Verão, verão todos, que da vida só conta a empolgação a enaltecer de pura beleza as fantasias que criamos em nossas mentes e inutilmente tentamos trazer para a realidade, mas a experiência vivenciada ou não, é quente como o amarelo e o vermelho, então, se descuidarmos podemos até perder um pouco dessa mesma empolgação, só que agora, pela vida real. 

Inverrno, Vivaldi, 29x38cm
Inverno então, a poesia ritmada do vento frio que toca nossas faces nos lembra nossas dores e dificuldades, aqui todo cuidado é pouco para não fatigarmos antes do tempo com as intempéries do tempo mal vivido, pouco vívido e com a expectativa de tempos ainda piores. O branco é de frieza pela vida e não paz. Fez-se negro em tudo ! 


Primavera, Vivaldi, 29x38cm

Primavera, famosa também por ser a época da vivência humana simbolizada pelas cores e flores; mas em nossos corações pode ir e vir em qualquer idade. A flora verdejante de esperança, entrechoca-se de um lado para o outro, intercalando com cores de flores de tonalidades mil, num sem fim de harmônicos contrastes, lembrando nossa caixinha de lápis de cor que carregávamos quando criança. Tudo na vida são sorrisos, rio então... 

Outono, Vivaldi, 29x38cm

Outono, eis que chega inesperado, marcando-nos como decepção, apesar de caírem as folhas e despedaçarem os sonhos, também é a época do refazimento, transformar o plúmbeo pelo menos num cinza de aguada para que comecem a brotar os novos ramos para que venham a florescer e gerar frutos saudáveis, quando bem cultivados, é claro. É a época da pausa para pensar, afinal... O que colhi nas outras estações? Deve pensar cada um, por si e pelos outros.  

Primavera-verão, outono ou inverno, pode até ser meia-estação, o que importa, se somos nós mesmos que ditamos e seguimos nossa própria moda...

Vendo do alto este ciclo de estações, que de tempos em tempos se repetem, tanto faz para mim se é outono ou primavera, pois fico tão feliz no inverno quanto no verão...

As obras são acervo da APAE - Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais, Barra do Piraí, RJ