SAI

Transcrevo abaixo o

MEU DIÁRIO COM

, que são algumas poucas experiências selecionadas dentre tantas, em quantidade, intensidade e leveza, que Ele tem me permitido vivenciar... Antes e após Sua passagem entre nós...

giovanni d'andrea



"Eu não Sou o corpo, Sou o Morador Interno...
Vocês devem ter fé inabalável e forte, sem qualquer traço de dúvida.”


Sathya Sai Baba





I - MEU PRIMEIRO CONTATO COM SAI BABA
Ouvi falar de Sai Baba pela primeira vez através de uma conhecida, que inclusive já tinha ido à Índia; ela me mostrou um livro com foto Dele na capa e também comentou sobre as propriedades curativas do vibuthi – uma cinza sagrada, materializada normalmente através de Suas mãos. Digo normalmente, porque vi casos deste pó sagrado aparecer sem Sua presença física.


Disse ela que o devoto que leva esta cinza para casa, parte e reparte com os amigos e esta nunca se extingue... Conclui que, se fosse verdade, o vibuthi se multiplicaria, tal a célebre “multiplicação dos pães”, do Mestre Jesus, mesmo porque: “Nem só de pão vive o homem”.


É óbvio que não acreditei; afinal quem é este Sai Baba para tanto? Não me convenceu em nada; além do fato desta conhecida não parecer nem um pouco interessada em me convencer (hoje entendo o porquê).


Apesar de minha vida ser rica de experiências espirituais, isto era demais para minha fé raciocinada, baseada em experimentos práticos e convincentes. Tudo em que acreditei e mantenho dentro da minha visão da realidade passei pelo crivo da razão. Longe de ser um cientista, já faço parte de uma parcela da humanidade que caminha através da era da razão, sem superstições nem misticismos banais. É preciso mais, é preciso “palpar” o imaterial, refletir, ser convencido da realidade, vislumbrar novos horizontes, concatenar ideias, comparar sistemas filosóficos ou religiosos, reunir dados e aí sim, chegar a conclusões fundamentadas com bases e raízes profundas, pois como asseverou Jesus: “Conhecereis a verdade e ela vos libertará”.


Que libertação é esta? É o livre pensar destituído de vícios do pensamento, preconceitos de qualquer espécie e ignorâncias de toda ordem, para podermos, ao final, agir melhor na construção de uma felicidade mais sólida para nós, a envolver os que nos rodeiam ou de alguma maneira entrarão em contato com a mensagem-vida que deixarmos enquanto por aqui caminharmos.




Flores no Cabelo de Sai Baba, 50x70cm, AsT (Obra encaminhada a Ele)



II - APRESENTANDO-ME
Minha mãe sempre comentou que eu era criança de pouco choro, que eu gostava mesmo era de dormir, disse até que demorei um pouco mais para nascer porque eu era muito descansado, sei lá. De infância normal, brincava com outras crianças quando não estava às voltas com as tarefas escolares. Desde cedo mostrei relativa aptidão para as artes plásticas.


Em torno dos quinze anos surgiu em minha vida o que me faria refletir profundamente sobre as questões espirituais, no caso, o fenômeno mais conhecido como projeção astral ou desdobramento do duplo etérico. Assim pude ir, deixando o corpo deitado em meu quarto, a lugares desconhecidos e após algum tempo ir a estes mesmos lugares, fisicamente, tendo mais comprovações sobre a realidade da alma e sua existência independente do corpo físico.


De formação inicial católica, com direito até a “primeira comunhão”, cheguei a ser zombado por alguns amigos, quando relatei, com a maior espontaneidade, minha naturalidade em sair do corpo1 e volitar pelo espaço, seja em minha própria casa, rua, cidade, outros países ou ainda, em locais constituídos na espiritualidade.


Pelos dezessete anos aproximadamente, reparei que pequenas atitudes de minha parte, poderiam fazer com que algumas pessoas se irritassem, ainda que levemente, foi quando comecei a trabalhar meu pensamento na direção de tentar me melhorar, pelo menos um pouco, moralmente, para que eu mesmo não sofresse com o resultado da irritação alheia. Ou seja, este pensamento egoísta de não querer sofrer, ao invés de pensar no bem-estar de outrem, acabou por me tornar um pouquinho melhor do que no dia anterior... Assim comecei meu processo de autoanálise, em meu benefício e coletivo.


Aos dezoito anos tive a oportunidade de conhecer a Doutrina Espírita, por causa de reuniões em minha própria casa, levadas por amigos espíritas, quando entrei em contato com as obras básicas da codificação Kardecista (Allan Kardec) e em principal com o estudo de “O Evangelho Segundo o Espiritismo”. Atraiu-me por demais as obras mediúnicas, obtidas através do lápis mágico, do cândido Chico Xavier.


E, por levar minha mãe de carro, acabei tendo um pouco de contato com a Umbanda. Contato rápido, pois ela deixou de frequentar esta religião. Aos vinte e dois anos surgiu, a mudar completamente o rumo de minha vida, uma forte e tranquila clariaudiência, a me fazer ouvir, nos dizeres de Joana d’Arc, “as vozes do Céu”, com seus tons e timbres, apresentando-se a mim, entre muitos desconhecidos comuns do povo, alguns dos grandes mestres da pintura.    CONTINUA...

1 Esclarecedor livro sobre o assunto é o de Yvonne A. Pereira “Devassando o Invisível”, Ed FEB, 232 p.

III - SAI BABA PELA SEGUNDA VEZ EM MINHA VIDA
Após realizar algumas demonstrações públicas de pinturas mediúnicas, entrei para a faculdade, para cursar Direito, ocasião em que nosso trabalho mediúnico teve uma diminuída quantitativa, talvez pelo cansaço físico, talvez pelo respeito da espiritualidade em deixar eu concluir o curso com melhor êxito, ou também por eu vencer distâncias físicas entre a casa, o trabalho e a faculdade, em três cidades diferentes. Ainda assim, realizamos algumas poucas demonstrações, a par da constante  e diária presença dos amigos espirituais. Na verdade mais que constante, a partir dos vinte e dois anos de idade, ouço as vozes espirituais diariamente, não me recordando de um dia somente ter deixado de ouvi-las, seja em consolo ou instrução, própria ou de outrem.

Concluído o curso, casei-me e tive um filho, após algum tempo, os artistas, hoje residentes no Plano Maior, novamente me requisitaram para trabalhar com mais frequencia na divulgação do Evangelho de Jesus, interpretado pela Doutrina Espírita, através da arte espiritual, demonstrando a continuidade da vida após o fenômeno natural da morte e que estes espíritos artistas (bem como qualquer outro espírito) podem se comunicar com as pessoas vivas, elucidando e desvendando o véu da imortalidade e trazendo o consolo nutritivo da alma, ao tempo em que aplaca a saudade dos que partiram antes de nós.

Com esta volta aos trabalhos mediúnicos, para a primeira apresentação, eu precisava de um assunto para explanar em público. Fui, então, à casa de meu irmão que possuía várias fitas de vídeo de palestras espíritas e dentre as três que levei para a casa, havia a “Palestra com Divaldo Franco – Sathya Sai Baba”, relatando sua ida à Índia e o encontro com Ele. Muitos anos haviam se passado daquele meu primeiro contato. Assisti à fita, assisti à fita, assisti à fita... Sabe Deus quantas vezes eu assisti à fita...

Não posso precisar o que aconteceu, mas de imediato senti Sua presença amorosa e a nítida certeza que Ele estava me vendo assisti-Lo, senti-me desnudado, transparente mesmo. Estava escolhido o tema, era sobre o amor de Baba, apesar de eu ainda não ter lido muito sobre Ele, na verdade, quase nada.

Curiosamente eu estava razoavelmente adoentado por mais de um mês antes da palestra. No dia marcado, uma hora antes, orei e pedi, para Sai Baba, proteção para que eu não passasse mal durante o encontro público. Milagrosamente eu estive curado durante todo o tempo necessário para a apresentação, que considero que foi um dos trabalhos em que me senti mais espiritualizado, com mais amor pela humanidade. Retornando para casa, voltei a adoecer e assim persistiu minha condição física por mais exatamente vinte e quatro horas. Parecendo que estava a me mostrar Sua divina interferência durante a palestra e psicopictografia em público, ocorrida em 20.11.2003.

Observo que, no período da doença, inobstante eu estar me alimentando bem menos do que o habitual, não perdi nenhum quilo do meu peso corporal. Posteriormente, li no livro de Philips Kristal, que ela ficou um ano e meio doente, sendo que médico nenhum achava a causa e que também não houve nenhuma perda de peso, sendo que ela analisa que quando a pessoa está envolta com a atenção Dele, não se sabe exatamente o que vai acontecer. Pode ser bom, mas, também, pode ser o que parece ruim, mas que se faz necessário, embora o motivo só seja notado no porvir.

IV - EU VI O MUNDO

Bastante interessado, continuei me aprofundando sobre o “mistério” Sai Baba e Sua interferência em minha vida, aqui, do outro lado planeta; afinal nunca nos encontramos, eu aqui no Brasil e Ele lá na distante Índia.



Certo dia, pela madrugada; lendo um livro do assunto e sublinhando o que parecia mais relevante, fiquei, um tempo que não posso precisar, mas calculo algo em torno de trinta segundos, em transe, êxtase. “fora do ar”, não importa o termo, mas o fato. E, neste lapso temporal pude ver mentalmente com requintes de detalhes uma mulher grávida numa maca, coberta por um pano branco, entrando rapidamente para a sala de parto, com a equipe médica em volta, ela preocupada orava à Sai Baba pedindo por um bom parto. Vi, também, um helicóptero em densas nuvens prestes a bater num penhasco, quando o piloto preocupadíssimo pedia à Baba proteção. Vi uma mulher num desses engarrafamentos enormes meditando sobre Ele. Nesse mesmo relance vi várias cidades em países diferentes onde espalhadamente milhares de pessoas clamavam Sua presença.
De súbito voltei a mim, refiz-me e, embora sozinho, falei:
- Eu vi o mundo!
Em paz continuei a ler, virei a página e me surpreendi quando o livro se reportava a uma entrevista dada por Howard Murphet, autor do livro “Sai Baba o Homem dos Milagres” em que um jornalista pergunta a ele:
- “O que você sentiu quando viu Sai Baba pela primeira vez?”
Murphet, de pronto, respondeu:
- “Eu vi o mundo!”
Agora, estava claro para mim; Sai Baba não só sabia que eu estava lendo sobre Ele, como sabia também a página exata do livro (dentre vários sobre Ele) em que eu me encontrava lendo. Para mim isto soou como a onipresença – estar em todos os lugares ao mesmo tempo, pois tal, como eu no Brasil e Ele na Índia e nós não nos conhecemos com os olhos da Terra, é fácil acreditar que, naquele mesmo instante, milhares de pessoas liam ou chamavam por Ele e dentro do merecimento de cada um foram atendidas quando solicitaram alguma coisa.

Na Índia e entre seus devotos espalhados pelo mundo, Ele é tido como um Avatar, que se entende como a encarnação do Senhor, pois de tempos em tempos quando as dores e a maldade no mundo sobrepujam as alegrias e a benevolência, o Senhor resolve descer ao palco terrestre.
Sobre o fato dEle se intular como Avatar ou Deus, um repórter Lhe perguntou:
- “Você é Deus?”

Com muito amor ele respondeu:
- “Você também é, a diferença é que Eu sei que Sou.”
Ele também afirma que nós somos a chispa da divindade, Ele a chama.
Comparo aqui com o verbo de Jesus:
- "Vós sois deuses, fareis as coisas que Eu fiz e ainda as fareis maiores.”

V - ELE FALOU COMIGO

Reparei, de vez em quando, uma voz diferente ecoando pelas fibras de minha alma e que esta não era a dos trabalhadores espirituais habituais, daí a ser de Sai Baba, eu, reles “mortal”, não ousaria supor, apesar da voz se intitular como Dele.

Ainda duvidando, pois, conhecedor da ordem dos espíritos enganadores, embusteiros e bajuladores, assunto claramente esclarecido por Allan Kardec e sua estudiosa equipe, fingi não ouvir, para que com o tempo, sendo este algum obsessor, ele fosse encaminhado para seu devido lugar, pelos abnegados benfeitores espirituais.


O tempo foi passando e a voz continuou a ministrar, espaçadamente, conhecimentos morais. Um dia, ela, a voz, dizendo ser Sai Baba disse-me que colocaria uma pedra espiritual de um azul esverdeado em minha fronte, no local do chakra frontal, onde os orientais consideram estar localizado o terceiro olho, o da intuição, e que esta ficaria comigo por cem anos. Cem anos, não necessariamente vividos com o corpo físico.


Pensei comigo, quer colocar coloca, apesar de em algumas ocasiões ter visto um ou outro espírito, não sou o que se pode considerar um médium vidente, ou seja, não vou ver mesmo, não sei a utilidade e nem vou analisar por completa falta de dados; não contei nada a ninguém, até para não ser ridicularizado, simplesmente memorizei, repito: em silêncio.


Passado algum tempo, após o final de um pequeno trabalho no Centro Espírita, veio uma senhora, até então desconhecida para mim, e relatou toda minha conversa mental com alguns espíritos, dando o teor de cada diálogo. Para falar a verdade eu nunca tinha visto uma capacidade assim. E, para minha surpresa disse também que eu possuía em minha testa uma pedra azul esverdeada que quanto mais eu falava ou orava, mais ela se expandia e irradiava, variando em suas tonalidades.


Se esta não era a comprovação que a voz era mesmo de Sai Baba, pelo menos era a comprovação exata do que o que a voz, que se intitulava como ser de Sai Baba, disse que iria fazer. E, como disse uma amiga, em certa ocasião:

  • “Se eu não tenho capacidade para ouvi-Lo, com certeza Ele tem capacidade para falar comigo”
Em outras ocasiões a mesma pedra “invisível” foi vista por outras pessoas... É, como dizem, para o homem nem tudo é possível, mas para Deus nada é impossível!

Alguns anos se passaram e me foi dito por Ele que iria trocar esta pedra azul esverdeada por uma cruz brilhante e que em certas ocasiões que eu quisesse, poderia fazer uso dela, mentalizando-a, por exemplo, num processo de cura. Além do fato de que esta cruz, sendo o símbolo do amor na Terra, remetendo-nos à ideia do Cristo Crucificado, ajudaria, inclusive, a afastar espíritos maus, que nada mais são do que os mesmos homens após esta pequena viagem pela Terra.

VI - EU SONHEI COM ELE

Eu já havia lido que as pessoas só sonham com Ele apenas se Ele permitir, da mesma maneira que li que somente vão visitá-lo na Índia, estejam onde estiverem, se Ele permitir. Soou em meus pensamentos um pouco estranho, mas a cada dia que leio sobre Sai Baba vejo que Ele é capaz de realizar muito mais coisas que eu imaginei que Ele poderia.

