segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

A Expressão de Robert Schumann (parte3/4)

Trechos do Livro CLARA SCHUMANN, la vie à quatre mains, Catherine Lépront, tradução Eduardo Brandão.

Se não se encontravam, marcavam estranhos encontros: “Concebi um projeto simpático: tocarei amanhã, às 11 horas em ponto e pensarei bastante em você. Resta pedir-lhe para fazer a mesma coisa [...] Clara responde: Estarei amanhã, conforme seu desejo [...]

Opus 1 Variations on the Name ABEGG, Robert Schumann 43x48cm AsT
Quanto à Arte, também apresentou uma dupla face, um duplo caráter: ela estava presente, sem dúvida nenhuma, nas improvisações de Robert, em suas histórias [...] Era “arte”, mas impalpável, indizível. Uma presença. Por outro lado os exercícios ao piano, os estudos, a prática, a técnica, “toda uma arte”, dizia Wieck, mas real, concreta, como que encarnada pelo rigoroso professor que não tinha a menor propensão aos devaneios e desconfiava da fantasia, sobre a qual sua autoridade não tinha o menor controle.

Clara também assistiu às “querelas inauditas” deles, às “lutas penosas” empreendidas por Friedrich Wieck para persuadir Schumann de que “a própria essência da arte pianística” consistia em conquistar “um domínio do mecanismo, constante, frio e refletido”. E, principalmente, que ele necessitava de “precisão, igualdade, ritmo, pureza para adquirir um toque elegante...” – no que tinha razão, mas sempre acrescentava: “... a despeito da sua exagerada fantasia”. Banir a fantasia, o devaneio, a própria essência da arte romântica? Impossível para Schumann... Não era uma prova, fornecida por Robert Schumann, de que é possível opor-se ao mestre?


Cento e trinta e oito lieder de rara beleza, apenas no ano de 1840. ‘Mas, de onde lhe vêm todas essas centelhas?” [...] Vinham de uma prodigiosa cultura literária [...] por causa daquela ‘fisionomia’ particular de Schumann, talvez o mais erudito entre os músicos alemães, mas que uma extrema sensibilidade, uma imaginação transbordante, assim como a angústia e a intuição da loucura salvavam do puro intelectualismo.

Mas, Clara apenas entreviu o mundo fantástico cuja existência Robert, com suas histórias, lhe evocara – e ele permaneceu incompreendido por ela. Do mesmo modo, este outro modelo de comportamento que ele propunha com a sua simples presença. [...] Sempre a sua fantasia... Ela era “magnífica” apenas para seus amigos e para Clara, quando se tratava de ouvi-lo improvisar ao piano e contar suas histórias [...]

terça-feira, 17 de dezembro de 2013

XXIII – A MÚSICA ORQUESTRADA POR SAI BABA

Inicialmente este capítulo intitulava-se “Sai Baba e o Violino”, mas de acordo com a sucessão de fatos, alterei para o título acima. Este assunto foi tema da palestra proferida na apresentação de pintura mediúnica, em 14.07.2013, no Centro Espírita Obreiros do Bem, em Rio Comprido, no Rio de Janeiro, mas, por causa da data, somente sobre o instrumento violino.


 Em 13.08.2011, quando gravei o vídeo “Giovanni D’Andrea 004 Sai Baba, casos alheios”, que foi um dia muito feliz e especial para mim, justamente por este motivo; ao terminar, fiquei olhando o quadro, posteriormente intitulado de “Sai Baba com Olhos de Cristo Crucificado”, que havia acabado de pintar, senti uma suave tristeza, que mesmo na hora tive a certeza de não ter origem em mim. Sem nenhuma explicação razoável, captei que o motivo se dava ao fato de eu não saber tocar violino, porém eu nunca havia pensado na hipótese, ou mesmo tivesse tido vontade, de um dia ser violinista, nem mesmo como amador, apesar de considerar o seu som, o que mais gosto de todos os instrumentos musicais. Para facilitar a localização dos vídeos, na internet, caso haja interesse, padronizei com meu nome, então, abaixo, quando menciono o número, basta acrescentar meu nome.

Algumas pouquíssimas vezes, questionei-me pelo motivo de eu não ter vindo, nesta vida, para a música, ao invés da pintura, porque aquela é muito mais sutil do que esta e faz as fibras do corpo humano (do perispírito e do espírito imortal) vibrarem muito mais rápido ao menor contato com o fluxo contínuo das ondas sonoras em equilíbrio harmônico. Algumas vezes, cheguei a pensar na hipótese de, quem sabe, se ainda estiver por aqui, com cerca de setenta anos, começar a aprender piano, mas nunca interessei de aprender no momento, por causa dos afazeres e compromissos abraçados, que sempre considerei mais importantes, para esta minha fase evolutiva. Pensava em piano, porque achava que poderia aprender com um pouco menos de dificuldade.

Não sei precisar a idade exata, mas em torno dos onze aos quinze anos estudei violão erudito, em aulas semanais, por pouco mais de três anos. Eu simplesmente detestava, por vários motivos, primeiro porque na minha casa já havia muito barulho e gente, com a pensão, e barulho não é o ambiente ideal para se estudar, principalmente música; embora hoje o barulho em nada me atrapalhe na concentração. Segundo, eu achava muito popular o som, na época não sabia que existia violão erudito. Terceiro, não gostava de ter que deixar de fazer as coisas que realmente gostava, para perder tempo estudando violão. O quarto motivo para eu não querer aprender, era justamente a obrigação de ter que aprender aliado ao receio, por desobedecer. Falando genericamente, de outras artes, tive aula de escultura, por um mês, também em aulas semanais; sobre outras artes, inclusive plásticas, nunca estudei.

Quanto ao meu ouvido musical, lembro-me de duas vezes, que tentei afinar o violão, com o diapasão, para facilitar e, em ambas, arrebentei uma corda. Após esta época, da obrigação, parei de tocar e nem sei onde foi parar meu violão, só sei que não fez a menor falta. Anos após, uma pessoa, que havia comprado quadro meu e atravessava uma fase financeira menos favorável, perguntou-me se poderia me dar o violão dela, como parte do pagamento; aceitei e algum tempo depois dei de presente, pois estava sem utilização. Na verdade, fiquei com uma imagem negativa, dentro de mim, sobre tudo que estava relacionado ao violão e contei isto para muitas pessoas.

Após a gravação do vídeo, tive um sonho onde havia várias pessoas ligadas à música, sendo que algumas eu conheço pessoalmente e na frente estava alguém, que soube se tratar de Schumann (não ouvi o nome completo Robert Alekxander Schumann). Ao acordar, considerei que este nome não me era estranho e que deveria se tratar de um músico. Mesmo gostando de música erudita, e sabendo do bem que ela me fazia, nunca fui apreciador contínuo. Até a data de hoje, eu tive uns vinte discos, que metade nem tenho mais, sendo que vida e obra de músicos, nunca soube. Na verdade, nunca tive tempo para me aprofundar sobre o assunto e talvez nem vontade, embora, comumente, eu goste de me aprofundar em tudo que me faz bem. Algum tempo após, sonhei novamente com um trecho da vida deste músico.

Posteriormente Sai Baba, disse para eu comprar um violino. Como já reparei que com Sai Baba tudo no final dá certo, então mandou, eu comprei; na verdade Ele não manda, aconselha com carinho. Comprei um no dia 21.12.2011, junto com um afinador eletrônico. Cheguei em casa, coloquei as cordas, que vieram soltas, passei o arco e nada... Não saiu nenhum som. Como veio um potinho de breu, considerei, sem saber, que precisaria passar no arco para sair o som. Passei, mas não adiantou, não produziu som. Então achei que o breu estava muito liso, peguei uma chave, que estava perto, raspei-o, passei-o no arco, tentei de novo e, agora sim, saiu som. Fiquei feliz, guardei o violino e fui para a internet saber algo mais sobre este instrumento, foi quando peguei um papel e fiz o desenho da posição dos dedos, nas quatro cordas. Foi neste momento que descobri, que após a nota mi e a nota si há um semitom ao invés de um tom, aliás, se eu aprendi isto, na época do violão, já estava apagado definitivamente de minha memória. Então, após estas o dedo fica junto, diferente das outras notas em que a distância é o dedo separado.

