terça-feira, 21 de junho de 2011

ânimo



Rio de Janeiro Photográfico 186, Visão do Leme

DES.ÂNIMOS

fogo que consome
chaga que dilacera
abalo sísmico da terra
pântano lodoso
crescimento da dor

 DEZ.ÂNIMOS

alimento da alma
fé que acalma
orvalho suave na flor
lago refrescante
surgimento do amor


sábado, 11 de junho de 2011

desenhos tatuagens

Antes de comentar sobre a inspiração dos desenhos de minhas tatuagens, posto, do livro “Mais Além do Meu Olhar”, do espírito Luiz Sérgio, psicografia de Irene P. Machado, trecho suprimido do capítulo: O VALE DOS TATUADOS

- Aqui é o vale dos tatuados? Perguntei.
- Sim, aqui é o vale deles.
- Jessé, mas existe tatuado boa gente. Mesmo assim ele vem para cá?
- Não. Aqui se encontram os comprometidos. Porém, todos aqueles que estragaram sua roupa perispiritual terão de pagar ceitil por ceitil.
- Como assim? Pode explicar?
- O perispírito é a veste do espírito e o corpo de carne é a veste do perispírito, quando o homem está encarnado. Se agredimos o corpo físico, o perispírito é agredido. Olhe aquele grupo ali: seus componentes tatuaram todo o corpo; corpo e perispírito foram agredidos [...]
Das tatuagens daquelas estranhas figuras saía uma fumaça escura, que muito os incomodava.
- Gostaria tanto de falar com um deles! [...]
- Quando vocês desencarnaram, arrependeram-se de ter acabado com a pele do corpo físico? Vimos que o irmão está todo tatuado.
Ele olhou o seu corpo e falou:
- Curti, certo? E continuarei curtindo as pinturas feitas na minha pele, mesmo que hoje elas me queimem o espírito.
- Como? Queimam seu espírito?
- Claro, seu trouxa. Aí é que mora todo o mal. Dizem os filhos do homem que nós agredimos o nosso perispírito e só fazendo boas ações veremos apagadas todas essas estampas. Assim dizem eles – falou, dando risadas – será que hoje, conversando com você, baixinho, não vou ter uma parte das minhas tatuagens apagada, da qual eu gostaria de me livrar de vez?
Nada respondi. O jovem mostrou-me uma tatuagem de Jesus, com um lenço amarrado na boca.
- Porque o Cristo está de mordaça? Perguntei.
- Para não me converter - Falou, dando gostosas gargalhadas.
- Você vai ao plano físico?
- Claro, e gosto por demais ficar intuindo os caras que fazem tatuagens, para que sejam mais criativos [...]
- O que leva alguém a tatuar o corpo inteiro, como você fez?
- Não sei. Acho que somos influenciados pelos trevosos, os chefões deste vale.
Só nesta hora notei um olhar de tristeza nesse espírito [...]
Andavam em bandos, maltrapilhos, sujos e despenteados [...] As cidades trevosas são vales sem luz, sem água, sem esgoto. Nelas, o espírito vive como se fosse um animal.
- Mas eles apenas se tatuaram [...]
- Será Luiz, que eles só pintaram o perispírito, ou também deixaram de realizar a tarefa que tinham como encarnados?
Notamos que aqui não há espíritos com pequenas tatuagens, quase todos as têm no corpo inteiro. Confesso que não entendi o porquê desse lugar existir.
- Este lugar, como outros, é escolhido de acordo com a vibração do espírito [...]
Quando já estávamos quase na porta, uma jovem segurou minhas pernas e implorou: - Limpe, moço! Limpe do meu corpo perispiritual isto aqui.
Olhei-a e vi a figura de satanás batendo no Cristo [...]
Apague-a, PELO AMOR DE DEUS!!!
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Por Giov.
Embora de vez em quando eu tenha que desligar o “botão” que me faz pensar em arte, para viver na vida real, fiz a minha 1ª, para ficar ainda mais na sintonia da arte, então não podia ser diferente, é a palavra ARTE, ideograma de um belo chinês simplificado que levemente estilizei, em preto e vermelho sobre a pele branca.