Eu tive um sonho com Ele, não me recordo da ordem cronológica em relação a este “diário”, mas como me recordo que foi próximo ao início das experiências que me ligam ao Seu amor, aqui insiro, conforme me recordo. No sonho, olhando de longe, tive a impressão de estar num local bem rudimentar, com tochas acesas em volta de um espaço circular, num chão de terra batida. Havia pessoas, que se assemelhavam em suas vestimentas aos índios, selvagens, sendo que estes tocavam tambores para prenunciar a entrada do artista, naquela espécie de palco.

Sim, o artista era nada mais, nada menos, que Sri Sai Baba, o artista divino. Ele entrou meio sorridente, como a me enxergar de onde estava, sendo que a partir deste momento não me recordo de mais nada, na verdade nem sei se o sonho teve continuação ou se parou quando de Sua entrada. Só sei que posso concluir que Seu carinho, Sua preocupação em falar a minha linguagem, o meu idioma, como a estabelecer um diálogo de artista, como apareceu, para artista, plástico que sou, é realmente impressionante.

Agora imaginemos como Ele aparece em sonho para todas as pessoas do planeta que Ele acha por bem de se mostrar. Cada qual com sua sintonia, seu idioma particular, sua linguagem peculiar, seus dramas pessoais, suas dores escondidas, suas conquistas declaradas, suas alegrias invejadas... Esta preocupação do Baba de se mostrar como cada um necessita, é mesmo aquele carinho de mãe, uma mãe maior que não é daqui da Terra, mas aqui veio para diminuir um pouco da dor do cadinho pessoal de aflição...

E, como Ele mesmo ensina de tempos em tempos, quando as sombras começam obscurecer a luz, o Senhor assume a forma humana para se fazer presente mais de perto. É a missão de um Avatar.

VII - AINDA SOBRE A FALA DELE

E esta voz dizendo ser Sai Baba continuou a falar comigo, inclusive dizendo que eu escreveria um livro sobre ele, o que também duvidei, a par de meus afazeres e dificuldades. Disse, ainda, que se um dia saísse cinza de minhas mãos que eu poderia ser interpretado, pelas pessoas, como sendo santo. De pronto redargui: Mas, não sou! É claro que isto foi uma maneira simbólica Dele colocar a situação, até mesmo para eu não estranhar a absurda ideia.


Passados alguns dias, numa tarde como outra qualquer passei por um mendigo visivelmente bêbado a me pedir esmola. Embora querendo ajudar eu sabia não poder dar dinheiro, pois havia a plena possibilidade do dinheiro vir a ser mal utilizado, provavelmente com bebida. Então, pedi para ele aguardar porque eu iria comprar alguma coisa para ele comer. Fui até a pastelaria e pedi para embrulhar um pastel, na volta passei por uma barraquinha de camelô e comprei um saquinho fechado de pipoca industrializada.

Ao entregar para ele, que tinha esticado o braço para alcançar, o saquinho de pipoca esbarrou levemente em sua mão e qual não foi minha surpresa quando voou cinza para todos os lados. De imediato eu o repreendi, achando que ele estivesse fumando, mas com certeza ele não estava. Aliás, parece que ele nem mesmo ouviu a repreensão, dado a bebida. Voltei ao camelô e comprando balas para disfarçar verifiquei se algum saquinho estava sujo de algum tipo de cinza, mas, nenhum estava.


Fui obrigado a me convencer que aquela voz que predisse a aparição da cinza, mais uma vez estava certa. Pior, aquela voz me “olhava” e sabia que naquele exato instante eu tentava praticar o serviço desinteressado ao próximo, serviço este, insistentemente apregoado, por todos os ventos, pelo divino ser, Sai Baba.

VIII - BABA EM OUTRA DIMENSÃO

Era 10 de julho de 2005, após ver um filme, fui me deitar cerca das três da madrugada. Deitei-me em decúbito dorsal, orei e de imediato saí do corpo físico, mantendo-me na mesma posição, mas sobreposto ao corpo, fenômeno conhecido como descoincidência do duplo etéreo, na ciência da projeciologia.


Tão logo me dei conta da situação vieram alguns espíritos perturbados, em número que não pude precisar quantos, uns seguraram minhas mãos para trás de minhas costas enquanto outros com um aparelho barulhento e cortante tentavam serrar minha cabeça do corpo espiritual, num total desconforto para mim. Rapidamente entrei em sintonia com Baba para que me livrasse de mais essa aflição e como num passe de mágica, velozmente eles foram embora, ficando um relativo desconforto em minha cabeça; foi quando senti uma mão gesticulando em círculo1 sobre ela e então foi sumindo a sensação desagradável que restara.

De olhos fechados, no breu formado em minha mente, foram surgindo pedras preciosas brancas, verdes, vermelhas etc; parecendo pontinhos luminosos ou estrelas na imensidão do Universo, concomitantemente anéis, cordões e outras espécies de joias sugerindo ouro, deslizaram neste breu.

Retornei ao corpo e me lembrei das materializações de pedras, anéis e japamalas2 que Sai Baba materializa para Seus devotos, para que se lembrem Dele mais facilmente, na hora da aflição. Então, numa associação lógica de ideias, tive a certeza que as mãos de Baba, apesar de não tê-Lo visto, estiveram presentes mais uma vez em minha vida, agora no plano espiritual, estendendo para mim a ideia de sua onipresença – estar em todos os lugares ao mesmo tempo – inclusive nas outras dimensões em que a vida se nos apresenta.


O que agora relato, já ao final do ano de 2009, na ordem cronológica, seria o capítulo doze, mas, por parecer uma continuação da experiência acima, optei por voltar aqui e escrever. Pois bem, fui deitar calmo e orando. Já reparei que por diversas vezes quando vou me deitar estando totalmente calmo e relaxado, a espiritualidade superior aproveita este estado de ânimo e permite que determinadas experiências aconteçam, servindo-me de aprendizado para esta ou mesmo para a continuação, pois, as experiências obtidas em desdobramento astral em muito nos preparam para a vida verdadeira, a vida de espírito imortal que somos.


Terminando de orar, a “Voz Divina” me disse que poderia me dar alguns poderes, que claro, entendi como poderes espirituais, embora eu não saiba definir exatamente o que seja. Confesso que, na verdade, achei até um pouco engraçado, pois não tinha a menor noção do que seriam os tais “poderes”. Tão logo saí do corpo físico já não pude enxergar mais nada, pois aquela sensação altamente desagradável que somente quem vivencia tem a possibilidade de dimensionar o tamanho é capaz de entender o que agora relato. Parecia, novamente, um esmeril muito áspero a passar pela minha cabeça como se tentando cortá-la ou esmagá-la. De pronto emiti ondas para bloquear a ação dos espíritos responsáveis, talvez desafetos de alguma vida anterior. O tempo da ação, provavelmente curto, no momento parecia uma eternidade, então, minha vontade de bloquear a ação começou lentamente a esmaecer; foi quando eu senti o suporte de amor aumentando minha vontade em não fraquejar. Ao aumentar a minha força de proteção ouvi a voz de um deles perguntando aos outros o que estava acontecendo pois eu estava com mais poderes (talvez se referindo a vez anterior, relatada acima).

Esses espíritos perturbadores foram embora, restando apenas um casal, sendo que a mulher segurava um pequeno aparelho, de constituição muito simples, mas com potencial de força para no dia seguinte uma vítima, despreparada das coisas do espírito ou do amor, exaurida de forças, acordar levemente adoentada, por essa espécie de obsessão espiritual. O aparelho parecia um cano de ferro que se bifurcava em quatro pontas (ou mais) que lançavam chamas ou raios.


Tão logo vi o casal, sacudi minhas mãos em direção a eles e delas jorraram um pó branco, muito semelhante ao vibuthi. Reforço, tudo isto ocorreu na outra dimensão deste mesmo mundo, no plano espiritual, onde nos encontramos toda noite quando dormimos ou quando dormimos “para sempre”, no natural fenômeno da vida conhecido como “morte”. E eles tocados com essa energia de amor, em forma de pó branco, foram embora, imediatamente, enraivecidos.


Dei-me conta do local, constatando ser um sobrado antigo, que nunca vi, não sei se era no plano espiritual ou em algum lugar físico aqui da Terra; isso não importa... O mais importante disto tudo é que aquela “Voz Divina” novamente se antecipou à dor que me visitaria, predizendo-me dos “poderes” que poderia me dar, poderes estes constatado pela voz de um agente das sombras.


E, mais uma vez Sai Baba se fez presente em minha vida, ainda que eu estivesse fora do meu corpo físico. Dado o amparo acordei muito bem, em paz com o desagradável ocorrido e, porque não, abençoando os algozes que me permitem amadurecer o espírito imortal, que todos somos. Desejo de todo o meu coração que eles acordem para realidade espiritual e queiram haurir novos conhecimentos e valores para conseguirem um dia chegar mais perto daquilo que comumente chamamos de felicidade; afinal este é o caminho para eles e para todos nós que almejamos um mínimo de paz interior.

[1]              Para quem já viu Sai Baba ou vídeo sobre Ele, com certeza já reparou que muitas de suas materializações surgem com o ondular de suas mãos, os gestos em círculos.
[2]              Japamala é uma espécie de cordão de 108 contas utilizado para a repetição do nome do Senhor, assemelhando-se a um terço.

IX – EXPERIÊNCIAS NO MAR
Fascinado com as histórias sobre Swami que estava lendo em alguns livros e também na internet, embora já ciente de que Ele é capaz de fazer qualquer coisa, houve um dia, porém, que em minhas leituras, li que Ele, enquanto conversava com alguns devotos, deu uma pequena parada no assunto e disse que um devoto estava chamando por Ele, falando isto, virou a palma de uma das mãos para cima parecendo sustentar “algo” invisível no ar.

Neste momento, distante de onde se encontrava Swami, como foi constatado posteriormente, um devoto Seu, já idoso, caíra num poço com água e ante a possibilidade de morrer afogado chamou por Sai... Este devoto foi encontrado com vida, suspenso na água, boiando, vinte e quatro horas após a queda. Talvez seja este devoto, o “algo”, que Baba sustentava no ar.

Achei muito estranho, mas, na verdade, não sei por que duvidei, pois já tinha lido sobre coisas muito mais “milagrosas” do que esta salvação sobre a água, como, por exemplo, a ressuscitação de um homem, escrita pelo biógrafo oficial que viveu durante anos ao lado de Sai Baba: N. Kasturi, que escreveu os IV volumes de “Sathyam Sivam Sundaram”.

Passados alguns dias, estando de férias, fui passear na praia com minha esposa e filho. Embora, alguns anos antes, estivesse habituado a nadar em piscina de água doce por dois quilômetros sem parar, sabia que no mar era diferente, mas, por outro lado, também estava um pouco acostumado a nadar no mar, porém, sem tanta frequência.

Em certa ocasião, em torno dos dezoito anos, numa praia famosa por suas ondas altas, já quase em mar aberto, não consegui voltar para a areia. Mantendo-me altamente calmo, comecei a nadar em diagonal, deixando que as ondas me conduzissem até o final da praia. Chegando ao final, voltei para a areia e retornei caminhando até o local em que eu me encontrava anteriormente, tranquilo e em paz, sem estar ofegante.

Neste dia, do passeio, as ondas estavam médias e rápidas, então, resolvi ficar somente bem próximo da orla, para não correr risco desnecessário. Não sei o que aconteceu, talvez pelo cansaço de estar sem almoço até cerca de dezessete horas, apesar de ter lanchado (fato também comum quando estou na praia), eu simplesmente não consegui retornar para a areia. Acalmei-me...

Acalmei-me e tentei nadar em diagonal a favor das ondas, mas nem assim eu conseguia sair do lugar. Curioso é que quando as águas voltavam em direção ao mar, no fluxo das ondas, por vezes meus pés tocavam o fundo do mar, o chão, de tão perto que eu estava da orla. Após concluir que não conseguiria retornar, embora próximo à praia, perdi totalmente as forças, pois, a lógica conclusão afetara o emocional. Entrei em razoável desespero e aliado à fraqueza física vinda da falta de almoço, eu realmente não conseguia voltar.

Neste momento, a meu favor, só restava a fé, foi quando me lembrei de pedir ajuda ao Baba, de imediato criei forças e “aparentemente flutuando sobre as águas” (talvez realmente estivesse, do peito para cima, mas não ouso afirmar uma coisa que não tenho certeza) estiquei o braço pedindo ajuda, no que fui socorrido por um turista. Aliás, na altura em que eu estava da orla, bastante rasa, havia muitas pessoas brincando, por isto não estavam reparando em mim, pois era totalmente improvável que alguém conseguisse se afogar naquela altura, a não ser quem, além de não saber nadar, nunca tivesse contato com o mar.

Eu estava tão próximo à praia que este turista nem se deu conta da gravidade da minha situação, querendo, após o salvamento, conversar sobre sua viagem. Fui educado, conversei o mínimo possível e saí, o mais depressa que pude, para descansar onde estava minha família. Bem perto da exaustão, eu quase desmaiei de cansaço, mas estava tão ofegante que não conseguiria. Demorei cerca de vinte a trinta minutos para voltar com minha respiração e batimentos cardíacos normais.

Fui para casa e dormi um sono profundo, reparador, mas durante muito tempo ficou a impressão altamente desagradável daquilo que não foi um afogamento, pois não bebi nenhuma gota de água; mas, por mais uma vez nesta vida eu havia estado muito perto da morte do corpo físico.

A partir deste dia foi muito fácil para mim, acreditar na “suspensão na água” de Seu devoto que O invocara, pois agora eu era mais um na imensa multidão deste vasto planeta que Ele trazia de volta não somente a esperança de viver, como trazia de volta a própria vida.

- Obrigado Sai Baba, o que posso fazer para agradecer?
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Por causa da impressão desagradável que o mar me fazia lembrar, somente no dia 20 de janeiro de 2010, passado cerca de três ou quatro anos, da “suspensão na água”, novamente em passeio com a família pela praia, pela primeira vez, resolvi entrar no mar, acima do calcanhar; o, interessante é que neste dia havia vindo uma corrente marítima muito quente (fato posteriormente informado pelos noticiários), o que fazia do mar, naquele dia em especial, uma espécie de relaxante banheira gigante. Para mim, que detesto água fria, além do desconforto psicológico do episódio passado, isto veio como um convite.

Algumas vezes, caminhando pela praia, via no pescoço de alguém um escapulário de plástico com linha, de um modelo de bijuteria que muito tinha me agradado aos olhos. Embora parecesse futilidade, eu tinha gostado tanto que cheguei a procurar para comprar, por mais de dois anos. Apesar de eu já possuir um escapulário, com detalhe em ouro, cheguei a comprar um outro tipo de plástico, mas, confesso que comprei por não ter encontrado o que queria, então acabei por não usar, porque na verdade queria o outro modelo, e desisti de procurar o que havia me agradado.