No dia 23.12.2011, fui à casa de conhecida professora de violino de Barra do Piraí, que sou amigo de infância dela e dos filhos. Casa que sempre frequentei, mas que nunca coloquei a mão em um violino. Aliás, em 05.04.2011, quando fui levar um quadro no Museu do Corpo de Bombeiros, do Rio de Janeiro, o diretor reuniu a Banda de Música, com mais de cinquenta integrantes, sendo que só havia eu na plateia, além dele; neste momento tocaram hinos da corporação, músicas como Aquarela do Brasil, Garota de Ipanema, entre outras. No final, para agradecer, disse que haviam realizado um pedido meu, pois eu tinha uma amiga, que durante anos, eu pedia para tocar violino, mas que na correria da vida, era praticamente impossível, e naquele dia eu ouvia não só um instrumento, mas uma banda inteira; o que demonstrou que eu não tinha o hábito de ouvir o violino, na casa que eu frequentava.

 Cheguei com o violino já afinado, com a ajuda do afinador eletrônico (diferente de quando afinava com diapasão e arrebentava as cordas do violão), mas ao final, ela retirou todas as cordas para recolocar melhor. Levei, também, dois métodos simples e o desenho das notas com a posição dos dedos, que eu fiz.

Ela agiu naturalmente como se eu já soubesse, falando para eu tocar, estava até engraçado. Então, passei a olhar juntamente o desenho das notas e a partitura, que por ser simples dava tempo. E, toquei. Pouco depois, ela se sentou ao piano e tocamos juntos, claro que de vez em quando eu perdia o ritmo, ou errava algum acidente (sustenido ou bemol) da nota. Mas, pelo desenho, eu já sabia onde estava errando, pois mesmo sem conhecer o som das notas, é relativamente fácil contar espaços. Véspera de Natal, fiquei muito feliz em tocar a música natalina “Bate o Sino”. De vez em quando eu reclamava de dor na mão direita, que segura o arco, e no ombro esquerdo, por falta de costume e alongamento específico para tocar. Após cerca de uma hora, fomos lanchar, voltamos e tocamos mais trinta ou quarenta minutos. Neste primeiro dia já ficou terminado quase o método todo. Ela disse que não dava mais aulas, mas que, para mim, poderia lecionar, inclusive sem cobrar. Achei aquilo o máximo, mas pela minha vida, já com boa parte do tempo comprometido, não prometi voltar.

Até meados de janeiro de 2012, toquei cerca de oito vezes, de no máximo vinte minutos, com relativo desconforto no ombro esquerdo, na mão direita e, sem a presença daquela que poderia ame ensinar, muito mais desafinado. Concluí que isto não estava certo, que não poderia ser assim, desafinado e com desconforto. Então, como Sai Baba, mentor desta circunstância da compra do violino, não interferiu, tomei uma decisão: Guardei-o, já que sabia que não voltaria tão cedo na amiga professora e também não tinha com quem conversar sobre música.

Foi quando me lembrei da pintura, tanto a minha quanto a mediúnica, que tudo se modificou em apenas um dia, pois eu sempre ficava um pouco triste, até que, com compromissos de estudos, chegando a ficar por três dias lendo o mesmo parágrafo, senti a intuição para pintar a minha pintura (não mediúnica), neguei até o momento em que não aguentei mais a pressão e obedeci a intuição, que não veio acompanhada da clariaudiência, presente em todos os instantes da minha vida, com finalidade de eu parar de estudar para pintar.

Nesta época, os espíritos amigos, falavam que eu deveria pintar num estilo abstrato, mas que o meu seria diferente dos tradicionais, porque seria do céu. Não entendi e nem me interessei, então ficaram repetindo por mais de um ano, sendo que continuei com minha pintura de arte sacra, rosto, flores e qualquer outra coisa que não fosse a linguagem abstrata.

Como não estava conseguindo estudar, parei e peguei um quadro representativo de Pietà, Nossa Senhora segurando Jesus morto, releitura da escultura de Michelangelo, tendo ao lado flores em fogo, em um vaso transparente, sendo que esta estava praticamente terminada, faltando poucos minutos no acabamento final. Neste momento, minha mão escorregou, como nunca aconteceu, e a tinta grossa tomou boa parte do quadro, de uma maneira que nem valeria o esforço de consertar. Foi quando aproveitei para pintar o tal abstrato, que não aguentava mais ouvir. Ali nasceu minha primeira pintura num estilo, que passei a chamar de “abstrato cósmico”, que como eles disseram, meu abstrato seria do céu. Desde este exato dia, ambas as pinturas, só têm me trazido felicidade. É como se eu houvesse me desconectado emocionalmente de um passado, alguma vida em que associei a pintura com a tristeza e passei a me conectar com o presente, quiçá o futuro. Antes deste dia eu havia jogado todos meus trabalhos fora, porque nunca gostava, com exceção dos que alguém se interessou e levou.

Na certeza de que tudo se modificaria em apenas um dia, assim como aconteceu com a pintura, resolvi criar uma atmosfera musical em torno de mim. Ainda com o violino guardado, lembrei do sonho que tive de Schumann e fui pesquisar sobre ele e sua obra. Encontrei a lista completa de suas composições em alemão e comecei a procurar o vídeo de cada uma. Quando encontrava vários, assistia a todos para ver qual a melhor gravação e interpretação. Fiz o download e converti cada vídeo em áudio e passei a ouvir constantemente, o máximo possível, inclusive levando o aparelho de som para o banho e para a cama, para eu acordar com este som. Achei também dois filmes, um documentário e o livro do “Diário de Clara Schumann”, sua esposa, que foi virtuose no piano e compositora. Aproveitei para ouvir algumas músicas do compositor Johannes Brahms, que morou na casa do casal, por alguns anos.

Neste ínterim, a partir de março de 2012, desenvolvi no dedo anular da mão esquerda, tenossinovite estenosante mais conhecido como “dedo em gatilho”, como nunca havia tido nada parecido, fingi que não era comigo e considerei que fosse melhorar, mas foi piorando aos poucos. Se eu fechasse totalmente a mão ou abrisse demais, ele doía. Não deixei de fazer nada, por este motivo, mas cheguei a conclusão que havia perdido parte da função da mão, quando, em um supermercado, minha esposa me entregou uma sacola de frutas, que peguei com a mão esquerda, mas deixei cair porque a mão não fechava totalmente, embora eu tenha conseguido pegá-la, ainda no alto, com a mão direita. Sai Baba já tinha me dito que me daria a música, de volta, de presente, mas que me tiraria algo, que entendi que foi a função do dedo.

Quando foi início de novembro de 2012, após já ter baixado os respectivos vídeos e convertido em mais de noventa músicas de Robert Schumann, algumas com mais de trinta minutos, Sai Baba me pediu para eu voltar a tocar o violino. Como em todos estes anos de presença contínua, não me recordo de Ele me pedir nada, a não ser a compra do próprio violino, aquiesci. E lá fui eu tocar, sentindo muita dor no dedo, exatamente na mão que faz a posição das notas. Mesmo sem emitir som de voz, cheguei a gritar de dor. Quis parar e falei com Sai Baba: o Senhor me coloca ante a possibilidade de eu vir a tocar violino, mas me tira a função do dedo, do que adianta? Neste momento Ele somente me respondeu, que precisava ser assim. Então disse que estava bom, porque Ele sabia mais do que eu e continuei a tocar.

Ainda em novembro, após mais de quinze anos em que assisti a um único concerto erudito, em que ouvi o Requiem, de Mozart, fui a cinco apresentações musicais, no Rio de Janeiro, para tentar entender um pouco mais sobre música. Numa orquestra com cerca de dez instrumentos de corda, reparei que a madeira do arco de apenas um deles, assim como eu fazia, ficava na direção do rosto, ao contrário dos outros, que era a cerda do arco. Em casa, seguindo a maioria, esforcei-me por cerca de cinco minutos e desisti, achando que teria que voltar desde o início do aprendizado. Fui almoçar, descansei e quando voltei ao violino, consegui de imediato.