Arte, acervo pessoal, 2003

O motivo da 2ª, não foi muito bom... Fazendo musculação sofri uma lesão nas costas, que refletiu gravemente num braço. Passada a dor, ele ficou um pouco mais fino e sem força em relação ao outro. Voltei para o esporte e mais de um ano se passara e a desagradável da fita métrica ainda não me deixava enganar... Ele continuava mais fino. Um dia acordei com a sensação de que eu estava enviando energias ruins para meu próprio braço, achando-o feio (está feio, está feio...); é o mal do esteta, ter sempre que lembrar que nem sempre a vida é arte. Então tive a feliz ideia de tatuar um Jesus, para que achando bonito enviasse outro tipo de vibração, de cura (está bonito, está bonito...). Tatuei o desenho "A Gênese", monocromático em preto, muito semelhante ao abaixo (mas, sem as tatuagens do Cristo não crucificado):



Jesus's Tattoos, Nankin on T-Shirt, Sane Society, Espanha

Incrível, cerca de um mês após, a minha amiga fita métrica era só alegria, nem o “meio centímetro”, que a maioria das pessoas tem, havia de diferença. Jesus me curou, a minha tatuagem me curou!!!

Eu ainda tinha dúvidas se faria uma 3ª, no outro braço, para equilibrar, numa simetria assimétrica (ou assimetria simétrica), esteticamente falando, já que as duas anteriores eram no mesmo braço. Um dia, quando a criança ainda era de colo e de carrinho, a Senhor(it)a D’And. esqueceu e foi buscar as chaves, eu fiquei parado com o pequeno menino D’And., e, quando eu olho para o espelho a minha frente: Eu vi a tatuagem desenhada no meu braço. Lá estava ela. Imediatamente peguei lápis e papel e comecei a desenhá-la. Não muito satisfeito, fiz outra e outra e outra, perto de duas dezenas de desenhos... Até que vi que o 1º desenho é que era exatamente o que eu tinha visto, quando a impressão dele ainda estava mais forte na minha mente. Este quadro saiu do espelho e está pendurado no meu braço direito, numa espécie de tribal abstracionista geométrico, em preto e azul sobre branco.

Tatuagem, como tudo na vida é questão de SINTONIA !!!

segunda-feira, 6 de junho de 2011

MADRE TERESA DE CALCUTÁ




Biografia da Homenageada Teresa

Agnes Gonxha Bojaxhiu nasceu em 26.08.1910 em Skopja, capital da atual Macedônia. Solista no coro da igreja, ingressou na Congregação Mariana. Em 1928, na Casa das Irmãs de Nossa Senhora do Loreto, em Dublin, na Irlanda. De lá partiu para Darjeeling, na Índia, onde fez o noviciado e votos de pobreza, tomando o nome de Teresa. Foi para Calcutá, e, religiosa ministrou aulas de história e geografia.

Segundo ela: "Ocorreu em 10 de setembro de 1946, durante a viagem de trem que me levava ao convento de Darjeeling para fazer os exercícios espirituais. Enquanto rezava em silêncio a nosso Senhor, adverti um chamado dentro do chamado. A mensagem era muito clara: devia deixar o convento de Loreto (em Calcutá) e entregar-me ao serviço dos pobres, vivendo entre eles".

Usando um traje indiano branco com uma pequena cruz no ombro, pedia ajuda nas ruas para os pobres e doentes, enquanto angariava adeptas para sua causa. Fundou casas religiosas por toda a Índia e exterior, em cerca de 100 países. Recebeu o Nobel da Paz, em 1979, e, morre aos 87 anos, em 05.09.1997, de parada cardíaca. Foi beatificada em 19.10.2003.

Ela dizia que de sangue era albanesa. De cidadania, indiana. E no que se referia a sua fé, uma monja católica. Por sua vocação pertencia ao mundo. E sobre seu coração, dizia que pertencia totalmente ao coração de Jesus.

De compleição física pequena, sua fé inabalável e amor incondicional a fez devotada aos pobres, doentes e esquecidos da vida. E...

Teresa, de Calcutá: Se nos deparássemos com a Madre, numa dessas esquinas da vida, ou da suposta morte, discretamente ela nos perguntaria:
- Onde estão os teus pobres?