Pouco tempo dentro do mar, e, meu filho, com a maior naturalidade me entrega “o” escapulário, exatamente aquele que eu procurara por pelo menos dois anos, dizendo que o achou boiando. Foi realmente impressionante a reação que isto me causou. Passado um mês, lembrei-me que, antes dele ser encontrado no mar, havia sonhado com uma pequena imagem da santa padroeira do Brasil, Nossa Senhora Aparecida, dentro de um potinho de metal com água, que se assemelhava a um suporte de vela, talvez simbolicamente se referindo à fé, comumente representada pela vela. Ressalto que, segundo relatos históricos, a imagem de Nossa Senhora Aparecida foi encontrada dentro d’água, no rio...  Lembrei, também, que Sai Baba já tinha me dito, que me daria um cordão.

Passados seis meses, fui, em outro estado, do Brasil, visitar minha irmã, que quase nunca vou, devido à distância. Lá chegando, havia uma mesinha com imagem de vários santos, do catolicismo e da umbanda. Também havia uma foto do Sai Baba, que eu havia dado para ela. O mais curioso é que na frente da foto estava o mesmíssimo potinho de metal, que eu havia sonhado com Nossa Senhora Aparecida boiando.

Sim Sai, este era exatamente o cordão que eu gostaria de receber, muito obrigado!

X - CARTEIRA BUMERANGUE


Confesso que ao escrever estas anotações em meu "diário", esboço um sorriso nos lábios, pelo inusitado da situação. Pois bem, estava eu num recinto comercial, de uma grande cidade, quando dei por falta de minha carteira. Dinheiro, pouco havia, mas os documentos estavam todos perdidos: habilitação para dirigir, carteira profissional, cartão bancário, documento do carro, entre outros.


Perguntei para algumas pessoas e nada, até que chegou um desconhecido dizendo que ia procurar entre os amigos para ver se um deles havia achado e pediu meu telefone; eu achei estranho e informei o número, apesar de não conhecê-lo. No dia seguinte, logo fui cancelando os documentos e também fui à Delegacia de Polícia para registrar o ocorrido e assim evitar maiores transtornos.


Depois, parei para pensar qual seria a lição de tudo isto. Se você reparar, geralmente se pode retirar uma lição de cada situação da vida, acontecida conosco ou com outrem. Sei que o ocorrido não foi tão grave assim. Ainda que tenha sido fruto do meu descuido, optei por acreditar haver alguma lição acerca de tudo isto. Foi quando me lembrei que esta era a quarta carteira que eu perdia em três cidades diferentes e todas elas retornaram para minhas mãos. Registro, aqui, que na época da perda das carteiras anteriores ainda não havia conhecido Sai Baba. Mas, pelo hábito de pensar em Deus, devo ter pedido pelo retorno das mesmas.


Desta vez, na quarta carteira perdida, assim pensei: Não dá para envolver Deus em questões tão pequenas desta natureza, por preguiça de tirar novos documentos e consequentemente gastar um pouco de dinheiro para obtê-los! Tão logo pensei desta maneira, “por acaso”, passei em frente ao retrato do Baba, retornei ao pensamento anterior e complementei-o: Não vou pedir a Deus e nem ao Senhor Sai, eu não preciso recuperar meus documentos. Isto eu posso resolver sozinho! Sorri para mim mesmo e continuei pensando: Mesmo porque minhas carteiras têm um efeito bumerangue, elas sempre retornam para mim. Foi um pouco de presunção de minha parte, mas pensei exatamente assim.

Lembrei-me também de outra ocasião em que eu estava preso entre um carro e outro, num engarrafamento que quase nada se movia, então sem ter o que fazer, aproveitei a oportunidade para orar. Foi quando chegou um assaltante, aos gritos, dizendo estar armado. Eu, muito calmo, demorei propositadamente a entregar o dinheiro enquanto conversava com ele para tentar acalmá-lo, dizendo: Calma, eu vou lhe entregar o dinheiro, fique tranquilo... Bem, já que ele iria me assaltar mesmo, pelo menos que ele me assaltasse em paz, seria bom para nós dois...


Entreguei o dinheiro, foi quando veio um segundo assaltante e falou algo, que não consegui ouvir, no ouvido do primeiro; este soltou o dinheiro dentro do carro e ambos saíram correndo. Não sei o que o segundo falou para o primeiro, só sei que o dinheiro também retornou para mim – novamente o efeito bumerangue. Acredito ser este também o efeito da oração. Não de trazer carteiras, dinheiro ou qualquer outra coisa de volta para seu legítimo dono, mas de poupar tarefas desnecessárias para nossa evolução ou mesmo evitar pequenos ou grandes sofrimentos desnecessários, apesar de estarmos inseridos num contexto mundano. Contexto que mesmo que não precisemos passar determinados transtornos, precisamos vivenciar, pelo menos, o início de determinadas experiências para melhor nos situarmos na verdadeira fé raciocinada.


Voltando para o efeito bumerangue da quarta carteira... Um dia se passou e o desconhecido que pediu meu telefone me ligou dizendo que encontrara a carteira, mas que a pessoa que “achou” queria que eu pagasse por um “resgate”, que considerei de pequeno valor, claro, embora ela já fosse minha, não estava mais em meu poder. Concordei de imediato, mesmo porque isto me sairia mais barato que apenas um dos vários documentos, fora a burocracia, esforços físicos, dispêndios de tempo e energia evitados.


Marquei com ele, paguei e reavi a carteira, com certeza passando aos olhos dele como um tolo qualquer. Fui para casa e tornei a refletir na lição que eu poderia tirar de tal acontecimento. Foi quando fortíssimas, porém suaves, vibrações me tomaram por todo e aquela doce voz falou direto em minha alma:


- “Eu trago quem ou o que Eu quiser, na hora que Eu quiser, até você. Eu uno quaisquer pessoas para qualquer fim e uno qualquer pessoa a qualquer objeto na hora que Eu achar que devo. Foi esta a lição.” Assim disse a voz. Que, após falar muitas vezes comigo não precisou se intitular “Sai Baba”, mesmo porque eu já estava começando a ficar acostumado ao timbre adocicado, amoroso e sereno, porém enérgico e enfático, sempre eivado de lições benéficas, ditas com muita simplicidade, sem afetação e sem palavreado rebuscado, tal a característica dos espíritos evoluídos.

Voz, esta, audível para meus ouvidos apesar de eu não me considerar digno de tal, embora diariamente, durante muitos anos, esteja acostumado a ouvir, naturalmente, a voz dos espíritos benevolentes, que tanto me auxiliam nesta vida ou me passam conselhos e ideias para eu repassar para quem necessita. Esses habitantes do mundo espiritual, que um dia estiveram aqui encarnados como nós, e, que retornam por amor à humanidade, na difícil tarefa de comprovar a reencarnação e a possibilidade de intercâmbio entre as duas dimensões do mesmo mundo e principalmente diminuir a dor nossa de cada dia, dando-nos, na maioria das vezes sem percebermos, o pão nosso de cada dia, sim, o pão espiritual...

XI - ERA VIBUTHI MESMO

Não faço a menor idéia do que vou escrever, mas sinto que urgentemente preciso colocar num papel, para quem sabe um dia alguém venha a ler e se nutrir, de alguma maneira, com essas modestas letras calcadas em verdadeiros episódios de minha vida. Havia eu prometido a mim mesmo não escrever nem mais uma linha sobre Sai Baba, pois não havia o menor sentido eu escrever sobre alguém, que não estudei a fundo sua vida, nem mesmo conheci pessoalmente. Então, falei: se um dia vir a conhecê-Lo, aí talvez, voltarei a escrever o assunto.


Então, por que escrevo estas linhas? Vou lhes contar...


Estava eu saindo de casa e ao fechar a porta reparei que a maçaneta estava toda revestida por uma espécie de pó branco. Sabedor das “peripécias divinas” de Sai, fui logo cheirando para sentir se era perfumado. E logo fiquei decepcionado: não era perfumado, portanto não era vibuthi. Então, conclui que não foi o Baba, deve ter sido alguém com a mão suja de talco ou outro pó esbranquiçado, que tentou abrir a porta para ver se estava aberta e talvez furtar alguma coisa.


Pela noite, voltei, já não havia tanto do tal pó, mesmo porque eu mesmo havia retirado. No outro dia saí novamente, e para tirar qualquer impressão que pudesse me tomar a mente de uma maneira menos científica, passei a mão ao redor da maçaneta para limpar qualquer resquício que poderia haver do tal pó esbranquiçado.


Ao findar do dia, retornei e... lá estava o pó branco novamente na maçaneta pelo lado de fora, ela estava totalmente branca, coberta pelo pó. Cheirei e nada, não era perfumado. Foi quando Aquela voz que ouso julgar ser de Swami, falou-me suavemente: “Estive aqui por dois dias e não houve necessidade de Eu colocar perfume no vibuthi”. Óbvio, fingi não ter ouvido, afinal, é bem mais fácil acreditar que um possível ladrão com as mãos sujas de cal tivesse tentado entrar em minha casa, bem mais factível para nossa concepção humana; apesar de o pó estar única e exclusivamente na maçaneta.


Pensei, também, que se estivesse do lado de dentro da casa teria certeza de que estava realmente ouvindo Sua voz e que Ele havia de fato estado na minha casa. Passou um dia, estive com minha família e contei o “caso da maçaneta branca”; ao que minha mãe me perguntou: “você não vive dizendo que conversa com o Sai Baba, pergunte a Ele”. Ao que, fui logo respondendo: eu não!

Passou cerca de uma hora, voltei para casa com minha esposa e filho, e, retirei-me para estudar algum artigo jurídico. Tão logo me sentei para separar o que iria ler e qual foi minha surpresa? Desta vez o dorso da minha mão direita, que eu acabara de pegar a caneta, estava razoavelmente tomado pelo pó branco. E agora não tinha como negar, pois era extremamente perfumado, ao ponto de inundar o cômodo com aquele perfume inconfundível e eu espirrar por duas vezes seguidas.


Eu me rendia e para mim estava confirmado, o Avatar tinha estado em minha própria casa. Deixara marcas por dois dias, falou comigo e não acreditei em nada. Preferi atribuir o pó a um possível ladrão que só gira a maçaneta sem tentar forçar ou arrombar a porta. E, atribuir Sua doce voz a certo processo psíquico de loucura de minha parte. Somente da terceira vez que o pó branco surgiu, agora em minha própria mão, desta vez extremamente perfumado, a invadir o quarto e minhas narinas, fazendo-me espirrar, é que tive que ceder à presença do Baba em minha vida, mais exatamente em minha própria casa.


Aquela "voz" inúmeras vezes deixou bem claro em meus ouvidos da alma: "um dia vou materializar cinza através de você", mas eu tinha muita dificuldade em acreditar em tal voz e naquilo que ela me dizia. Então, todas as vezes fingi nada ter ouvido; afinal, é bem mais fácil não ter que refazer determinadas concepções arcaicas acerca das leis que regem o Universo e o Amor de Deus.


XII - RÁPIDA VISÃO MENTAL

Foi tudo muito rápido, mas, talvez até mesmo por isto, devo relatar. Aconteceu enquanto o sinal estava vermelho, de um semáforo de uma esquina como outra qualquer enquanto dirigia. Parei o carro, na espera do sinal verde e fiquei reparando os transeuntes; enquanto pensava o que estaria se passando na vida deste ou daquele outro, seria um sofrimento, uma alegria, afinal, cada vida é um mundo.

Foi quando me dei conta que estava com a impressão de estar vendo as pessoas um pouco do alto, elas passando, mesmo sem reparar as emoções, era como se eu pudesse sentir as vibrações que cada um emana. Fazemos uma pausa para notar que esta energia pessoal que cada ser vivo emite, chamada de aura, hoje, através da fotografia kirlian já pode ser fotografada e em se tratando da pessoa analisada em referência aos aspectos que precisam ser trabalhados emocionalmente.


E, nesta rápida visão mental, pois eu não estava vendo, deixo claro que tudo se passou em minha mente, ouvia a voz de Sai a me dizer que assim Ele olhava todos os seres do mundo e olhando os grupos de pessoas Ele detectava primeiramente as vibrações das pessoas que precisavam de ajuda e por outro lado as vibrações expansivas daquelas pessoas aptas a cumprir determinadas tarefas, normalmente em sua área de atuação, em prol da humanidade.


Naquele momento tive uma brevíssima noção da onipresença de um Avatar.


XIII - EU VI SEU ROSTO

Era dia 25 de novembro de 2009, numa quinta-feira; viajávamos, eu, esposa e filho, de uma cidade pra outra e chegamos já em hora avançada. Eu com uma leve sensação de enjoo fiz um pequeno lanche antes de tomar banho para, logo em seguida, ir dormir. Realizadas essas tarefas deitei-me em decúbito dorsal e dormi de imediato, sem mesmo chegar a orar, ainda um pouco enjoado.

Após cerca de trinta minutos de sono, ainda dormindo, virei-me lentamente e ao virar o rosto para baixo acordei de imediato sufocado com o líquido do início do vômito. Pulei da cama rapidamente tossindo consideravelmente. Fui para a sala, ainda tudo escuro, pois era cerca de cinco horas da madrugada, não acendi a luz. Ainda tossia muito quando olhei na altura de um aparador da sala e vi uma foto de rosto do Sai Baba, toda branca, com dimensões que lembrava uma foto convencional tamanho três por quatro, ou um pouco maior. Vi a foto e minha tosse foi diminuindo.

Fui ao banheiro e cuspi de uma única vez um pouco da água do enjoo que me fez engasgar, voltei para o quarto e minha esposa que havia acordado com meu sobressalto, disse que parecia estar com a cabeça rodando de tão rápido que eu a acordei. Coloquei a cabeça no travesseiro e fiquei pensando... Mas, eu não tenho aquela foto do Sai Baba em minha sala, curiosamente no exato local onde vi a Sua foto o que eu tenho é uma Santa Ceia pequena, de bronze, medindo algo em torno de três centímetros de altura por seis de comprimento, tendo o Jesus no centro cerca de um centímetro.

Danadinho do Baba, Ele sabia a cidade que eu estava, o cômodo que eu me encontrava, que eu saí do quarto e fui para a sala, sabia que eu estava passando mal, o momento em que acordei, sabia até a posição dos meus enfeites na sala a ponto de materializar a foto de Seu rosto exatamente no local onde estava o rosto de Jesus. E eu não O havia chamado em minhas orações, aliás, sequer orei antes de me deitar, embora não seja meu costume.

Seria esta mais uma das provas de Sua onipresença, um dos atributos da divindade? Afinal, levando-se em conta que nunca O visitei pessoalmente, Ele faz isto com quantas pessoas ao mesmo tempo, nos diversos países do globo? Sem contar que devemos considerar que Ele se mostra com a pessoa em vigília, acordada, em seus sonhos e no fenômeno conhecido como desdobramento astral.

XIV - SAI BABA FOTÓGRAFO


Rio de Janeiro Photográfico 101


Rio de Janeiro Photográfico 102


Rio de Janeiro Photográfico 103

Não faz muito tempo, em relação à data em que escrevo este texto (01.09.2010), resolvi andar com a máquina fotográfica “em punho” e “sacá-la” de vez em quando, e, para isto defini, a algum custo, o tema que iria fotografar, para que não ficassem fotos perdidas e desconexas, em termo de arte. Então me veio a ideia de fotografar apenas a cidade do Rio de Janeiro (Brasil), ainda que eu variasse as fotografias entre paisagens, pessoas, animais e circunstâncias quaisquer. Inobstante caminhar pelas artes plásticas, nunca havia fotografado com esta intenção, mesmo assim comecei, em junho...