No final do ano de 2012, fui ao médico, que me disse para tomar uma caixa do remédio prescrito, no máximo duas, e, caso não melhorasse, seria necessária uma cirurgia. Não houve melhora, mas Sai Baba me disse que Ele curaria. A função e a dor, realmente melhoraram cem por cento, mas, diferente dos outros dedos, ficou, fisicamente, o que chamo de "vaga lembrança", para eu nunca mais esquecer este episódio.

Tentando catalogar as obras de Robert Schumann, para conhecer melhor o que ele havia feito em vida, quando eu estava fazendo download dos vídeos, para transformar em áudio, veio em minha mente uma frase musical, que fiquei repetindo por três dias, até que achei o vídeo correspondente e ouvi a opus 11 “Sonata nº 1 para piano”, cujo início era esta mesma melodia mental.

Em 10.03.2013, terminei de fazer um pequeno vídeo 009, Salvador Dalí, com trechos dos filmes surrealistas que este pintor realizou. E, pela maneira com que o violino entrou na minha vida, que eu chamei de surreal, resolvi incluir um trecho musical no vídeo. Apesar de conseguir tocar as quatro páginas da RV 121, de Antônio Vivaldi, gravei apenas quatro linhas da partitura. Óbvio, que o fato de eu falar que já estava tocando esta música, não significa dizer que eu a estava tocando com a devida qualidade, muito pelo contrário. E, como “plantar bananeira” também entrou na minha vida de uma maneira inusitada ou mesmo “surreal”, aproveitei para registrar, também, no vídeo. No texto do vídeo, escrevi que estava tocando violino por quatro meses, num treino árduo, cansativo e chato de cerca de trinta minutos, três a quatro vezes por semana, em oito métodos e algumas partituras esparsas, sendo que nos primeiros dois meses, sempre olhando a partitura e o desenho das notas concomitantemente. Na verdade escrevi assim por causa do desconforto e da dor. Escrevi quatro meses, porque descontei o tempo em que o violino ficou literalmente sem utilização, por uma única vez sequer.

Até meus vinte e dois anos, eu nunca havia plantado bananeira. Nesta idade, em dezesseis de agosto, surgiu a pintura mediúnica, que, por uma semana, foi turbulenta. Vinte e três dias depois, em sete de setembro, almocei entre amigos, após, deitei-me no chão, hábito que conservo; veio um espírito, senti que era bom pela vibração, e foi me virando devagarzinho até eu ficar de cabeça para baixo. Fez isto por três vezes e disse que eu não precisaria dele para isto. Uma semana após, de olhos fechados, eu dava dois passos rápidos e plantava na pia do banheiro, como também plantava bananeira num escorregador infantil, de dois metros de altura. Neste único dia, alguma coisa se modificou em mim, em termos de acessar algum trecho do passado reencarnatório em que fiz alguma atividade física em que o que aconteceu no presente foi pálido reflexo.

Na época de gravar este vídeo do Dalí, eu ainda estava com a mão machucada, por isto não consegui plantar no escorregador infantil, que era meu interesse por ser mais alto, porque a alça de ferro é fina e doeu muito minha mão, então plantei em barras paralelas em que sendo largo o apoio, não esbarrou tanto na infecção da mão e não doeu tanto.

Por respeito demais, nos círculos espirituais, muitas vezes se traduzir em falta de intimidade com os amigos espirituais, com a devida chancela de Sai Baba, combinei com Salvador Dalí, espírito imortal como todos nós, que inclusive em uma apresentação mediúnica, já foi visto por médium vidente usando um bigode amarelo, de escrever no texto de seu vídeo uma leve zoação com ele, aqui transcrita: “na condição de amigo, vou mandar um recado de boa pra tu, meu irmão: Surrealismo, sim... Palhaçada não, que isso aqui não é circo... E muito menos hospício, então segura a onda no teu processo de loucura [...] A gente só fala assim, com quem a gente gosta [...]”. A ideia do circo foi minha, mas a do hospício foi do próprio, que assim como eu, ficou totalmente feliz com mais esta troca de carinho e amizade, que  não faltou com o devido respeito vibracional.

Antes de 06.05.2013, data em que gravei o vídeo da música Lullaby, a canção de ninar de Johannes Brahms, este espírito veio me visitar, morrendo de vergonha, numa espécie de pedido de desculpas e, por mais de uma vez, contou detalhes da época, que, pelo inusitado da situação, quase que eu é que fico com vergonha. Pelo menos ele não perdeu sua malícia refinada e do bem, pois um mês antes de se apresentar, de vez em quando, eu ouvia, sem entender, alguém me chamar de sogro, referindo-se ao passado. Mal deixei ele falar, fui logo dizendo para ele parar de bobeira, e desconversei dizendo a verdade, que meu nome é Giovanni...

No dia desta gravação, Sai Baba pediu para eu afinar o violino. Assim procedi com um afinador eletrônico. Quando fui tocar, Ele falou para que eu não me assustasse porque Ele iria colocar o som, tal o instrumento antigo, tipo um stradivarius. Como não tenho parâmetros, nem conhecimento musical para avaliar, nada posso afirmar a este respeito, mas, posso afirmar que nunca ouvi um som semelhante, agradável, melodioso. Depois, quando fui gravar Lullaby, vídeo 011, o som do violino já tinha voltado ao normal. Mas o vídeo, filmado com a mesma máquina, acabou ficando com um sonho estranho, aparentemente metálico. Toquei o ritmo um pouco mais devagar, na tentativa de aumentar o potencial “sonífero” da música, sendo que neste momento uma pessoa que estava perto, adormeceu.

Na pintura, eu sempre dou nome aos meus quadros quase que imediatamente ou mesmo antes de pintá-los, mas houve um, em vários tons de azul, numa linguagem plástica abstrata, onde no canto deixei quase sem informação, parecendo que foi interrompido o desenho, a mensagem do quadro. Sem título, por mais de ano, mais ou menos nesta época, Sai Baba me sugeriu o tema do título, aceitei e resumi, como: “Schumann e o Reno: A 3ª Sinfonia e a Tentativa de Suicídio”.

Schumann e o Reno: A 3ª Sinfonia e a Tentativa de Suicídio
Em maio de 2013, eu ainda não queria saber do violão, que nem tinha mais. Lembro que nesta data recebi um e-mail de um amigo, que sabia o quanto eu não gostava de violão, mas que por causa da novidade do violino, considerou que eu pudesse vir a gostar, já que muitas coisas haviam se modificado na minha vida. Neste e-mail havia o link de dois vídeos, em violão solo, que ele considerou tocado por bons violonistas. Teve um, de sete minutos, que não consegui chegar nem ao final, sendo que em ambos eu fiquei um pouco irritado.

Em junho de 2013, enquanto eu aguardava o horário de um compromisso, entrei numa loja de música, sem nenhuma intenção de comprar nada, mas acabei saindo de lá com um violão e, claro, um afinador eletrônico, já que nem afinar o violão eu sei. Eu não sei exatamente o que aconteceu, mas o meu mal estar acabou ali exatamente naquele momento. Costumo dizer que em termos de música foi o maior milagre que Sai Baba realizou em minha vida, persuadir-me, sem palavras, a gostar de violão, após tantos anos, em que fugi dele.

Ainda em junho, estando na Catedral de São Sebastião, Rio de Janeiro, soube, através da voz da espiritualidade, que a história de vida, deste santo católico, é real, aconteceu, conforme os relatos. No momento foi dito para eu "glorificar a Deus". Não entendi exatamente, mas considerei que no meu caso devia ser através da arte, sendo que também acho que esta frase sirva para todo mundo, cada um com seu talento próprio.

Em 20.06.2013, minutos antes de gravar o vídeo 012, da música Gavotte from ‘Mignon’, de Thomas, olhando para a partitura, vi uma pequena nuvem de vibhuti passando. Acreditei que fosse parte da resposta para minha pergunta de como fazer para "glorificar a Deus". Neste caso, mostrando que estou tocando um pouquinho de violino, sem nunca ter estudado e que foi Sai Baba, quem disse para eu comprar um violino, assim divulgando o trabalho Dele, da espiritualidade, das verdades ocultas aos olhos que não querem ver e de tudo o mais que for de Deus.

Em julho, enquanto eu tentava tocar com o método de Matteo Carcassi, compositor violonístico do século XIX, este foi trazido pelos amigos espirituais, e disse que achou que eu estivesse pior no violão. Entendi que quando os amigos foram buscá-lo, para ele não se decepcionar tanto, exageraram mais ainda minha atecnia. Sei que ele não falou de ironia, embora eu tenha rido no momento. Também não tomei como elogio, lógico. Ele disse que continua trabalhando na difusão do violão erudito. Nada me ensinou, mas somente com sua presença, eu toquei menos mal. Sensibilidade e inspiração não se confundem com mediunidade.

Na madrugada de 06.08.2013, acordei com a presença do espírito de Olavo Bilac ao meu lado, momento em que todos os trechos que eu conheço do Hino Nacional, foram passando pela minha mente. Tirou minha dúvida de como alguns músicos tocam várias sinfonias de mais de trinta minutos, sem partitura; além da memória treinada em várias vidas, basta uma presença que conheça o assunto, neste caso a música, e esta se passa na mente do músico encarnado. Após, ouvi o Hino à Bandeira, cuja letra é de sua autoria, cantado por uma criança espiritual. Olavo, que sempre foi atuante na literatura infantil, disse-me que levou várias e várias e várias (ele repetiu esta palavra por três vezes) crianças espirituais na exposição de Bandeiras Históricas Brasileiras, no Forte do Leme, no Rio de Janeiro, Brasil.

Na madrugada de 17.08.2013, eu estava com muita cefaleia, enquanto, na sonolência, eu via e ouvia agradavelmente notas musicais, como numa partitura, de mais de trinta minutos, o som de um violão, que ao final passou para piano (a mão direita, que também é clave de sol). Somente consegui levantar às cinco horas, para ministrar dipirona e vibhuti, cinza curativa e perfumada materializada por Sai Baba, e instantaneamente fiquei curado. A luz do quarto, que estava desligada, acendeu e apagou rápido, como um pequeno clarão, sendo que não foi a primeira vez que isto aconteceu, foi quando Sai Baba disse que esta dor havia sido feita por Ele. Foi a resposta emocional ao meu questionamento anterior de que com o dedo paralisado da mão direita, Robert Schumann não conseguiria tocar violino ou cantar, porque sua dor era real e intensa. Acordei ótimo.

Em 26.08.2013, pela quarta vez na vida, sentei-me ao piano e, não mediunicamente, teclei, como uma criança teclaria. Neste dia gravei o vídeo 017, que intitulei de "Brincadeiras Infantis ao Piano" em duas partes: I - "O Amigo Invisível" e II - "O Cão Serelepe", que aborda duas fases da criança, pois geralmente elas brincam com o desconhecido até pedirem um cão. Sendo que, nesta segunda parte, eu estava com um cachorro no colo e ao mesmo tempo fiquei soprando-o, fora do ritmo, de brincadeira. Mas, no final, como ele ficou um pouco irritado tive que terminar de inopino. No início estou um pouco tímido, sem saber exatamente o que fazer, mas trinta segundos depois vou me soltando melhor na criação da música. Na verdade não sei o nome de nenhuma nota, tampouco sei ler partituras para piano, como também não tenho este instrumento. Curiosamente sempre achei que um dia iria me sentar ao piano e começar a tocar sem nenhum conhecimento prévio (mediunicamente ou não), como se fosse mágica. Diferente do violino que, embora tenha aprendido em um dia, independente da qualidade, consegui ler as partituras.

Em 07.09.2013, acordei às 07:45 min. com o volume um pouco alto demais de um dedilhado solo ao piano, a ponto de incomodar. Por instantes, pensei se tratar de algum vizinho, que na verdade não tenho nenhum assim, depois que reparei que esta música não era física. Ela não brotou de dentro de mim, foi através da clariaudiência. Havia pedido ao Sai Baba para que quando eu me sentasse ao piano pela quinta vez, eu estivesse com uma natureza muito mais agitada do que calma; assim foi o som, razoavelmente agitado.

Levemente adoentado, tirei alguns minutos do dia 10.09.2013, para gravar o vídeo 018, que chamei de "opus 2 O Pianista Ilusionista", considerando que o vídeo causa a ilusão de que sei tocar piano. Além de eu ter pedido Para Baba um pouco de agitação, também pedi que a música tivesse cerca de sete minutos, pois mais tempo ficaria cansativo e menos tempo não daria para eu brincar a contento. Não programei o final, simplesmente não tinha mais para onde minhas mãos irem. Descontado o tempo de início e do fim, acho que Ele realizou ambos os pedidos.

Em 06.10.2013, gravei, ao violão, o vídeo 019, Ballet, música de Ferdinando Carulli, sendo que neste dia somente toquei no tempo desta música com pouco mais de três minutos, sem treino prévio ou mesmo nos dias anteriores. Errei um pequeno trecho, mas improvisei, mais ou menos dentro da proposta do autor. No final alterei totalmente o ritmo, também sem tentativa anterior. Não quis regravar porque tinha achado legal a incidência do sol no momento e, caso eu regravasse, o sol já tinha se despedido, e não ficaria o mesmo cenário de luz; lembrando-me o pintor impressionista Claude Monet, que tinha que pintar rápido por causa da incidência do sol naquele exato ponto da natureza em que ele estava pintando.

Em 29.10.2013, data em que gravei o vídeo 020, Bourrée, de Handel, independente de ter conseguido, foi a primeira vez, em todo o treino do violino, que me preocupei em seguir o ritmo estabelecido pelo autor da música. No início do aprendizado, nos estudos que não gravei, eu tentei acelerar o ritmo ao máximo, tocando o mais rápido que conseguia, para apressar o conhecimento, a leitura dinâmica, o manuseio do arco e a localização das notas no braço do violino. No vídeo número 010, Theme from Witches Dance, de Paganini, por exemplo, além de não me preocupar como a música deveria realmente ser tocada, aproveitei para treinar pelo menos uma nota, na frase, em pizzicato com a mão esquerda, o que causa decepção de quem vê o vídeo, esperando a interpretação normal.

No dia 20.11.2013, eu estava em Brasília e fui convidado para o evento do Dia da Consciência Negra, foi quando aproveitei para brincar em um instrumento de percussão, chamado timbal, sendo que nunca havia colocado a mão em nenhum instrumento deste gênero. Claro que não posso afirmar que sei tocar, foi somente uma brincadeirinha, que não me intimidei em realizar em um ambiente com cerca de quinhentas pessoas. Normalmente sou um pouco tímido, a menos que eu conheça muito bem o assunto, que me leve a estar na frente das pessoas, mas neste caso foi exceção, nada sei de timbal. Eu coloquei o anel no polegar direito para potencializar o som e bati com os dedos soltos, como se fossem cinco varetas, enquanto a mão esquerda batia em concha, um pouco fechada e o pé ritmava. Foram bons instantes. Aproveitei para editar o vídeo 022, embora o som quase não apareça, por causa do ambiente.

Em 26.11.2013, entrei numa loja de música, no Centro, do Rio de Janeiro, e de tanto falar, falar e falar... O dono da loja, sem eu pedir, foi no depósito, trouxe um bandolim, foi na vitrine da frente, pegou uma palheta e me entregou ambos. Eu, que estava com um livro de partitura nas mãos, sendo que nunca havia segurado este instrumento, abri e toquei duas músicas, num nível mais ou menos próximo ao que toco no violão, não tão bom, mas como qualquer coisa na vida, se houver um pouco de treino, poderá fluir com facilidade. Neste dia, adquiri uma gaita diatônica, em dó, que soprei algumas poucas vezes, enquanto assistia à televisão, sendo que no primeiro dia foi inevitável lembrar de Johannes, pois, por ser mais fácil, toquei Lullaby...