Um mês depois eu já estava desistindo deste doce calvário entre o prazer de fotografar a beleza e o trabalho em vão. Após a plena consciência da desistência, para poupar energia pessoal para outras tarefas mais importantes; estando deitado, tive a oportunidade de visualizar mentalmente ampla paisagem do Rio de Janeiro, como se eu tivesse sobrevoando-o, quando aquela Voz meiga e suave disse que eu deveria continuar, que Ele me auxiliaria para tal mister.

Pois bem, passados uns dias, lá fui eu, fingindo ser fotógrafo... E, em agosto do mesmo ano, fui tirar fotos do bairro de Botafogo, do alto de um conhecido shopping da região, donde se vislumbra toda a azul enseada, salpicada de inúmeros barquinhos brancos, abaixo do morro onde circulam bondinhos.

Após as primeiras fotos, Sir Baba, da Índia, falou comigo, pela linguagem do coração, estando eu aqui no Brasil, que poderia mudar a coloração da fotografia dentro da máquina. Passado cerca de três minutos, após outras fotos tiradas, para minha surpresa reparei que realmente as cores na paisagem vista através do visor da máquina iam rapidamente se modificando entre várias tonalidades. Alguns segundos para eu me recuperar da boa surpresa e fui apertando o clique, sem dar tempo da máquina se “recompor”...

Entre 17:08 e 17:11 horas, tirei 18 fotos do mesmo local, mas somente uma, às 17:10 teve a coloração modificada, de um tom meio amarronzado, sendo todas as outras 17 fiéis ao azul do céu e do mar. Ainda guardo os arquivos originais; assinei cópia de duas delas, sem alterá-las (inobstante eu trabalhar com edição de fotos), com o nome de Rio de Janeiro Photográfico 101 e 102.

Mais um pequeno tempo se passou e tive a oportunidade de visitar a Mesa do Imperador (no caminho da Vista Chinesa) e, claro, como fiquei surpreso ao me deparar com a paisagem mostrada meses antes na minha tela mental, incentivando-me a continuar com este pequeno trabalho de fotografar a beleza, esta, fruto da harmonia do Criador, alimentando os homens no caminho do crescimento espiritual, como um presente e descanso nas horas difíceis. Registrei no Rio de Janeiro Photográfico sob o número 103.

Obrigado Swami, mesmo eu não sendo merecedor desta graça, pude, mais uma vez comprovar Sua onisciência, onipotência e onipresença.

Eu pensei que este capítulo tivesse sido concluído no parágrafo acima, mas volto aqui para escrever, passado mais de um ano, haja vista o desdobramento do mesmo assunto: fotografia.

Em 11.09.2011, fomos (eu e, claro, a equipe espiritual, pois sem ela nada seria feito) fazer uma apresentação de pintura mediúnica no HPA (Hospital Pedro de Alcântara, anexo ao Centro Espírita Obreiros do Bem - Rio de Janeiro). Após terminar, conheci um fotógrafo e senti que deveria presenteá-lo com as duas fotografias (Rio de Janeiro Photográfico 101 e 102), anteriormente reveladas e entregues numa posterior ocasião, em que trocamos e-mail.

Após breve tempo, ele me enviou um e-mail com o seguinte texto:

“Senti uma energia muito boa na fotografia tirada por você e guiada pelo Sai Baba e coloquei junto ao Buda que tenho numa mesa, onde pratico meditação. Também sentimos uma forte sensação de bem estar no desenho que minha namorada comprou durante a pintura mediúnica no HPA. Fiz uma mentalização nos meus mentores e guias espirituais e pensei no Sai Baba durante a energização perto do seu coração onde sentia dores. Ao terminar o trabalho, sentiu-se melhor. Ela me contou que pensava Nele também, por coincidência. Aconteceu uma coisa surpreendente, ao levantar a sua camisa apareceu um rastro dentro da camisa dela, como se fosse um giz colorido, exatamente no local em que mentalizei e abaixo, perto do chacra esplênico, e tinha um cheiro de incenso, parecia o de rosa branca, foi uma sensação muito boa a que sentimos.

Nesta segunda-feira, dia 26 de setembro, fiz o mesmo procedimento com a minha namorada e ao mentalizar o Sai Baba, senti uma forte energia entrando pela minha cabeça e envolvendo todo o meu corpo, como se sentisse Sua presença e proteção. Isto tem acontecido frequentemente.”

Eu nunca li nada no sentido do vibhuti materializado pelo Sai Baba se assemelhar a um giz colorido, mas acredito que o Divino tenha utilizado desta linguagem simbólica em referência ao nosso trabalho mediúnico, já que o relato acima aconteceu após o fenômeno da pintura através dos pintores espirituais, onde, além das pinturas com tinta acrílica (ou óleo), sobre tela, são feitos trabalhos em que se utiliza, também, o giz colorido, sobre papel.

Quando novamente voltamos, em 15.04.2012, ao HPA para outra exposição do fenômeno mediúnico, lá estava ele na plateia. E, ao final, foi a vez dele me presentear com uma fotografia alterada pela Sai Baba. Fotografia que conta com a presença de uma imensa flor verde, que se assemelha a uma rosa, na posição central da foto, acima da cabeça das pessoas fotografadas, entre um ramo fino de uma planta real. Aliás, uma bela flor verde para se ser presenteado.




É interessante notar a facilidade com que Sai Baba continua fazendo Suas materializações e interferências onde quer que seja, após Sua passagem aqui na Terra, agora de volta ao plano espiritual, testemunhando, com muito amor, Sua divina presença, entre todos nós.

XV – A RECUPERAÇÃO DA ENFERMA

O estado da paciente Haydêe, minha mãe, era gravíssimo, assim recebi a notícia, em meados de maio de 2010. Tão logo pude visitá-la, por causa do trabalho, parecia tarde demais para uma despedida em que ela estivesse consciente para me ouvir, ver e entender, como também aos outros parentes.


Na UTI, Unidade de Terapia Intensiva, os próprios médicos, inobstante dissessem para não perdermos a esperança, deixaram claro que mesmo eles estando fazendo tudo o que estava ao alcance deles, o caso não se tratava do estudo e tratamento de uma doença, mas sim do estudo e tratamento de “vários capítulos da medicina”.


O histórico anterior da paciente, que contava com pouco mais de setenta anos, já apresentava: três pontes de safena, diabetes, hipertensão arterial (além de problemas visuais, como descolamento de retina, entre outros). Quadro este que veio a se agravar, nesta época com: pneumonia, parada de funcionamento dos rins, anemia, Síndrome de Stevens-Johnson e rabdomiólise. E, por causa do cateter da hemodiálise teve edema e parada respiratória, sendo necessária a entubação. Ficou muito inchada e, posteriormente, saiu toda a pele corporal, da cabeça aos pés, ficando a nova pele, bem mais fina.

Assim, contando somente com a fé, esperando um possível milagre, despedimo-nos (eu e alguns parentes) da paciente, que com os olhos fixos no “nada”, não movia nem o globo ocular, quando mudávamos de posição em volta da cama. Foi exatamente neste momento de despedida que ela esboçou um singelíssimo sorriso, quando eu mencionei o divino nome “Sai Baba”, ainda sem mover os olhos.


Então, um mínimo de esperança bateu na porta de minha alma, que mesmo considerando a hipótese de um milagre vir a ocorrer, a fé já não era suficiente para verdadeiramente esperar por ele; achando, ainda, que o falecimento de minha mãezinha, naquele momento, seria o bem maior, em relação aos pais dela, que ficaram sofrendo penosamente durante anos aqui na Terra, antes da passagem de retorno.


Pois bem, voltamos para casa e nesta mesma noite fui dormir ainda incomodado com aquele minúsculo movimento do lábio superior para cima, que se assemelhava, de longe, a um esboço discreto de um sorriso.


Adormeci tranquilo e sonhei com o vibhuti, a cinza perfumada e curativa, flutuando em viagem pelo espaço, passando entre algumas plantas, vindo parar dentro de um pote de salada de frutas, em cima de uma mesa. Esta imagem simbólica seria a vinda da cura da Índia para o Brasil? Acordei muito bem, mas tendo este sonho mais por uma espécie de consolo do que propriamente por uma cura milagrosa que eu não esperava, neste momento delicado de nossa vida familiar.


Curiosamente, constatei que o sonho, simbolicamente, fazia lembrar o menino Sai Baba que brincava com as outras crianças debaixo de uma árvore, retirando dela qualquer espécie de fruta para presentear as outras crianças, sendo que cada uma escolhia a fruta que ia querer. Sempre achei esta materialização de frutas o mais “poético” dos milagres, se assim posso me referir.


No dia seguinte, logo cedo, viajamos, eu e família, novamente para estar naquela UTI da sofrida despedida. Ao chegar lá, o susto foi imenso, além da óbvia alegria. A paciente Haydêe estava, simplesmente, falando... Nós, que não tínhamos tanta esperança, muito menos fé, fomos pegos de surpresa.


Ela muito calma, num tom baixo, disse que o Sai Baba havia estado ali e que havia conversado com ela. Então, começou a relatar o fato desde o início. Ela disse que teve uma visão, que se assemelhava a um filme; exatamente no momento em que algumas pessoas iam jogá-la em precipício, enquanto falavam que esta era a ordem natural das coisas, e que para parecer natural, ela teria que morrer mesmo. E, que antes Dele chegar, havia pensado assim: “Se Ele, Sai Baba, estivesse aqui, nada disso estaria acontecendo”.


Foi quando Ele apareceu e disse: “Mas, eu estou aqui. Você está indo para arriba, entra no seu carro e volta!” Dizendo isto Ele foi apontando para as pessoas que ia jogá-la no abismo e elas foram caindo uma a uma, até caírem todas. Ao que ela disse que respondeu a Ele: “Não posso, eu não dirijo mais por causa do meu problema de vista”. Então, simbolicamente, comparando o carro com o corpo físico, Ele disse para ela não se preocupar, pois daqui para frente quem dirigiria o carro dela seria Ele.


Eu e familiares, que na noite anterior tínhamos visto a paciente sem mesmo conseguir movimentar os olhos para o lado, quando mudávamos de posição, aliado ao fato de chegarmos pela manhã do dia seguinte, após meu sonho do vibhuti viajando pelo espaço e a encontrarmos falando tranquilamente, era alegria demais e inesperada, além do milagre comprovado.


Mais dois ou três dias passados e Haydêe foi liberada para ir para o quarto particular, e, um dos médicos, estando surpreso, disse para ela que ela havia renascido e que deveria marcar a data do novo nascimento para passar a comemorar os aniversários dali para frente. Este mesmo médico estimou em dois anos uma total recuperação, mas surpreendentemente, cerca de vinte dias, após a saída do hospital, lá estava ela, sozinha, andando a pé, no centro da pequena cidade, num salão de cabeleireiro.


Além do muito obrigado, o que poderíamos dizer para Alguém, como Sai Baba, que é capaz de trazer vida em abundância, quando ela principia a extinguir? Que traz de volta o ente querido que já havíamos despedido, sem qualquer réstia de esperança? Alguém, que estando do outro lado do planeta, sem nunca termos tido qualquer contato visual, é capaz de dar mostras eficazes na solução de um problema qualquer, seja orgânico e grave como este ou de qualquer outra espécie. Fico imaginando quantos casos Ele solucionou, sem se mostrar, mesmo porque não estava na hora da pessoa agraciada conhecê-Lo ou quantas lágrimas Ele enxugou na humildade de Sua discrição e foi embora, sem ter saída da vida desta pessoa, sem ter se despedido, e, esta pessoa nunca ficou sabendo de Sua existência; muitas vezes atribuindo sua conquista a própria sorte...



XVI – O DIVINO ELETRICISTA

Confesso que se me contassem algo como isto que abaixo escrevi, eu teria dificuldade em acreditar, se não envolvesse um nome com a reputação moral e feitos milagrosos, como o nome de Sai Baba; parecendo curioso ou até mesmo engraçado contar este caso.

Ainda que estando no limite de parecer um devoto do tipo dos não questionadores, que aceita tudo sem investigar o mínimo que seja, colocando sua própria reputação em risco; escrevo este capítulo não só para registrar este ocorrido, mas por me sentir no dever moral de fazê-lo, haja vista que estes fatos que tenho visto acontecerem em minha vida, através de Baba, com certeza não são somente para minha instrução, proveito ou mero deleite, mas mormente para repassar a todos que se sintonizem com o assunto, não só no sentido de instrução, mas principalmente no sentido de conforto, para que sintamos a todo instante que não estamos sozinhos nunca, estando nós em qualquer ou nenhuma religião, mas simplesmente por fazermos parte dessa humanidade de filhos do mesmo Pai...  Este caso, em particular, contou com três testemunhas do que aconteceu materialmente, mas não do que me foi dito via mental.

Uma simples lanterna do meu carro estragou e como determinado eletricista de minha cidade é de minha confiança, por já ter me socorrido por duas vezes anteriores, voltei nele, nesta terceira vez. Este, estando ocupado, pediu a um assistente seu para trocar minha lanterna, pois como eu havia colocado uma mais forte do que a original, da fábrica do carro, a lâmpada estava queimando com frequência.

Trocada a lâmpada por este assistente, acompanhado de outro trabalhador da loja, ele saiu dizendo para eu pagar ao dono e que nem precisaria testar, considerando que estivesse tudo certo em relação ao seu serviço. Eu, no meu papel de consumidor, resolvi testar e constatei que não só a lanterna não estava acendendo, mas que na verdade, agora, tudo, da parte elétrica, havia parado de funcionar.

Chamei-o de volta, que voltou junto com o outro empregado, e ambos viram que nada mais estava funcionando naquele carro. Então, foi chamado o dono do estabelecimento, que apesar de estar com pressa, também conferiu e constatou o não funcionamento elétrico do veículo, inobstante a instalação havia sido feita corretamente, não havendo o chamado “mau contato”. Dado sua pressa, pediu para eu retornar na parte da tarde. Enquanto isto seu assistente, querendo resolver a situação, dizendo não ser sua culpa, começou a telefonar para algumas lojas de peças de carros, dizendo que poderia resolver, já que o problema não era somente uma lanterna para trocar, mas que seria todo o “comando de seta” e me apresentou um preço que cheguei a desconfiar de sua honestidade, pois eu somente conhecia o dono da loja, além do fato de que quando eu cheguei, meu carro estava com toda a parte elétrica em ótimo estado de funcionamento, com exceção apenas de uma lâmpada para ser trocada.

Nesta situação desconfortável, aumentando em três zeros os meus possíveis gastos para reparar os danos do carro, o que na moeda brasileira (reais) passaria de R$ 10,00 para cerca de R$ 1.000,00, conforme afirmou o próprio assistente da oficina elétrica, e, por já passar das quatorze horas, resolvi ir para casa almoçar.