Em 08.12.2013, foi a sétima vez que me sentei ao piano para tocar, sendo que na sexta vez eu não levei a câmera. Aproveitei para tocar deitado com as mãos para trás, sendo que pela posição não dá para enxergar o teclado; foi a primeira e única vez, numa única filmagem que não houve treino prévio. Foi realizado o vídeo 023, que chamei de opus 3, “A Chegada em o Complexo de Órion”, que é o nome de um quadro meu, não mediúnico, em que fiz a transcrição da linguagem plástica para a linguagem musical. Sendo que no vídeo 021, fiz exatamente o inverso, a transcrição da linguagem musical para a linguagem plástica, da opus 11, de Schumann, acima referida.

Apesar de pouco conhecimento musical, pela mediunidade, já ouvi toda uma orquestra sinfônica, enquanto caminhava na multidão de uma praia. E pelo animismo, composições eruditas inéditas já brotaram de dentro mim, mas de nada servem, pois não sei compor. Depois que escrevi esta frase, em meu blog, parou um pouco de surgir músicas dentro de mim, então pensei em voltar onde escrevi e apagá-la, mas Sai Baba disse que bloqueia isto em mim, para não me atrapalhar a vida cotidiana, já que não estou nesta encarnação como músico. Então, deixei o escrito. Houve um dia, que não me recordo da data, em que, no plano espiritual, em projeção astral, eu estava tocando piano, mas a posição dos pés do corpo físico, em desconforto, estava me atrapalhando no plano espiritual, no momento achei que não deveria voltar para o corpo para não perder esta experiência sonora, mas acabei retornando, apenas para mudar a posição dos pés.

Em 15.12.2013, em Copacabana, no Rio de Janeiro, sem eu programar, estive numa roda de desconhecidos capoeiristas, com um berimbau na mão, por quase duas horas tentando extrair som, sendo que consegui alguns que, para mim, soaram diferentes dos conhecidos, como por exemplo o "toque de Angola", que tive um pouco de dificuldade, mas que acabaria aprendendo se insistisse. Na saída da roda, Sai Baba disse que era necessário eu conhecer os diversos tipos de sons e ou instrumentos.
 Da mesma maneira, que nos últimos anos, os pintores do além me visitam diariamente, a partir deste capítulo musical, do livro da minha vida, os músicos também tem vindo me cumprimentar. Inclusive, alguns vieram complementar o assunto emocional de sua vida, quando eu estava assistindo ao filme de sua biografia. Costumava dizer que no violino: Deus é meu professor, que tem me ajudado a aprender com o "Método da Adivinhação". Mas, começo a perceber, que Ele tem sido meu professor em outros instrumentos musicais também, ainda que eu não seja um bom aprendiz. A impressão que tenho é que este capítulo da música, que o maestro Sai Baba tem orquestrado, não se encerra nesta frase, nem nesta vida, muito menos, e principalmente, depois desta.

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

MÚSICA: A Chegada em o Complexo de Órion



No longa-metragem 021 foi feita a transcrição da linguagem musical da Opus 11, de Robert Schumann, para a linguagem pictórica. Agora, no sentido inverso da mesma direção, neste vídeo 023, foi traduzido da pintura para a música, neste caminho que percorremos para chegar na Nebulosa de Órion, passando pelas Três Marias em perspectiva espiral. Não retirei a fala, para que se tenha uma noção tanto do processo criativo, como a preparação "meditativa" para uma nova composição (caso se possa chamar, este improviso de brincadeira, de composição inédita, haja vista eu não saber ler partitura de piano, tampouco sei o nome das notas que teclo). Boa viagem...

A Chegada em o Complexo de Órion, 60x80cm
358 - VÍDEO 023: Em 08.12.2013, foi a 7ª vez que sentei ao piano para """tocar""" (entre aspas), sendo que deitado foi a primeira e única vez, numa única filmagem que não teve treino prévio. Ih, então foi por isso que ficou assim... Achei legal porque fiquei gordo na telinha, sendo que estou com o mesmo peso por anos...

A Chegada em o Complexo de Órion (ambientação com luz atrás)
PS. (prá sabê): Já pedi desculpas ao Senhor Câmera, por tentar irritá-lo, sendo que este disse que nem precisava. Às vezes eu brinco normal... No vídeo, Orion não tem acento, porque já está de acordo com a novíssima ortografia, que ainda virá...

domingo, 1 de dezembro de 2013

Templo da Boa Vontade

Esquerda - Um Conglomerado Fechado em Dimensões, 90x70cm.



Frase 351 - BOA VONTADE: Templo e Museu, onde todas as artes e religiões se encontram para a elevação do espírito humano a um patamar maior de paz, perseverança no bem e boa vontade.

Uma das Moradas Celestiais (ambientação com luz atrás)
Bom, enquanto você não faz uma visita física, numa das "Sete Maravilhas de Brasília", "símbolo maior do ecumenismo divino", para sentir a emoção e as energias que rolam por lá, neste território neutro de todas as religiões, ao tempo em que recarrega suas baterias, você pode visualizar o ambiente virtual do Templo da Boa Vontade. Eu recomendo...

Direita - Uma das Moradas Celestiais, 70x70cm.
"Glória a Deus no mais alto dos Céus e paz na terra aos homens de boa vontade." (Lc. 2, 14)

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

MÚSICA: O Timbal canta ZUMBI !

Giov. que sempre se orgulhou de suas raízes africanas, ver (página frases):

"FRASE 264 - QUÁDRUPLA CIDADANIA: Sou brasileiro, pelo jus soli, italiano do Paraguai, pelo jus sanguinis, com cabelo afrodescendente, que, quando retiro o boné, as """forças do mal""" insistem em dizer que eu alisei ou fiz escova... Menos... Nem penteio... Tem gente que se orgulha de ter dupla cid..."

Não poderia deixar de comparecer, dia 20.11.2013, no Panteão da Pátria (e voltar depois, ver postagem 22 nov), DF, para comemorar com seus irmãos de raça, o que foi valorizado pela:

"Lei nº 12.519, de 10 de novembro de 2011 (que)
Institui o Dia Nacional de Zumbi e da Consciência Negra.
Art. 1º É instituído o Dia Nacional de Zumbi e da Consciência Negra, a ser comemorado, anualmente, no dia 20 de novembro, data do falecimento do líder negro Zumbi dos Palmares. 
Art. 2º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação. 
Brasília..."

Mas, na verdade, fico muito chateado quando ouço comentários sobre qualquer tipo de preconceito, a impressão que tenho é que aterrissei minha nave no planeta errado, isto tudo é muito primitivo...
Não é nem falta de cultura não, é falta de inteligência mesmo, para o óbvio... 
Que estamos sujeitos às mesmas necessidades terrenas...

Il Battesimo di Cristo (2º Piero), Museu Memorial Pretos Novos
É meu amigão "Black and White" Michael Jackson, que viveu o duplo preconceito racial, que numa apresentação de pintura mediúnica no Rio Comprido, Rio de Janeiro, num bairro que não tem a arte de Paris, Roma ou Nova Iorque, ficou emocionado chorando por ver tanta arte, no plano espiritual (com 50 a 100 pintores, músicos, poetas, médicos, enfermeiros, aprendizes etc) e, mais uma vez, constatou que a vida é uma ilusão imensamente maior do que a própria morte. Muito embora você sempre tenha tido esta consciência do não preconceito. Assim como você, falo para todos:

"Eu estou cansado desse mal,
Eu estou cansado dessa coisa,
Eu estou cansado desse negócio,
Se você está pensando em ser meu irmão,
Não importa se você é preto ou branco...
É duro para todos sobreviver,
E eu falei sobre igualdade..."