Estando em casa, almocei e deitei um pouco para descansar deste inusitado episódio, até um pouco desagradável mesmo, orar e pedir uma iluminação, uma ideia que pudesse amenizar esta problemática que além de financeira foi constrangedora, pelo fato de eu ter entrado na loja com o carro bom e ter saído com ele com defeito e o suposto causador já ter deixado bem claro que foi uma simples coincidência ocorrida na hora exata em que ele mexeu no carro, dizendo, ainda, que o mesmo daria defeito de qualquer maneira. Não posso afirmar, com certeza, se pensei no Sai Baba, se pensei em Jesus ou mesmo em Deus, abstratamente falando, sem uma imagem de suporte mental. Logo em seguida, adormeci um pouco.

Acordei melhor, peguei o carro e resolvi ir para outra oficina elétrica, até mesmo para eu ter uma segunda opinião. No meio do caminho, uma doce voz, que ecoou apenas no meu ouvido espiritual, recomendou-me que eu seguisse para a mesma oficina anterior. Concordei e fui tranquilamente, sem me importar mais com uma segunda opinião.

Lá chegando, vi que o dono do estabelecimento já havia retornado do seu almoço. Ele, seu assistente e o terceiro trabalhador vieram ao meu encontro. Abri a tampa da frente do carro e os três, por instantes aguardaram, por breves segundos, eu girar a chave e os botões para tentarem descobrir a causa do não funcionamento da parte elétrica do carro. Mas, retornando do meu almoço, sem ninguém mais mexer no carro, foi surpreendente constatar que tudo estava em pleno estado de funcionamento, simplesmente não havia mais defeito nenhum...

Durante a surpresa da constatação do funcionamento de toda a parte elétrica, foi quando aquela já conhecida voz, parecendo sair de uma boca que levemente sorri, mas que eu não vi, balbuciou melodiosamente: Eles não estavam sabendo, então eu arrumei o carro para você... Mais que agradecido, totalmente aliviado, simplesmente sorri...

Os trabalhadores, surpresos com esta constatação, fecharam a tampa do carro e foram saindo de “fininho”, sorrateiramente, sem dar nenhuma explicação, sobre o trabalho de eletricista deles. Só disseram que estava tudo bem e que eu já poderia ir, mas eu vi e eles deixaram claros que não mexeram, pois a situação foi imediata. Então, fui embora satisfeito, não com o trabalho deles, mas, mais uma vez, com o trabalho amoroso de Swami, que tem aqueles expressivos olhos negros que tudo vê, em qualquer país, dentro de qualquer residência ou estabelecimento de trabalho, dentro de qualquer aparelho elétrico ou eletrônico, dentro de qualquer organismo vivo e, principalmente, dentro de qualquer coração que pulsa sentindo a vida, independente de crer Nele, pois como Ele mesmo disse, podem Me chamar por qualquer nome ou podem chamar pelo santo de sua devoção, que Eu atenderei ao chamado.


XVII – SAI BABA MORREU?

Numa segunda-feira, já estando no meu trabalho, um colega me disse que Sai Baba havia morrido; eu realmente não sabia do ocorrido e neste sentido me manifestei a este colega. Sentei-me e, no computador, num site de pesquisa, comecei a procurar por esta informação, até então desconhecida para mim.

Tão logo comecei com minhas pesquisas, o próprio Sai Baba, o suposto morto, que realmente havia “morrido” na manhã do domingo anterior, disse-me que eu não deveria ficar perdendo tempo nesta procura porque eu tinha muito serviço para realizar. E, como realmente eu tinha, após ouvir a voz meiga Deste que acabara de “morrer”, mais tranquilo, parei de pesquisar sobre Sua morte física. No final do dia, já com os serviços diários executados, voltei com minha busca e constatei que Seu corpo, este sim, havia realmente morrido.

Para falar a verdade, eu nem sabia que Ele havia estado doente antes de Sua passagem de retorno, mesmo porque não sou o tipo de devoto que constantemente busca todas as informações sobre o mestre e suas atividades, aqui não vai nenhuma crítica a quem assim procede, mas simplesmente não sou assim, inclusive por falta de tempo, pois se houver um serviço a realizar, de preferência em prol social, é certo que vou preferir. Ele disse que não mencionou sobre sua passagem no hospital para que eu não me preocupasse desnecessariamente. Bom, nisto Ele tem razão, pois, com certeza, eu ficaria preocupado, até mesmo pelo meu egoísmo, apego e materialismo de querer vê-Lo pessoalmente, mesmo que Ele próprio tenha dito que as pessoas não precisavam ir à Índia para vê-Lo, porque Ele estava dentro do coração de cada um e de todos. Cremos que Sua onipresença é até bem mais ampla que estar em todos os corações ao mesmo tempo, pois por tudo que li sobre Ele e pelo que tenho vivenciado através de Seu amor, assim tenho facilmente concluído.

De volta do trabalho, estando já em casa, com o aparelho condicionador de ar ligado, Ele me disse que, com a morte de Seu corpo, absolutamente nada havia mudado e que eu deveria ligar para minha mãe e tranquilizá-la. Neste exato momento, este aparelho de ar-condicionado, pela primeira e única vez, após mais de três anos, desligou sozinho e esta mesma voz que havia dito que nada havia mudado entre nós, falou que tinha desligado para mim para eu ter certeza de que nada havia mudado, nem mesmo com Sua própria morte. Então, telefonei para minha mãe e expliquei que Ele continuava entre nós, deixando claro que este “nós” engloba toda a humanidade. Notei que, apesar da fé que minha mãe deposita Nele, esta ligação foi realmente necessária, pois mesmo ela já tendo compreendido com a mente, seu coração acalmou-se com este telefonema.

Na verdade, antes destas divinas manifestações “assinadas” por Sai Baba, já tive muitas e muitas experiências dos chamados fenômenos físicos, algumas delas assistidas por várias testemunhas, como uma vez em que o piano, da casa de minha mãe, numa tarde como outra qualquer, tocou, sem ninguém fisicamente estar nele, várias notas, que na verdade não formavam nenhuma música. Desmontamos a parte de trás do piano para ver se havia algum pequeno animal andando dentro dele e nada foi encontrado. Neste dia, ainda claro, do sol que não havia ido embora, estavam presentes várias amigas da minha irmã, bem como algumas pessoas de minha família. Sem ter sido avisada previamente, uma amiga de minha mãe, veio visitá-la e como esta era médium de psicofonia, mediunidade chamada “de incorporação”, fizemos uma prece, lemos algumas passagens sobre Jesus, do livro “O Evangelho Segundo o Espiritismo” e esta incorporou um espírito, que não era músico, mas, disse que tocar o piano foi o meio que ele achou para chamar a atenção, pois estava precisando de preces. Assim, simplesmente oramos para ele, que se foi mais tranquilo. O piano nunca mais tocou.

Nos estudos que tivemos a oportunidade de realizar, acerca da categoria de espíritos, do primitivo, simples e ignorante, passando pelo estágio do homem médio, o “comum do povo” ao seres angelicais, totalmente puros, através das obras básicas da codificação do espiritismo, por Allan Kardec, feitos desta ordem imediatamente após o fenômeno natural da vida conhecido como morte e consequente retorno à pátria espiritual, somente os “seres divinos” são capazes, haja vista o comum ser um estágio de descanso ou mesmo sofrimento, dependendo da evolução moral do ser que faz a passagem para a outra dimensão da vida, que normalmente é sempre muito delicada e ou perturbadora.

Eu que, em algumas reuniões, já havia tido a oportunidade de conversar com alguns espíritos incorporados em médiuns diversos, que haviam morrido há anos, séculos e até milênios, que simplesmente ainda não sabiam que tinham feito esta passagem e se consideravam possuidores de um corpo de carne, tal nós os encarnados; então, aos poucos (semanal ou quinzenalmente, de acordo com a data destas reuniões) nós, os componentes do grupo mediúnico e de estudo, íamos, aos poucos, com muita sutileza, esclarecendo-os sobre sua verdadeira situação para que este espírito não viesse a ter uma perda de energia vital e piorasse seu quadro pessoal, para que fosse levado para algum hospital da espiritualidade, pelos médicos e benfeitores do espaço.

Mas, neste caso, único, de Sai Baba, tive a oportunidade de ver e sentir toda a graça e leveza da “morte” de um espírito que já havia vencido, muito antes de nascer, todas as experiências que este planeta pode oferecer e retorna única e exclusivamente por amor à humanidade para que aprendamos um pouco mais sobre Sua lição de amor além da indizível humildade Dele, pelo simples fato de estar entre nós.

Aproveitando o ensejo do que foi dito acima em relação ao fato de Ele estar entre nós, sinto-me extremamente feliz por, nesta minha atual experiência reencarnatória, ser contemporâneo, ter nascido no mesmo século em que Ele desceu à Terra. Isto facilita muito nossas análises sobre nossa conduta, nesta vida e nas passadas, pela simples análise de nosso íntimo, e a necessidade de voltar a nascer neste planeta, com experiências não sutis, geralmente de dor e sacrifício, dado o grau da energia somatória do pensamento e defeito moral de cada um dos habitantes da Terra.

XVIII – PRIMEIRA VEZ NUMA ORGANIZAÇÃO SAI

Hoje, dia 07.06.2012, pela primeira vez, entrei em contado com uma Organização Sai Baba, no caso, foi no Rio de Janeiro, em Vila Isabel. Passaram-se mais de oito anos do fato mencionado no “Capítulo III – SAI BABA PELA SEGUNDA VEZ EM MINHA VIDA”, pois nem vale a pena levar em consideração o tempo decorrido entre a primeira e a segunda vez, pois, neste lapso temporal, eu ainda não estava pronto para me sentir atraído por Seu Divino Amor. Embora, no primeiro contato, eu já fizesse a reforma íntima e trabalhasse, dentro de minhas possibilidades, no serviço desinteressado, principalmente dentro da religião. Acredito que neste ocasião, eu ainda não tivesse dentro de meu coração e mente as características necessárias para uma maior aproximação com este Grande Hipnotizador de Almas.

Eu fui sem ser indicado por ninguém, mas fui extremamente bem recebido, embora nenhum dos frequentadores jamais houvesse ouvido falar de mim, nem de nada que eu já havia publicado, na internet, sobre Sai Baba.

Ouvi uma brilhante palestra, traduzida simultaneamente para o português, proferida pelo Dr. Sara Pavan, médico anestesista que veio para Baba em 1980 e residiu em Prashanty Nilayan, após 1993. Serviu no Sri Sathya Sai Institute of Higher Medical Sciences e foi o editor do Sai  Jornal australiano, desde a criação até 1992.

Embora eu tenha perdido praticamente a metade das palestras, por motivo de saúde que se restabeleceu a tempo de eu ir ao Centro Sai, pude apreender muita coisa boa, claro que em toda troca de ideias, nem sempre o ouvinte é capaz de captar tudo o que foi pronunciado pela outra pessoa.

Em termos gerais, captei que Swami atrai seus devotos como um grande imã imensamente magnetizado, uma espécie de magneto (gerador de energia elétrica em que a indução é produzida por um campo magnético criado por um ímã permanente), que busca as pessoas que são como pequenas barras de ferro, que por sua vez, fica também magnetizada, dentro de sua proporção humana e passa atrair as limalhas de ferro, ou seja, as pessoas que estão ao redor da pessoa que representa a pequena barra deste metal. Mas, quando a pessoa que é a barra de ferro, por um motivo qualquer, desvincula-se deste imã do amor e segue outro caminho, as pessoas “limalhas de ferro” também se desagregam e geralmente saem deste caminho do amor, por ainda faltar forças para segui-Lo.

Na noite, após a palestra, sonhei exatamente com barras de ferro e limalhas, ambos de variados tamanhos, sendo atraídos pelo poder de uma imensa luz, em que era impossível a não atração. Acho que Ele quis reforçar esta ideia, que ouvi na palestra, dentro de minha mente, para que eu nunca mais esquecesse.

Foi falado também, pelo Dr. Pavan, que ele tinha consciência da materialização do corpo do Senhor, após ter largado seu organismo físico, em pelo menos três circunstâncias. A criança de 10 anos (cuja idoneidade e também dos pais, o próprio palestrante conhecia), que Ele levou ao banheiro, pois na época estava sem luz, em Prashanty Nilayam e ela estava com medo de ir sozinha. Na outra materialização ele entregou uma bombinha de respirar para a criança que tinha asma, para ela não precisar acordar o professor, para tomar o remédio. A terceira, num ataque terrorista na Bósnia, Ele ajudou a socorrer as vítimas do atentado. Posteriormente, cerca de um ano após, foi reconhecido pelos soldados, que viram Sua foto.

Claro que foi falado muito mais, nesta ocasião. Porém, aproveito o ensejo para escrever três frases de trechos de palestras outras:

“[...] Deus dá poder a aqueles que são instrumentos do trabalho de Deus. Ao nosso nível de consciência, nós precisamos de ajuda [...]”
“[...] Se você quer ser alguém considerado, alguém que faz a diferença no mundo, saia da zona de conforto e dê amor, dê amor principalmente a pessoas estranhas [...]”
“[...] O que é devoção? Devoção é o Amor! Veja Deus em todos, veja o próprio Amor em todos [...]”

Impressionante o teor vibratório do ambiente. Após a palestra, liderado por músicos, as pessoas da plateia acompanharam os cânticos devocionais. Mesmo sem nunca ter ouvido nenhum, arrisquei-me a cantar junto, pois a letra da música estava escrita num grande projetor de imagens. É difícil ver este ambiente numa casa religiosa, parecendo que as pessoas falavam o mesmo idioma do amor e do respeito direcionado Àquele que seguiam. Era uma só voz. Um só coração. Uma só devoção. Um só ato de amor.

Olhei o livro de assinaturas na entrada e continham cento e dezoito assinaturas, mas era como se na casa houvesse uma só pessoa. Éramos uma Unidade com Deus. E o Deus, naquele momento de nossas vidas, dentre tantas que aqui tivemos na Terra, surgia com a aparência física de Sai Baba.

Aproveito este capítulo para registrar que na noite anterior ao encontro no Centro Sai, tive um dos mais belos e instrutivos sonhos com Sai Baba. Já tendo lido sobre Sua aparição em forma de pessoa comum do povo ou mesmo de mais de uma ao mesmo tempo, portando algum objeto ou em cima de algum veículo qualquer, sempre fiquei altamente curioso sobre este tipo de manifestação do Avatar.

Sonhei que estava junto com meu filho, Bernardo Vincenzo, e uma antiga amiga, que conheci no espiritismo, Marly. Sai Baba estava na nossa frente como se estivesse recostado numa cama. Aos poucos sua aparência física ia se transmutando em outra pessoa, desconhecida como outra qualquer. Cheguei a olhar de perto o tecido epitelial e vi uma pele comum, sem diferença de qualquer outra pele humana. Não somente o rosto se modificava, mas toda a estrutura do corpo, ora masculino, ora feminino, com roupas de acordo com a pessoa materializada. Teve momento Dele se desdobrar em mais de uma pessoa, inclusive portando algum objeto, que no momento não me recordo o que era, mas acredito que seja qualquer objeto, somente para mostrar como Ele sempre fez na ocasião de necessidade, para socorrer uma ou mais pessoas que precisassem de socorro imediato. Lembro-me que também se transfigurou na forma física de Albert Einstein.