E você, Paul McCartney, é verdade:
"Ebony and ivory live together in perfect harmony", sim,
"Ébano e marfim vivem juntos em perfeita harmonia,
Lado a lado no teclado do meu piano, Oh, Senhor, por que nós não?
Nós todos sabemos que as pessoas são iguais..."
 349 - TIMBAL: Ou qualquer outro percussão do gênero, nunca tinha colocado a mão antes de 20.11.2013 (vídeo 022); então coloquei o anel no polegar direito para potencializar o som e bati com os dedos soltos, como se fossem 5 varetas, enquanto a mão esquerda batia em concha, um pouco fechada. Pena não ter outro instrumento no pé ou sapato (propio pa baruio), para o pé que ritmava... Curti o momento...

350 - IMPLICÂNCIA: Se a carapuça lhe serviu, ainda que só uma beiradinha, quando falei [...] que preconceito é falta de inteligência, e isto magoou seu coraçãozinho, perdoe-me, mas não é nada pessoal, é que aqui na clínica, às vezes a gente precisa usar tratamento de choque... (ver 172)

PS (pra saber): (in) felizmente a gravação (quase) não permite ouvir o som do instrumento, mas quis dividir este importante momento... Também, por causa da gravação ruim, cortei o final, de um som nota dez, do Projeto Nota Dez, Percussão Afro Cultural com Ricardo de Xangô. (www.caraeculturanegra.com.br e www.caraeculturanegra.blogspot.com.br)

Pintura: Zumbi dos Palmares, de Antônio Parreiras.

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

Centro Cultural Três (3) Poderes


De volta na brasília amarela (ver postagem de 22.10.2013), os nós (giov. e d’and.) conhecemos o Centro Cultural Três Poderes, que é uma unidade administrativa da Secretaria de Estado de Cultura, subordinada à Diretoria de Patrimônio Histórico e Artístico do Distrito Federal, instalado em Brasília, que, para quem não sabe, mas que deveria saber, é a capital do Brasil. O centro coordena as atividades de três instituições - o Museu da Cidade, o Espaço Lúcio Costa e o Panteão da Pátria e da Liberdade Tancredo Neves - e do Projeto Integração Museu-Escola.

{outras fotos no face...}
Estrelando, na foto, numa situação que dava um filme, clicada no Panteão da Pátria, Jussara de Almeida, Heloísa de Oliveira e grande elenco, tendo como pano de frente o painel da liberdade, verde (para quem é daltônico), de Athos Bulcão, tudo isto dentro de uma arquitetura modernista, simbolizando uma pomba, criada por Oscar Niemeyer; ocasião em que integrou no patrimônio público a obra “BANDEIRA DA REPÚBLICA DO DINHEIRO PÚBLICO QUASE DEMOCRÁTICO”.

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Pintando a Opus 11, de Schumann

Tradução da linguagem musical para a linguagem pictórica, da Opus 11, de Robert Schumann, Sonata nº 1 para piano, de 1835.


Num almoço em família, em 17.11.2013, não obstante parecer que a casa está vazia de gente viva, Giov. é pego de surpresa e, embora não quisesse pagar mico, é filmado pelo pessoal de Roliudi, empresa  cinematográfica representada neste momento por Sand. D'And., camerawoman.

Opus 11, de Robert Schumann 50x70cm, acrílica sobre tela.

157 - FRASE MUSICAL: Veio uma em minha mente e fiquei repetindo por 3 dias. Aconteceu quando eu estava catalogando todas as músicas de Schumann (e convertendo de vídeo para áudio), sendo que consegui 80% e de quebra 3 filmes; até que ouvi a Opus 11, cujo início era esta melodia mental. Só espero que não tenha sido o próprio defunto músico que me inspirou. Que Deus o tenha em bom lugar, cruz credo...

terça-feira, 29 de outubro de 2013

MÚSICA: Bourrée, Handel

Após comemorar meus oito (00000008) meses de violino, num treino diário de 20 a 30 minutos, 3 a 4 vezes por semana (ver postagem de 13.07.2013), guardei o violino e, posteriormente, toquei, dia 20.10.2013, na casa da Dona Senhora Menina M.I., em Barra do Piraí, onde tudo começou, por uns 15 minutos, depois guardei e """""toquei""""" piano, pela sexta vez, mas (in) felizmente, para felicidade geral da Nação, digo ao povo que não gravei...

Lá, reparei que o dó central, pelo menos neste piano em que gravei a opus 1 e 2, não fica exatamente em frente ao buraco da fechadura, mas umas duas notas para a esquerda, não sei os outros pianos. Em suma, achei que conhecesse pelo menos uma nota do piano, quando toquei, mas infelizmente não conhecia nenhuma.


Voltando à vaca fria, quero dizer, ao violino, após o referido dia voltei a tocar seriamente, com dedicação e afinco, pois, como dizem, variando o percentual, a inspiração representa 5% e a transpiração 95%, por isto também toquei ontem uns 25 minutos e hoje, 29.10.2013, mais uns 15 minutos, antes de gravar o:


Bom, para aqueles que acham que a música surgiu de uma maneira mediúnica na minha vida, volto a afirmar que não. Antes de eu começar a tocar violino, que aprendi em um dia, através dos desenhos das notas que fiz, a partir de breve pesquisa on line (sendo que isto aconteceu na casa de uma professora de violino e dona do piano acima referido, que muito me incentivou no momento, tendo inclusive se oferecido para me dar aulas gratuitamente, apesar de ter parado de dar aulas, que infelizmente não pude aceitar), bem como, antes de brincar no piano, sem saber ler partitura; Sai Baba já havia se antecipado dizendo que me daria a "música" de presente, de volta, após eu sair deste caminho, por cerca de um século.

Falando menos sério agora, embora digam que a TVlisão engorda a gente, reparem que no vídeo, que tem momento em que estou barrigudo e outros não. Acho que nessas horas em que estou barrigudim, devo estar incorporado... Aqui sim, acho que essa paradinha é mediúnica...

terça-feira, 22 de outubro de 2013

Museu da Justiça Militar da União


Estando, por uns dias, no Superior Tribunal Militar (leia-se Éssi Tê Amy), sempre de portas abertas, na Brasília amarela, sem o violão, mas que é mutcho mar do que lindia, já no horário da sobremesa, meu docinho de coco, após o almoço, meu chuchuzinho; Giov. quis rever seus filhos, que foram adotados, em 2008, pelo...

, detalhe da capa do folder.
No que Giov. aproveitou para visitar as amigas very, very beautiful (que não revela os nomes por ciúme e egoísmo em dividir a amizade), que obram, entre as obras, por lá e que não mediram esforços para atender a este pedido, que ocupou boa parte do dia 16.10.2013. No que aproveito para agradecê-las...


BRIGADUUUUUUUUUUUUUUUUU............................ Isto me deixou legalzão.
Da esquerda para direita, o nome de batismo das crianças:
Brilho e Movimento em Alcíone, 60x80cm, Acrílica sobre Tela.
O Frio Circulante de Plutão, 60x80cm, Acrílica sobre Tela.


domingo, 13 de outubro de 2013

A Entrega

Rio de Janeiro Photográfico 181 Visão do Leme
Entrego-me. A mim.
Infelicito-me!
Ensimesmo-me.
Fico-me. Giro-me em torno de mim mesmo.
Despeço-me de mim. Vou-me. Distancio-me de mim.
Perco-me de vista... Quando olho para dentro de mim.
Parto-me, sozinho, por um caminho. Rasgo-me.
Parto-me em vários caminhos partidos e perdidos.
Retorno-me. Torno-me a ficar, mas... 
Quero: ir-me, levar-me, carregando-me em meus próprios braços.
Abraço-me. Arrepio-me. Sinto-me frio, não só, pois esquento-me.
Alimento-me, do mais ao menos.
Exponho-me ao mundo.
Falo-me aos ventos.
Enclausuro-me na mudez de mente e ou de paredes.
Canso-me de mim mesmo. Abato-me.
Desfaleço-me, perdendo-me a pequena parte das forças que... Restava-me...
Sinto-me, somente, só.
Engulo-me, e, mascaro-me.
Prostituo-me, inventando-me, fantasiando-me em contos de reis, mas dos réis, lucro-me em nenhum vintém.
Se lucro, pior, ignoro-me de vez. Numa ignorância fria, que congela quem transpassa por mim.
Então, mendigo-me, mentindo-me para quaisquer, pois analiso-me: nunca, jamais!
Lambuzo-me, entornando-me em caldo e suor. Salivo-me, simplesmente porque...
Admiro-me, nem sempre ao espelho. Orgulho-me de mim. Envaideço-me.
Cultuo-me. Aculturo-me. Cresço-me, mas quase sempre, apequeno-me.
Disfarço-me de mil maneiras sutis. Finjo-me humilde.
Penso-me que engano a mim e a todos.
Planejo-me ser assim, sim. Mas, não sou e nem quero ser. Ser-me, a mim basta...
Extenuo-me. Quedo-me. Morro-me, por dentro e por fora. Suicido-me.
Despedaço-me. Estilhaço-me.
Desesperanço-me em mim, de mim para comigo mesmo. Resta-me, tão somente, o nada mais.
Abandono-me de vez, por mais uma vez.
E, vendo-me, dentro de mim, que há algo mais do que eu, muito além de mim...
Resolvo-me por sair de mim, mas sem forças, permaneço-me... Em mim...
Um dia... Ao invés...
Entrego-me. Ao meu Pai que está nos Céus.
Felicito-me!
Junto-me. Reúno-me. Construo-me, ainda que disforme.
Restabeleço-me. Curo-me.
Clarifico-me em luz.
Aso-me. Angelizo-me.
Agora, não mais para mim.
Agora, por e para todos.
Eis a história e o destino da humanidade!

domingo, 6 de outubro de 2013

MÚSICA: Ballet, Carulli


Frases relacionadas com violão, da página FRASES, daki du brógui.

329 - BALLET: Obra violonística de Ferdinando Carulli. Gravei este "longa-metragem 019", em 06.10.2013, sendo que neste dia somente toquei nos 3,5 minutos da música. A parte que errei e na hora improvisei, + - dentro da proposta do autor, não foi o trecho da música que cortei no vídeo para inserir efeitos visuais. Aprendi violão quando criança, desfiz-me do instrumento e readquiri um recentemente. Eu de-tes-ta-va (por motivos outros, que não o próprio violão), mas Sai Baba, soube me persuadir a gostar (apesar de eu não ter tempo para estudar), após me incentivar no violino.

Autorretrato 2013 Outubro
Frase 256 - MATTEO CARCASSI: Compositor violonístico do século XIX, trazido pelos amigos espirituais, em julho de 2013, enquanto eu tentava tocar com seu método, disse que achou que eu estivesse pior no violão. Não foi ironia, embora eu tenha rido. Nem tomei como elogio, lógico. Entendi que quando os amigos foram buscá-lo, para ele não se decepcionar tanto, exageraram mais ainda minha atecnia. Ele continua trabalhando na difusão do violão erudito. Nada me ensinou, mas somente com sua presença toquei menos mal. Sensibilidade e inspiração não se confundem com mediunidade.

Frase 279 - CEFALEIA: Madrugada, 17.08.2013, muita dor, enquanto, na sonolência, eu via e ouvia agradavelmente notas musicais, como numa partitura, de mais de 30 minutos, para violão, que ao final o som passou para piano (mão direita). Somente consegui levantar 5 horas, para ministrar dipirona e vibhuti (frase 167), e instantaneamente fiquei curado. A luz desligada do quarto acendeu e apagou rápido, como um pequeno clarão (que não foi a 1ª vez) e SAI BABA disse que esta dor havia sido feita por Ele. Foi a resposta emocional ao meu questionamento de que com o dedo paralisado da mão direita, Schumann não conseguiria tocar violino ou cantar, porque sua dor era real e intensa. Acordei ótimo.

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Museu Conde de Linhares

Giov. - EXTRA, EXTRA. Notícia do Giov. para hoje.
D'And. - Você se acha, mas é notícia em que lugar do planeta, figura psíquica ?
Giov. - Na proposta "Giov." de revitalização dos museus (nacionais ?), o Museu Militar Conde de Linhares incorporou hoje, 25.09.2013, uma obra representativa da Bandeira do Brasil em seu acervo.
D'And. - Outra Bandeira do Brasil ? Tá brincando com a gente ou você só sabe pintar isto ?
Giov. - Não, não são iguais nem cópias, são releituras, uma diferente da outra e todas sobre o mesmo tema. São originalíssimas.
D'And. - Sei... Uma um pouco mais clara, outra com um risco dois centímetros para a direita e na outra, pelo jeito, deve ter colocado terça-feira no domingo, sendo que hoje é quarta, embora esta seja a enésima que você faz.
Giov. - A Fafá de Belém cantou o Hino Nacional "estilizado" por inúmeras vezes.
D'And. - Comparação sem sentido...
Giov. - E você, que se diz artista, tem feito algo social pela arte ?
D'And. - Aqui mesmo no Museu Conde de Linhares eu visitei, com a família, a exposição dos bonékim dos playmobil. Engraçado é ver como as outras pessoas os viam: imóveis.
Giov. - ??? Artista, o que você fez pela arte, afinal ???
D'And. - Quando fui assinar no livro de visitas, não resisti, desenhei um playmobil, com a caneta, na página inteira do livro...
Giov. - Tá valendo, é um bom começo.
D'And. - E, qual o nome do quadro, afinal ?



Giov. - Proposta Novo Lema: ORDEM NO CONGRESSO !

E assim, após confraternização com o comandante Antonino de Jesus Brum, que por compromisso outro não teve a oportunidade de participar da sessão de fotos, na seção de "Bandeiras Históricas Brasileiras"; fotos, com cessão dos direitos de imagem, então, publico essas do Giov., do D'And., junto com Maria do Socorro Lira e Bruno Ladislau de Araujo, da seção de museologia. Grato a todos...



Museu Militar Conde de Linhares
Avenida Pedro II, nº 383, São Cristóvão
Rio de Janeiro, RJ, BraZZZZZZZil

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

MÚSICA: O Pianista Ilusionista

O título, desta "opus 2", é baseado na ilusão causada pelo fato de eu estar sentado ao piano dedilhando as teclas com aparência de saber exatamente o que estou fazendo, aqui no klavier festival, in Barra. Mas, não, não sei tocar este instrumento, nem mesmo sei o nome das notas, como afirmei no vídeo longa-metragem 017 "Brincadeiras Infantis ao Piano". E, já que iria me sentar ao piano, pela quinta (5ª) vez nesta minha vida de JO-VA-NE, aproveitei para levar a câmera e filmar esta palhaçada bela música, que fiz com todao paranoia carinho do mundo. Tratando-se, portanto, de mero IMPROVISO.


"Sou tão bom ator que finjo ser cantor e compositor e vocês acreditam". Levando em consideração esta frase de Raul Seixas, cuidado para não acreditarem que sou pianista. Este o recado do Giov.. Por falar em ilusão, compartilho a foto que cliquei da avenida, sendo que a atuação no foto editor foi somente para assinar, girar e cortar irregularmente as pequenas beiradas.

Rio de Janeiro Photográfico 057 Visão da Presidente Vargas.