O sonho, depois O mostrou, em duas situações diferentes, ambas envergando um corpo físico de alguém que ainda estava vivo, numa espécie de sósia, para que se passando por esta pessoa, pudesse realizar algum trabalho que fosse imprescindível a esta pessoa “aparentemente clonada”, que estava impossibilitada de realizar, por algum motivo qualquer Não sei se isto chegou a ocorrer em Sua vida, aqui na Terra, como Sai Baba, apenas escrevo que neste sonho, entendi como perfeitamente factível. Nunca li nada neste sentido, mas sei que para Deus tudo é possível e fácil.

XIX – A PSICOGRAFIA  

Abaixo e entre aspas, transcrevo uma mensagem psicografada em 10 de junho de 2012, pelo espírito Augusto Cezar Netto, que, na última encarnação, faleceu por afogamento no mar, na década de 60.

“Oi, Amigos!
Estou de volta tentando jogar uma luz em assunto que nem sempre tá aceso.
Estava eu aqui, quieto no meu canto, trabalhando, estudando e sonhando com a possibilidade de um dia poder escrever mais cartas pra galera aí da Terra.
Alguns amigos daqui do plano espiritual superavançados, pessoal supimpa do sangue bom, disse que eu fui designado por alguém lá do Alto pra voltar a mandar umas letras através de uma mão que seria comandada pela minha moringa.
É claro que me disseram que esta mão teria um dono: o Giovanni, meu mais novo amigo, do lado de lá.
Quando a gente tá na Terra, acha que lado de lá é o lado dos que já morreram, mas estando daqui, do lado dos que já abotoaram o paletó de madeira, lado de lá é o lado dos que ainda não foram visitados pela Dona Morte.
Ao encontrá-lo, de cara senti afinidade por sua maneira jovial de pensar, mas nem sempre de agir, pois o negócio com ele não é fácil não, é batata quente e assada.
Acompanhei todo o trâmite do fluxo de nossa aproximação, para uma nova tarefa espiritual a ser cumprida por ambos. Eu, o cabeção das ideias do ‘Papo-Cabeça’ e ele o cavalo.
Foi assim...
Ele, doravante chamado cavalo, pediu um livro do Sai Baba emprestado pra uma amiga. Quando ele abriu o livro, havia um marcador de página com umas palas do ‘Suicídio’, que mandei pelo querido irmão Chico Xavier, que ‘Falou e Disse’ e insistia, por certo, em dizer que era só o carteiro.
Quando o cavalo pegou minhas palas escritas, ali mesmo já teve que esconder as canjicas pra ninguém achar que ele era maluco de rir sozinho. Mal sabia o cavalo que esse cabeção perna-de-pau das letras já estava ali ao lado dele super feliz porque sabia que iria poder escrever pra geral.
Depois disso, tudo caiu como sopa no mel, açúcar no quindim, chuchu beleza e foi só correr para o abraço. Só do próprio aqui, que vos escreve, chegar perto do cavalo, ele ria e ficava à disposição pra escrever, juntando sua mão ao meu cérebro.
Mas, agora vou contar o que ele não sabe ou pelo menos finge que não sabe.
Logo após eu receber a boa nova deste livreto que iríamos encabeçar. Eu, sozinho, rezando pra Nossa Senhora das Letras Fáceis, pra que ela me adiantasse no ‘socorrei-me’, invadiu uma imensa luz azulada no meu quarto, que se materializou bonitinho, num amor de pessoa, cabeludo, baixinho, simpático demais e com uma roupa laranja e um sorriso fácil e, tipo gênio da lâmpada, disse que iria atender meu pedido, pois Ele me auxiliaria em fazer o escrevedor.
Dito isto, Ele disse que eu poderia chamá-Lo por qualquer nome, porque de todo jeito e a toda hora Ele estaria comigo até o sinal do final dos tempos, embora o tempo nunca se acabe, porque é eterno.
E disse também, que o cavalo O conhecia pelo nome de Sai Baba.
A luz se foi, mas Ele continua no meu coração.
Feito isso, eu já disse tudo o que posso falar.
Falei! Até para os que não têm ouvidos de ouvir.
Mas, falei e disse!”

Pelo relato acima, podemos ter uma vaga noção que a onipresença de Swami mais uma vez não diferencia a Terra, espaço físico, do plano espiritual, morada dos que já partiram, pela chamada “morte”, espaço extra-físico; atuando em mais de uma dimensão de vida e unindo pessoas (encarnadas e desencarnadas) para um determinado fim que a Sua vontade determine.
E assim, Sai Baba, além de atender ao pedido do espírito Augusto, neste caso em particular atendeu a mais um pedido meu, na esperança de trabalhar um pouquinho mais, que era a possibilidade de escrever algum livro mediúnico, pois apesar dos benfeitores espirituais já terem me dado mostras desta variação de nossa mediunidade, que tem sido mais útil no trabalho de psicopictografia, até o momento nunca escrevemos nenhum livro mediúnico.
Mais uma vez, com gratidão, ajoelho-me aos Seus Divinos Pés, Senhor Sai Baba.


XX - TAL COMO ELE FALOU, CUMPRIU-SE

Fui visitar minha mãe, como faço semanalmente, porém fui num horário totalmente diferente do meu costume regular. Lá chegando, ela mal me cumprimentou e me deu de presente um cordão de ouro que era de seu uso particular. Ela disse que minutos antes, conversara com Sai Baba e disse que se eu chegasse ali naquele momento, ela teria certeza de que deveria me dar o cordão. Dado sua insistência, aceitei com a condição de que ele continuaria sendo dela e que eu iria apenas guardá-lo, e, que, se e quando ela quisesse usar, bastaria me telefonar que eu o levaria para ela.

Na verdade, durante alguns meses, ela manifestou interesse em me presentear com este mesmo cordão, dizendo que ela não deveria mais usar por causa de medo de assalto e que não faria tanto uso pela sua idade; eu por minha vez, sempre disse que não precisava, mesmo porque eu já tinha cordão de ouro e que ela é que deveria desfrutar do uso deste, já que ela gostava da peça.

Já de volta em minha casa, cheguei a colocá-lo no pescoço, mas não me senti totalmente confortável, pelo motivo deste cordão já ter uma história anterior, com outro dono, antes de minha mãe. Na condição de médium, que sente determinadas vibrações, não somente de pessoas e espíritos, mas também de alguns objetos; embora eu não tenha especificamente a mediunidade de psicometria, faculdade que permite conhecer fragmentos ou a totalidade da história de um objeto, como sua fabricação, seu dono ou locais por onde esteve, com suas respectivas vibrações boas ou ruins; resolvi pedir ao Sai Baba que limpasse o cordão, retirando as vibrações, que porventura tivessem e que não me causariam bem-estar.

Após cerca de quatro dias, resolvi pegar o cordão da gaveta em que o coloquei, já que não o estava usando, para dar uma fervida com água e sal, para ver se limpava um pouco. Cheguei a pensar em passar vibhuti e orar, enquanto o fervia, mas não fiz nada disto. Coloquei-o na água com sal e liguei o fogo, para aproveitar o momento, coloquei algumas peças de prata para limpar também. Saí da cozinha e voltei após uns dez minutos. Peguei um garfo para mexer e olhar melhor. Tive a impressão do cordão ter desaparecido, olhei melhor e o encontrei, de tão clara sua cor, misturou-se com as pratas. Desliguei imediatamente o fogo, coloquei água fria e retirei todas as peças.

O cordão estava horrível, cheguei a pensar que era apenas banhado com ouro e não propriamente de ouro e que nem minha mãe tinha conhecimento de que o mesmo não fosse de ouro. Neste momento, cheguei a brincar mentalmente com o Sai Baba, falei que eu tinha pedido apenas para limpar o cordão e não para estragá-lo. Ele me ouviu e disse que eu não deveria me preocupar, pois ele tornaria a ficar dourado, mas que eu o usasse porque o “milagre”, como Ele chamou, deveria passar pelo meu corpo. Achei interessante, coloquei o cordão no pescoço, mas nada aconteceu. Continuava feio, embora claro, não poderia nem passar por prata, pois tratava-se de um amarelo extremamente esmaecido.

Passei a usá-lo junto com outro cordão, também de ouro, para ver se disfarçava um pouco, por estar feio, quase da cor da prata, porém aparentando ser de um material de qualidade inferior. Após três ou quatro dias, como nada se alterou, retirei do pescoço e optei por considerar que eu havia me enganado e que o Sai Baba nada dissera, mas na verdade tinha certeza de tudo o que Ele havia me dito. De vez em quando olhava na gaveta e nada. Mais uns cinco dias se passaram e Baba me disse para voltar a usá-lo, pois queria que o “milagre” passasse por meu corpo, repetindo a maneira de dizer anterior. Coloquei-o, considerando que fosse para eu mentalizá-lo dourado, apesar de nada ter ouvido neste sentido, então, de vez em quando eu mentalizava neste sentido. Após outros cinco dias, cheguei a conclusão por mim mesmo, sem nada ouvir, que se era para o milagre passar pelo meu corpo, então eu deveria orar com toda a fé que tenho, ainda que do tamanho de um grão de mostarda, pois como o trecho bíblico em que a montanha move de lugar, eu conseguiria devolver a cor original do cordão.

Tirei-o do pescoço, coloquei-o na mão esquerda e com a direita por cima, orei fervorosamente, a ponto de sentir esquentar levemente a mão esquerda, no local do cordão, acho que o metal absorveu a energia de calor muito facilmente, da prece realizada. Feliz com o que senti, na certeza de que o milagre havia passado pelo meu corpo, descobri a mão esquerda e lá estava o cordão, como antes... Quase branco, horrível ainda. Só pensei comigo: Não foi desta vez.

Mas, como Swami havia pedido por duas vezes que eu deveria usar o cordão, mesmo do jeito que estava, coloquei-o de volta no pescoço e sempre fazia a comparação com o outro, na frente do espelho, constatando a enorme diferença de coloração, apesar de serem do mesmo material.

Passei a levar a minha vida normal, sem me preocupar com isto, pois estava ciente de ter feito a minha parte. Se é que eu tinha que fazer alguma coisa em relação a este acontecimento. Pois, foi mera presunção achar que se eu orasse com fé, ele voltaria a sua cor original. Acredito que para o cordão ter mudado de cor, alguma alteração química em seu elemento houve, mas como não sou especialista em química, é melhor eu não arriscar suposições descabidas.

Outros dois dias se passaram, acordei, fui escovar os dentes em frente ao espelho, acima da pia, olhei para o reflexo do cordão e constatei que ele havia voltado ao normal: ouro com cor de ouro. Tal uma joia nova, que nunca fora usada, no mostruário de uma joalheria. Desde este dia, passei a sentir prazer em usar este cordão.

E, como Swami falou (e eu ouvi muito bem, embora com a demora do resultado positivo, eu tenha vacilado em minha fé, achando que na verdade nada ouvira, até mesmo para não culpá-Lo de não colocar o cordão dourado novamente como entendi que Ele faria): o “milagre” passou pelo meu corpo, pois a cor original voltou enquanto o cordão estava no meu pescoço, não mais na gaveta, como antes eu o deixava.

Eu pedi a Ele que apenas limpasse o cordão de suas vibrações anteriores. Não entendi exatamente o motivo desta experiência química, apenas relato exatamente como aconteceu. Mas, de qualquer maneira sinto-me mais próximo de Baba, com a certeza de ouvi-Lo na íntegra, principalmente quando Ele me avisa com antecedência o que vai acontecer em determinada circunstância.

Como foi um caso, em minha vida particular, que em janeiro de 2010, Ele me avisou que no dia 17 de setembro, do mesmo ano minha vida iria mudar. Cheguei a contar para duas pessoas sobre isto, uma delas, que eu nem me recordava mais de ter contado o que Sai Baba me dissera, perguntou-me no dia seguinte, numa pequena festa de aniversário, o que havia acontecido; como eu ainda não estava pronto para contar na íntegra e não queria preocupá-la durante a festa, contei apenas parte do acontecimento, para posteriormente explicar melhor. Achei curioso o fato dela ter esperado cerca de oito meses para me perguntar o que havia acontecido, no dia seguinte ao da data prevista por Baba. Ao contar apenas parte do ocorrido, ela não se convenceu, mas tranquilizei-a dizendo que contaria depois com mais calma, e assim fiz.

Exatamente neste dia houve uma imensa mudança em minha vida, neste caso para pior, mas conforme Ele mesmo havia dito, tudo foi resolvido em pouco tempo e tudo voltou exatamente ao estado anterior, na verdade até melhor, inobstante o susto desagradável do primeiro momento.

Se Ele já sabia deste evento futuro e o resolveu, tenho como claro que Ele poderia ter solucionado antes mesmo de acontecer e me livrado do dissabor do ocorrido, se não o fez, considero que é porque assim foi melhor para mim e os outros envolvidos.

De qualquer maneira nada posso fazer para retribuir Sua presença em minha vida, auxiliando-me incessantemente, embora eu somente relate alguns casos esporádicos, que considero mais substanciais e menos particulares. Por exemplo, não tem como eu ficar contando sobre cada e-mail em que envio para alguém, com o assunto sobre Ele e Suas manifestações, onde o cursor do mouse na tela do computador fica constantemente mudando de lugar, sendo que isto ocorre quase diariamente. Cheguei a pensar que era problema no meu computador, mas logo constatei que isto ocorre em qualquer máquina, inclusive no caixa eletrônico de um banco qualquer.

Ele de nada necessita, nem mesmo de nossa fé, pois esta quem precisa somos nós mesmos. E pagamos pela dor moral quando nos falta um mínimo de fé numa força superior que a tudo coordena com maestria. Seja em qual for a forma em que depositamos nossa devoção. A única ideia que me ocorre, não exatamente como forma de agradecer, mas por ser praticamente minha obrigação, é relatar os episódios exatamente como eles tem acontecido (sem minha opinião pessoal), para que outras pessoas sintam Sua divina e amiga presença constante. Assim relatando divulgo Sua mensagem e missão, tentando fazer o máximo que está em meu alcance, neste sentido.


XXI - SAI BABA DE SHIRDI

Ao final de uma apresentação de pintura mediúnica no Centro Espírita Obreiros do Bem, fui convidado, por uma pessoa, até então desconhecida para mim, para também fazer, em outro local, este trabalho de divulgação da doutrina espírita, onde as explanações giram em torno do Evangelho de Jesus, interpretado pela ótica espírita, com vistas à reencarnação, à possibilidade de intercâmbio entre os espíritos e os homens, através da mediunidade, à eternidade da alma ou algum outro assunto que nos eleve espiritualmente a nos fazer olhar para dentro de si mesmo e querermos nos melhorar moralmente, e, como não poderia deixar de ser, ultimamente sempre temos falado sobre Sai Baba, dado a avalanche de fenômenos físicos ou morais, que tem ocorrido comigo ou com pessoas que tenho contato, nos últimos anos.