FRASE 312 - O PIANISTA ILUSIONISTA: Levemente adoentado, tirei alguns minutos do dia 10.09.2013, para gravar esta "opus 2", vídeo 18. Além de eu ter pedido ao SAI BABA, um pouco de agitação, quando me sentasse ao piano pela 5ª vez (frase 305), também pedi que o vídeo tivesse cerca de 7 minutos, pois mais tempo ficaria cansativo e menos não daria para eu brincar a contento. Não programei o final, simplesmente não tinha mais para onde minhas mãos irem. Descontado o tempo de início e do fim, acho que Ele realizou ambos os pedidos.

terça-feira, 27 de agosto de 2013

MÚSICA: Brincadeiras Infantis ao Piano



291 - PIANO: O dó central fica próximo ao buraco da fechadura e as teclas pretas são os acidentes, eis todo o meu conhecimento da técnica pianística. Sempre achei que um dia iria me sentar ao piano e começar a tocar sem saber (mediúnico ou não), como se fosse mágica, o que veio a acontecer com o violino, que comprei a pedido de SAI BABA. Em 26.08.2013, pela 4ª vez, sentei-me ao piano (de alguém, porque não tenho, nunca estudei e nem sei o nome das notas) e, não mediúnico, brinquei com as teclas. Antes que se diga que estou imitando Robert Schumann, que tinha o hábito de improvisar ao piano, as primeiras 2 vezes, foi antes de eu saber da existência deste músico. Gravei estas "Brincadeiras Infantis ao Piano" em duas partes: I - "O Amigo Invisível" e II - "O Cão Serelepe", que dedico ao moço a quem dediquei a frase 289. Dentro do improviso, tive que improvisar o final, por causa da irritação. O segredo de melhor execução da 2ª parte é ficar soprando fora do ritmo... 

O Jogo da Vida, 100x100cm Acervo SESI (ambientação com luz atrás)

289 - JOGO DE XADREZ: (opus dedicada ao enxadrista xeque-matista, o infante meu filho)
No xeque-mate, a ida, após o adeus,
Em nova partida, as peças vêm vidas,
Jogam e jogam até o empate,
Quitam-se com as leis de Deus.

OBS (ótimo, bom saber): Este improviso, foi tão improvisado, que eu não tinha como filmar, a não ser pelo celular. Deu para entender a qualidade da imagem ? Era pra ser somente uma visitinha para amigos...

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Casa Histórica de Marechal Deodoro

Para comemoração do 121º ano (data na foto) do falecimento (segundo a filosofia de que as pessoas morrem, muito que óbvio) de MANUEL DEODORO DA FONSECA, Marechal e Presidente, amanhã, 23.08.2013, a obra "BRASILEIRINHOS" já foi entregue hoje, para exposição permanente, nas mãos do Digníssimo Diretor da Casa Histórica de Marechal Deodoro, Coronel Leonardo de Andrade, amigo antiquiquiquíssimo, que conheci ontem, e que foi simsimsimpaticíssimo.



Casa Histórica de Marechal Deodoro
Praça da República, nº 197, Centro, Rio de Janeiro, RJ, Brasil



Frase relacionada, número 284, na página de.......................acertou....................FRASES.

domingo, 18 de agosto de 2013

A Expressão de Robert Schumann (parte2/4)

Trechos do Livro CLARA SCHUMANN, la vie à quatre mains, Catherine Lépront, tradução Eduardo Brandão.

Opus 7, Toccata, Robert Schumann

[...] o que ele (Wieck) sabia de Schumann [...] o tornava inquietante. ‘Por sua maneira de se comportar’, ‘ele era bem diferente do que mostra em suas composições: nestas, ele se expressa em toda a plenitude de sua alma cheia de numerosas emoções, enquanto em sua vida seu elemento próprio era o silêncio. A íntima e violenta emotividade de Robert, seu mutismo, aquela distorção sobretudo entre interior e a aparência, e a ‘inquietante estranheza’ que daí emanava, tudo isso não podia deixar de perturbar Wieck [...] ciumento como pai (de Clara Schumann) [...] tinha diante de si um rival de uma candura e de uma ternura infinitas.

Robert comportou-se muito bem, com a sua calma costumeira. Aliás, era o que ele melhor podia opor à semelhante explosão (do pai de Clara, no Tribunal).

Liszt [...] acamou-se doente, Mendelssohn e Schumann vinham visitá-lo. Mendelssohn falava, Schumann calava.

Robert dizia de Richard Wagner: ‘Ele é impossível, fala sem parar.’ Richard dizia de Schumann; ‘Ele é impossível, não diz uma palavra; não é possível, afinal, falar sempre sozinho.’

[...] abandonava tudo e, onde quer que estivesse, fechava-se em si mesmo e voltava a seus ‘pensamentos musicais’.

O filho de Carl Maria Von Weber, que visitava Schumann com frequência em Dresden, contou que ele estava sempre [...] completamente absorto em seus pensamentos, parecia assobiar uma música para si mesmo, sem que ouvíssemos o menor som sair de seus lábios.

[...] dizia Schumann, ‘não posso me conter, gostaria de cantar como um rouxinol até morrer’.


Clara se espantava: ‘Parece-me estranho que os horrores lá de fora (na insurreição de Dresden) despertem em Robert sentimentos poéticos aparentemente tão opostos a isso tudo. Percorre esses lieder um sopro de pura serenidade. Tudo para mim volta a ser como na primavera, sorridente como as flores.’

(O violinista Josef) Joachim era muito inteligente, culto e tinha, desde há muito, uma admiração sem limites por Schumann. Não se incomodou nem com o mutismo, nem com as ausências do mestre, muito pelo contrário: ‘É mais que natural’, dizia ele ‘que entre a música perpétua de sua alma certos fatos à sua volta passem despercebidos – só podemos venerá-lo ainda mais por isso [...] Ele canta como a sua natureza lhe dita e tem a coragem de dizer a todos: ‘Não sei fazer de outro modo. ‘É também, o único a ter esse direito.’

domingo, 4 de agosto de 2013

A Expressão de Robert Schumann (parte1/4)

Trechos do Livro CLARA SCHUMANN, la vie à quatre mains, Catherine Lépront, tradução Eduardo Brandão.

Incapaz de participar de uma conversa, se nela fossem abordados problemas cotidianos, ocorria não responder às perguntas que lhe faziam, ou exprimir-se numa voz fraca, sem timbre que evocava, para os que o escutavam, uma ‘conversa consigo mesmo’. Portanto, ele só se animava para contar aquelas histórias de duplos que faziam a alegria de Clara, Alwin e Gustav, que também lhes metiam medo [...] sombrio ou sonhador, parecia totalmente diferente do contador de histórias.

Robert Schumann Opus 9 Carnaval
Quanto ao universo dos sonhos, Schumann era inesgotável; quanto ao real, ele se calava [...] cansado das pessoas, retirou-se para compor.

[...] germinou a ideia [...] de fundar uma revista musical [...] Por mais estranho que possa parecer, era Robert que animava essas conversas, esses projetos. Ora, suas intervenções eram raras [...] permanecia sonhadoramente voltado para dentro de si, os olhos semicerrados. Mas, se assistia a uma troca de ideias interessantes, animava-se a ponto de dar provas de loquacidade e vivacidade. Víamos, então, Robert de certa forma despertar e sair da sua meditação, eu diria integrar-se de novo ao mundo exterior – e seu olhar, habitualmente voltado para dentro, pousava nesse mundo exterior carregado de uma acuidade penetrante e de uma magnífica fantasia [...]


Schumann em seu primeiro artigo [...] à Allgemeine Musikalische Zeitung [...] interpelava o leitor e punha em cena três personagens: Eusebius – ‘conheces o sorriso irônico no rosto pálido’ – Florestan – ‘um desses raros músicos que parecem pressentir com grande antecipação tudo o que é futuro, novo, extraordinário’ – e Mestre Raro, árbitro. Três personagens de ficção, mas, sobretudo, três facetas de si mesmo.

[...] aquelas alternâncias de mutismo e de bruscas, brevíssimas retomadas de contato com a realidade ambiente; e aquele olhar azul, retirado, ‘como se ele procurasse, examinasse, escutasse sem cessar alguma coisa no mais profundo do seu ser’. Ele não mudara aparentemente [...] seu indicador ficara paralisado. Ele tinha de renunciar ao virtuosismo, logo à sua carreira de pianista.

R. Schumann Opus 9 Carnaval (ambientação com luz atrás)
Ela (Ernestine Von Fricken) contou que, um dia, depois de uma sessão de música, eles ficaram uma hora num barco e Schumann não pronunciou uma só palavra. Na hora de se despedir, ele disse simplesmente: ‘Hoje nos compreendemos perfeitamente’.

Robert pensava, já havia algum tempo, que a música lhe era ditada do exterior, por ‘espíritos’.