No dia combinado, 30 de junho de 2012, aquiescendo ao convite estávamos no Grupo Espírita Irmã Angélica, também na cidade do Rio de Janeiro, para um novo trabalho. Um dos assuntos abordados na palestra, foi a mudança da cor do cordão de ouro. Ao final da parte mediúnica, que transcorreu tudo bem, após a prece de encerramento, como de costume, as pessoas vêm me cumprimentar, em geral satisfeitas ou para tirar alguma dúvida particular ou mesmo sobre o fenômeno mediúnico. Neste momento, fui apresentado para uma pessoa, a quem, por motivos óbvios, omitiremos o nome e chamaremos de senhor X, que me informaram ser um médium vidente.

Apesar das várias pessoas ao meu lado, que tentei rapidamente dividir a atenção com cada um, eu estava muito curioso para ouvir o relato sobre o que este médium tinha visto do plano espiritual. Foi muito contagiante e prazeroso ver a empolgação dele, ao relatar que tinha visto vários espíritos pintores segurando ambos os braços e que também tinha visto outros segurando minhas pernas, embora neste dia não tenha sido pintado nenhum quadro com os pés, como de costume.

Mas, numa circunstância em que havia várias pessoas ao redor, conversar calmamente com ele estava razoavelmente difícil, mesmo porque, a cada pessoa que se aproximava de nós, o senhor X segurava, com seus dois braços, um braço desta pessoa e relatava o que havia visto, mostrando que eu, como médium, funcionava como uma espécie de marionete, o que achei muito legal a comparação, pois é exatamente assim que eu me sinto.

Após este relato, ele também me disse que havia visto uma espírito, que parecia um indiano, com turbante na cabeça, atrás de mim, com os braços estendidos, como se estivesse orando e me protegendo neste delicado trabalho, onde os pintores, residentes na espiritualidade, tentam expressar sua técnica pictórica através de uma outra pessoa, residente no plano terrestre, tendo que vencer vários tipos de obstáculos, técnicos (pois sua expressão artística é bem diferente da minha), emocionais (do próprio temperamento de cada artista, inclusive do meu, que além de médium, sou uma pessoa como outra qualquer, com seus problemas de toda ordem) e espirituais (considerando as vibrações do local, do somatório de pessoas que nos assistem e até dos espíritos enfermos que são levados a este local, em constante oração, para serem tratados).

Sem nada ter ouvido mediunicamente, apenas por uma ideia relâmpago, perguntei se ele conhecia o Sai Baba de Shirdi, encarnação anterior do Sai Baba, a quem eu acabara de apresentar, através de meus relatos, para várias pessoas. Ele disse que não, inclusive nem conhecia o Sathya Sai Baba, antes desta palestra em que o conheci.

Para ter a confirmação falei para ele procurar na internet informações e fotos sobre as duas encarnações de Sai Baba e depois me enviar um e-mail confirmando. Dito isto passei meu endereço eletrônico para ele, mas não anotei o dele. Esperei um mês, como não recebi nenhum e-mail dele, e como não sabia o dele, enviei um e-mail, com foto de Sai Baba de Shirdi, para o contato que havia me convidado, pedindo para repassar para ele e expliquei a situação, já que não me lembrava nem mesmo do nome dele.

Recebi o e-mail do senhor X, em 07 de agosto de 2012, com a seguinte confirmação: “é ele mesmo, só que ele estava totalmente de branco e irradiando uma felicidade imensa”. Mas como eu havia enviado fotos, tanto do Sai Baba contemporâneo, como do Sai Baba de Shirdi, fiquei com dúvida e retornei um e-mail, agora diretamente para ele, para que ficasse mais claro. Então, em 25 de agosto, recebi nova resposta, nestes termos: “envio a imagem da visão que tive, o rosto é muito parecido com este que estou lhe enviando”, e, enviou em anexo uma foto (ver abaixo) de rosto do Sai Baba de Shirdi.


Por ocasião de uma nova apresentação de pintura, ao enviar o convite para ele, aproveitei para novamente perguntar se ele já ouvira falar de um ou outro Sai Baba ou ter visto alguma foto, afinal antes de aqui escrever, eu precisava ter completa ciência do que aconteceu naquele dia em relação a este fato da aparição em público, ainda que somente para uma pessoa.


Recebi sua resposta em 21 de setembro de 2012, com a seguinte confirmação de desconhecimento de ambos: “não tinha escutado nada e nem visto Sai Baba. Naquele dia eu vi perto de você a fisionomia do antigo e só soube que era o Sai Baba (de Shirdi) quando você me falou dele”.

Após a confirmação do senhor X, sobre a divina presença do Avatar na forma de Shirdi, recordei-me que Sai Baba havia me dito que apareceria em público perto de mim, para que meus relatos saíssem um pouco do campo subjetivo e tivesse algum tipo de confirmação alheia a minha pessoa.

Mais uma vez, Ele disse, assim Ele fez, assim Ele comprovou e assim foi feita a Sua vontade acima de tudo.


XXII - A MATERIALIZAÇÃO DE LÍQUIDO

Embora naturalmente eu tenha hábitos alimentares saudáveis, neste dia, sobre o qual relato este acontecimento, por exceção, eu havia comprado um refrigerante light, à base de cola, em lata, para acompanhar meu almoço. A bem da verdade, costumo dizer, que gosto mais deste refrigerante do que de água, que não gosto muito.


Arrumei o meu prato de comida e o deixei na mesa da cozinha. Estando razoavelmente impaciente, diferente do meu estado comum, fui ligar a televisão da sala, em volume alto, de onde não consigo enxergar da cozinha, somente para o som me fazer companhia. Mas, desliguei a televisão e liguei o rádio, procurei uma estação que tocasse alguma música que eu achasse interessante e demorando a encontrar, resolvi desligar e almoçar em silêncio, embora irrequieto. Neste momento Swamiji disse para eu almoçar lendo o livro sobre Ele, que eu já havia começado a ler.

Normalmente eu como devagar, tempo suficiente para esvaziar toda a lata de refrigerante, tendo um pouco, ainda, no copo ou não. Já com a latinha vazia, conferidamente vazia, lendo e almoçando ao mesmo tempo, passei a ouvir o som do burburinho de pequenas ondas se quebrando na areia da praia, inobstante eu estar a inúmeros quilômetros de distância do mar. Por segundos considerei a hipótese deste barulho peculiar ao mar estar vindo de outra fonte qualquer da rua, mas logo constatei que o suave e calmante som estava acontecendo dentro da latinha de refrigerante, já vazia, bem próxima aos meus ouvidos.

Ouvi este som por pouco tempo, pois ele logo se transformou num outro som, de gota pingando num recipiente já com líquido, como se a lata não estivesse totalmente vazia. Este barulho característico de gota após gota, caindo dentro de outro líquido, estava ininterrupto.

 Este som sucessivo somente se interrompeu uma única vez, quando inclinei minha cabeça um pouco para frente, por cima do prato. Fiquei com o rosto bem próximo à latinha por poucos segundos; nada ouvi, e retornei à posição normal, com a coluna reta, para voltar a almoçar. Ocasião em que Baba me disse levemente sorrindo que eu estava ouvindo muito bem, mesmo encostado na cadeira, o que, de fato, era verdade, pois estava pouco mais de vinte centímetros de distância da lata. Voltei a almoçar e o barulho ressurgiu.

Após, aproximadamente, mais de quinze minutos ouvindo o som das gotas que minavam e caiam dentro da própria lata, acabei de almoçar. Senti, intuitivamente, sem nenhuma clariaudiência, que já poderia colocar a mão na lata para despejar o líquido no copo, também já vazio, pois neste momento o refrigerante que comprei, e que estava no copo, já havia acabado.

Neste exato momento, o barulho cessou, peguei a lata, virei e despejei o líquido no copo. Era um líquido escuro, como um refrigerante de cola como outro qualquer, desses que se encontra facilmente nas prateleiras dos supermercados.

Embora tendo a clara certeza, sem sutis mesclas de dúvidas, sobre o fato de eu ter esvaziado a latinha até a última gota, no momento em que estava com a mão no copo, prestes a beber, esta materialização líquida do Amor de Baba, tão comum aos devotos que conviviam de perto com Ele, quando tive uma ideia de pseudociência (ideia melhor analisada como falta de fé), considerando que se tivesse um paladar diferente do refrigerante comprado, então eu teria um motivo a mais para acreditar, o paladar, além da audição, já que não pude contar com a visão, pois inobstante muito próximo, este acontecimento se passou exatamente dentro da latinha fechada.

Bebi e realmente constatei que era muito diferente o sabor, embora também se assemelhasse a um refrigerante à base de cola, era extremamente mais doce do que todos que já havia bebido. O líquido estava em temperatura ambiente. Ao tomar, Ele, com a voz que atinge de perto o coração, disse tranquilamente: “Baba fez um pouco de refrigerante para você”.

O curioso é que eu por várias vezes já havia brincado com alguns amigos, dizendo que embora minha alimentação seja quase cem por cento natural, eu prefiro este refrigerante de cola do que água e que Deus, em toda Sua perfeição, só errou numa coisa, devia ter feito este refrigerante ao invés de água. E para os que me falam da possibilidade de eu vir a ter problema renal, digo que o pouco com Deus é muito, ou seja, o pouco de água que bebo se transformará em muito no meu organismo, a ponto de não vir a ter nenhum problema específico por falta de ingerir a quantidade diária e necessária de líquido. Pois sim, neste dia, em especial, para mim, Ele, na condição de Deus, fez refrigerante ao invés de água.

A experiência, não propriamente do som e da materialização do líquido, mas de sentir o paladar divino deste líquido, foi demais para mim, imediatamente fui me deitar. Não dormi, fiquei apenas tentando refletir sobre o ocorrido, mas também não consegui. Tudo que eu puder escrever sobre o que senti emocionalmente, após provar deste divino néctar, não será nem pálida descrição do que realmente se passou comigo neste raríssimo e único momento de toda minha vida.

Não se parece em nada com nenhum tipo de emoção boa, que normalmente as pessoas vivenciam de uma ou outra maneira. Das que vivenciei, nenhuma lembra de longe o estado mental a que me transportei, graças ao Divino Condutor, que mesmo eu não sabendo que estava com sede, deu-me de beber, fazendo-me lembrar da imorredoura lição: do Mestre Jesus: “Tive sede e me deste de beber”. E a minha sede era dessa experiência mental e emocional, este êxtase sublime diante da experiência viva que Deus me proporcionou.

Estivera por quase trinta minutos num suave torpor mental, leve sorriso nos lábios, enquanto lágrimas involuntárias escorriam de meus olhos. Foi o máximo de paz, tranquilidade e harmonia, diferente de todas espécies de felicidade que consegui alcançar nesta vida, ouso acreditar, que os espíritos evoluídos constantemente sintam emoção deste teor.

Termino este capítulo afirmando categoricamente: Eu não estou apto a descrever o que efetivamente senti.

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Caro leitor, ilustrando este capítulo XXII sobre A MATERIALIZAÇÃO DE LÍQUIDO, é interessante ver este vídeo (a partir de 1 min é mais claro).


A filmagem é ruim e como a colher é colocada em um pote com líquido (espécie de óleo) parece que o que vem na colher e na medalha (côncava) é o que molha a mão, mas se reparar bem, verá que a quantidade que brota da medalha é superior. Veja, também:

Líquido Sai Baba, outro vídeo

XXIII – A MÚSICA ORQUESTRADA POR SAI BABA

Inicialmente este capítulo intitulava-se “Sai Baba e o Violino”, mas de acordo com a sucessão de fatos, alterei para o título acima. Este assunto foi tema da palestra proferida na apresentação de pintura mediúnica, em 14.07.2013, no Centro Espírita Obreiros do Bem, em Rio Comprido, no Rio de Janeiro, mas, por causa da data, somente sobre o instrumento violino.



Em 13.08.2011, quando gravei o vídeo “Giovanni D’Andrea 004 Sai Baba, casos alheios”, que foi um dia muito feliz e especial para mim, justamente por este motivo; ao terminar, fiquei olhando o quadro, posteriormente intitulado de “Sai Baba com Olhos de Cristo Crucificado”, que havia acabado de pintar, senti uma suave tristeza, que mesmo na hora tive a certeza de não ter origem em mim. Sem nenhuma explicação razoável, captei que o motivo se dava ao fato de eu não saber tocar violino, porém eu nunca havia pensado na hipótese, ou mesmo tivesse tido vontade, de um dia ser violinista, nem mesmo como amador, apesar de considerar o seu som, o que mais gosto de todos os instrumentos musicais. Para facilitar a localização dos vídeos, na internet, caso haja interesse, padronizei com meu nome, então, abaixo, quando menciono o número, basta acrescentar meu nome.


Algumas pouquíssimas vezes, questionei-me pelo motivo de eu não ter vindo, nesta vida, para a música, ao invés da pintura, porque aquela é muito mais sutil do que esta e faz as fibras do corpo humano (do perispírito e do espírito imortal) vibrarem muito mais rápido ao menor contato com o fluxo contínuo das ondas sonoras em equilíbrio harmônico. Algumas vezes, cheguei a pensar na hipótese de, quem sabe, se ainda estiver por aqui, com cerca de setenta anos, começar a aprender piano, mas nunca interessei de aprender no momento, por causa dos afazeres e compromissos abraçados, que sempre considerei mais importantes, para esta minha fase evolutiva. Pensava em piano, porque achava que poderia aprender com um pouco menos de dificuldade.

Não sei precisar a idade exata, mas em torno dos onze aos quinze anos estudei violão erudito, em aulas semanais, por pouco mais de três anos. Eu simplesmente detestava, por vários motivos, primeiro porque na minha casa já havia muito barulho e gente, com a pensão, e barulho não é o ambiente ideal para se estudar, principalmente música; embora hoje o barulho em nada me atrapalhe na concentração. Segundo, eu achava muito popular o som, na época não sabia que existia violão erudito. Terceiro, não gostava de ter que deixar de fazer as coisas que realmente gostava, para perder tempo estudando violão. O quarto motivo para eu não querer aprender, era justamente a obrigação de ter que aprender aliado ao receio, por desobedecer. Falando genericamente, de outras artes, tive aula de escultura, por um mês, também em aulas semanais; sobre outras artes, inclusive plásticas, nunca estudei.

Quanto ao meu ouvido musical, lembro-me de duas vezes, que tentei afinar o violão, com o diapasão, para facilitar e, em ambas, arrebentei uma corda. Após esta época, da obrigação, parei de tocar e nem sei onde foi parar meu violão, só sei que não fez a menor falta. Anos após, uma pessoa, que havia comprado quadro meu e atravessava uma fase financeira menos favorável, perguntou-me se poderia me dar o violão dela, como parte do pagamento; aceitei e algum tempo depois dei de presente, pois estava sem utilização. Na verdade, fiquei com uma imagem negativa, dentro de mim, sobre tudo que estava relacionado ao violão e contei isto para muitas pessoas.

Após a gravação do vídeo, tive um sonho onde havia várias pessoas ligadas à música, sendo que algumas eu conheço pessoalmente e na frente estava alguém, que soube se tratar de Schumann (não ouvi o nome completo Robert Alekxander Schumann). Ao acordar, considerei que este nome não me era estranho e que deveria se tratar de um músico. Mesmo gostando de música erudita, e sabendo do bem que ela me fazia, nunca fui apreciador contínuo. Até a data de hoje, eu tive uns vinte discos, que metade nem tenho mais, sendo que vida e obra de músicos, nunca soube. Na verdade, nunca tive tempo para me aprofundar sobre o assunto e talvez nem vontade, embora, comumente, eu goste de me aprofundar em tudo que me faz bem. Algum tempo após, sonhei novamente com um trecho da vida deste músico.

Posteriormente Sai Baba, disse para eu comprar um violino. Como já reparei que com Sai Baba tudo no final dá certo, então mandou, eu comprei; na verdade Ele não manda, aconselha com carinho. Comprei um no dia 21.12.2011, junto com um afinador eletrônico. Cheguei em casa, coloquei as cordas, que vieram soltas, passei o arco e nada... Não saiu nenhum som. Como veio um potinho de breu, considerei, sem saber, que precisaria passar no arco para sair o som. Passei, mas não adiantou, não produziu som. Então achei que o breu estava muito liso, peguei uma chave, que estava perto, raspei-o, passei-o no arco, tentei de novo e, agora sim, saiu som. Fiquei feliz, guardei o violino e fui para a internet saber algo mais sobre este instrumento, foi quando peguei um papel e fiz o desenho da posição dos dedos, nas quatro cordas. Foi neste momento que descobri, que após a nota mi e a nota si há um semitom ao invés de um tom, aliás, se eu aprendi isto, na época do violão, já estava apagado definitivamente de minha memória. Então, após estas o dedo fica junto, diferente das outras notas em que a distância é o dedo separado.

No dia 23.12.2011, fui à casa de conhecida professora de violino de Barra do Piraí, que sou amigo de infância dela e dos filhos. Casa que sempre frequentei, mas que nunca coloquei a mão em um violino. Aliás, em 05.04.2011, quando fui levar um quadro no Museu do Corpo de Bombeiros, do Rio de Janeiro, o diretor reuniu a Banda de Música, com mais de cinquenta integrantes, sendo que só havia eu na plateia, além dele; neste momento tocaram hinos da corporação, músicas como Aquarela do Brasil, Garota de Ipanema, entre outras. No final, para agradecer, disse que haviam realizado um pedido meu, pois eu tinha uma amiga, que durante anos, eu pedia para tocar violino, mas que na correria da vida, era praticamente impossível, e naquele dia eu ouvia não só um instrumento, mas uma banda inteira; o que demonstrou que eu não tinha o hábito de ouvir o violino, na casa que eu frequentava.

 Cheguei com o violino já afinado, com a ajuda do afinador eletrônico (diferente de quando afinava com diapasão e arrebentava as cordas do violão), mas ao final, ela retirou todas as cordas para recolocar melhor. Levei, também, dois métodos simples e o desenho das notas com a posição dos dedos, que eu fiz.

Ela agiu naturalmente como se eu já soubesse, falando para eu tocar, estava até engraçado. Então, passei a olhar juntamente o desenho das notas e a partitura, que por ser simples dava tempo. E, toquei. Pouco depois, ela se sentou ao piano e tocamos juntos, claro que de vez em quando eu perdia o ritmo, ou errava algum acidente (sustenido ou bemol) da nota. Mas, pelo desenho, eu já sabia onde estava errando, pois mesmo sem conhecer o som das notas, é relativamente fácil contar espaços. Véspera de Natal, fiquei muito feliz em tocar a música natalina “Bate o Sino”. De vez em quando eu reclamava de dor na mão direita, que segura o arco, e no ombro esquerdo, por falta de costume e alongamento específico para tocar. Após cerca de uma hora, fomos lanchar, voltamos e tocamos mais trinta ou quarenta minutos. Neste primeiro dia já ficou terminado quase o método todo. Ela disse que não dava mais aulas, mas que, para mim, poderia lecionar, inclusive sem cobrar. Achei aquilo o máximo, mas pela minha vida, já com boa parte do tempo comprometido, não prometi voltar.

Até meados de janeiro de 2012, toquei cerca de oito vezes, de no máximo vinte minutos, com relativo desconforto no ombro esquerdo, na mão direita e, sem a presença daquela que poderia ame ensinar, muito mais desafinado. Concluí que isto não estava certo, que não poderia ser assim, desafinado e com desconforto. Então, como Sai Baba, mentor desta circunstância da compra do violino, não interferiu, tomei uma decisão: Guardei-o, já que sabia que não voltaria tão cedo na amiga professora e também não tinha com quem conversar sobre música.

Foi quando me lembrei da pintura, tanto a minha quanto a mediúnica, que tudo se modificou em apenas um dia, pois eu sempre ficava um pouco triste, até que, com compromissos de estudos, chegando a ficar por três dias lendo o mesmo parágrafo, senti a intuição para pintar a minha pintura (não mediúnica), neguei até o momento em que não aguentei mais a pressão e obedeci a intuição, que não veio acompanhada da clariaudiência, presente em todos os instantes da minha vida, com finalidade de eu parar de estudar para pintar.

Nesta época, os espíritos amigos, falavam que eu deveria pintar num estilo abstrato, mas que o meu seria diferente dos tradicionais, porque seria do céu. Não entendi e nem me interessei, então ficaram repetindo por mais de um ano, sendo que continuei com minha pintura de arte sacra, rosto, flores e qualquer outra coisa que não fosse a linguagem abstrata.

Como não estava conseguindo estudar, parei e peguei um quadro representativo de Pietà, Nossa Senhora segurando Jesus morto, releitura da escultura de Michelangelo, tendo ao lado flores em fogo, em um vaso transparente, sendo que esta estava praticamente terminada, faltando poucos minutos no acabamento final. Neste momento, minha mão escorregou, como nunca aconteceu, e a tinta grossa tomou boa parte do quadro, de uma maneira que nem valeria o esforço de consertar. Foi quando aproveitei para pintar o tal abstrato, que não aguentava mais ouvir. Ali nasceu minha primeira pintura num estilo, que passei a chamar de “abstrato cósmico”, que como eles disseram, meu abstrato seria do céu. Desde este exato dia, ambas as pinturas, só têm me trazido felicidade. É como se eu houvesse me desconectado emocionalmente de um passado, alguma vida em que associei a pintura com a tristeza e passei a me conectar com o presente, quiçá o futuro. Antes deste dia eu havia jogado todos meus trabalhos fora, porque nunca gostava, com exceção dos que alguém se interessou e levou.

Na certeza de que tudo se modificaria em apenas um dia, assim como aconteceu com a pintura, resolvi criar uma atmosfera musical em torno de mim. Ainda com o violino guardado, lembrei do sonho que tive de Schumann e fui pesquisar sobre ele e sua obra. Encontrei a lista completa de suas composições em alemão e comecei a procurar o vídeo de cada uma. Quando encontrava vários, assistia a todos para ver qual a melhor gravação e interpretação. Fiz o download e converti cada vídeo em áudio e passei a ouvir constantemente, o máximo possível, inclusive levando o aparelho de som para o banho e para a cama, para eu acordar com este som. Achei também dois filmes, um documentário e o livro do “Diário de Clara Schumann”, sua esposa, que foi virtuose no piano e compositora. Aproveitei para ouvir algumas músicas do compositor Johannes Brahms, que morou na casa do casal, por alguns anos.

Neste ínterim, a partir de março de 2012, desenvolvi no dedo anular da mão esquerda, tenossinovite estenosante mais conhecido como “dedo em gatilho”, como nunca havia tido nada parecido, fingi que não era comigo e considerei que fosse melhorar, mas foi piorando aos poucos. Se eu fechasse totalmente a mão ou abrisse demais, ele doía. Não deixei de fazer nada, por este motivo, mas cheguei a conclusão que havia perdido parte da função da mão, quando, em um supermercado, minha esposa me entregou uma sacola de frutas, que peguei com a mão esquerda, mas deixei cair porque a mão não fechava totalmente, embora eu tenha conseguido pegá-la, ainda no alto, com a mão direita. Sai Baba já tinha me dito que me daria a música, de volta, de presente, mas que me tiraria algo, que entendi que foi a função do dedo.

Quando foi início de novembro de 2012, após já ter baixado os respectivos vídeos e convertido em mais de noventa músicas de Robert Schumann, algumas com mais de trinta minutos, Sai Baba me pediu para eu voltar a tocar o violino. Como em todos estes anos de presença contínua, não me recordo de Ele me pedir nada, a não ser a compra do próprio violino, aquiesci. E lá fui eu tocar, sentindo muita dor no dedo, exatamente na mão que faz a posição das notas. Mesmo sem emitir som de voz, cheguei a gritar de dor. Quis parar e falei com Sai Baba: o Senhor me coloca ante a possibilidade de eu vir a tocar violino, mas me tira a função do dedo, do que adianta? Neste momento Ele somente me respondeu, que precisava ser assim. Então disse que estava bom, porque Ele sabia mais do que eu e continuei a tocar.

Ainda em novembro, após mais de quinze anos em que assisti a um único concerto erudito, em que ouvi o Requiem, de Mozart, fui a cinco apresentações musicais, no Rio de Janeiro, para tentar entender um pouco mais sobre música. Numa orquestra com cerca de dez instrumentos de corda, reparei que a madeira do arco de apenas um deles, assim como eu fazia, ficava na direção do rosto, ao contrário dos outros, que era a cerda do arco. Em casa, seguindo a maioria, esforcei-me por cerca de cinco minutos e desisti, achando que teria que voltar desde o início do aprendizado. Fui almoçar, descansei e quando voltei ao violino, consegui de imediato.

No final do ano de 2012, fui ao médico, que me disse para tomar uma caixa do remédio prescrito, no máximo duas, e, caso não melhorasse, seria necessária uma cirurgia. Não houve melhora, mas Sai Baba me disse que Ele curaria. A função e a dor, realmente melhoraram cem por cento, mas, diferente dos outros dedos, ficou, fisicamente, o que chamo de "vaga lembrança", para eu nunca mais esquecer este episódio.

Tentando catalogar as obras de Robert Schumann, para conhecer melhor o que ele havia feito em vida, quando eu estava fazendo download dos vídeos, para transformar em áudio, veio em minha mente uma frase musical, que fiquei repetindo por três dias, até que achei o vídeo correspondente e ouvi a opus 11 “Sonata nº 1 para piano”, cujo início era esta mesma melodia mental.

Em 10.03.2013, terminei de fazer um pequeno vídeo 009, Salvador Dalí, com trechos dos filmes surrealistas que este pintor realizou. E, pela maneira com que o violino entrou na minha vida, que eu chamei de surreal, resolvi incluir um trecho musical no vídeo. Apesar de conseguir tocar as quatro páginas da RV 121, de Antônio Vivaldi, gravei apenas quatro linhas da partitura. Óbvio, que o fato de eu falar que já estava tocando esta música, não significa dizer que eu a estava tocando com a devida qualidade, muito pelo contrário. E, como “plantar bananeira” também entrou na minha vida de uma maneira inusitada ou mesmo “surreal”, aproveitei para registrar, também, no vídeo. No texto do vídeo, escrevi que estava tocando violino por quatro meses, num treino árduo, cansativo e chato de cerca de trinta minutos, três a quatro vezes por semana, em oito métodos e algumas partituras esparsas, sendo que nos primeiros dois meses, sempre olhando a partitura e o desenho das notas concomitantemente. Na verdade escrevi assim por causa do desconforto e da dor. Escrevi quatro meses, porque descontei o tempo em que o violino ficou literalmente sem utilização, por uma única vez sequer.

Até meus vinte e dois anos, eu nunca havia plantado bananeira. Nesta idade, em dezesseis de agosto, surgiu a pintura mediúnica, que, por uma semana, foi turbulenta. Vinte e três dias depois, em sete de setembro, almocei entre amigos, após, deitei-me no chão, hábito que conservo; veio um espírito, senti que era bom pela vibração, e foi me virando devagarzinho até eu ficar de cabeça para baixo. Fez isto por três vezes e disse que eu não precisaria dele para isto. Uma semana após, de olhos fechados, eu dava dois passos rápidos e plantava na pia do banheiro, como também plantava bananeira num escorregador infantil, de dois metros de altura. Neste único dia, alguma coisa se modificou em mim, em termos de acessar algum trecho do passado reencarnatório em que fiz alguma atividade física em que o que aconteceu no presente foi pálido reflexo.

Na época de gravar este vídeo do Dalí, eu ainda estava com a mão machucada, por isto não consegui plantar no escorregador infantil, que era meu interesse por ser mais alto, porque a alça de ferro é fina e doeu muito minha mão, então plantei em barras paralelas em que sendo largo o apoio, não esbarrou tanto na infecção da mão e não doeu tanto.

Por respeito demais, nos círculos espirituais, muitas vezes se traduzir em falta de intimidade com os amigos espirituais, com a devida chancela de Sai Baba, combinei com Salvador Dalí, espírito imortal como todos nós, que inclusive em uma apresentação mediúnica, já foi visto por médium vidente usando um bigode amarelo, de escrever no texto de seu vídeo uma leve zoação com ele, aqui transcrita: “na condição de amigo, vou mandar um recado de boa pra tu, meu irmão: Surrealismo, sim... Palhaçada não, que isso aqui não é circo... E muito menos hospício, então segura a onda no teu processo de loucura [...] A gente só fala assim, com quem a gente gosta [...]”. A ideia do circo foi minha, mas a do hospício foi do próprio, que assim como eu, ficou totalmente feliz com mais esta troca de carinho e amizade, que  não faltou com o devido respeito vibracional.

Antes de 06.05.2013, data em que gravei o vídeo da música Lullaby, a canção de ninar de Johannes Brahms, este espírito veio me visitar, morrendo de vergonha, numa espécie de pedido de desculpas e, por mais de uma vez, contou detalhes da época, que, pelo inusitado da situação, quase que eu é que fico com vergonha. Pelo menos ele não perdeu sua malícia refinada e do bem, pois um mês antes de se apresentar, de vez em quando, eu ouvia, sem entender, alguém me chamar de sogro, referindo-se ao passado. Mal deixei ele falar, fui logo dizendo para ele parar de bobeira, e desconversei dizendo a verdade, que meu nome é Giovanni...

No dia desta gravação, Sai Baba pediu para eu afinar o violino. Assim procedi com um afinador eletrônico. Quando fui tocar, Ele falou para que eu não me assustasse porque Ele iria colocar o som, tal o instrumento antigo, tipo um stradivarius. Como não tenho parâmetros, nem conhecimento musical para avaliar, nada posso afirmar a este respeito, mas, posso afirmar que nunca ouvi um som semelhante, agradável, melodioso. Depois, quando fui gravar Lullaby, vídeo 011, o som do violino já tinha voltado ao normal. Mas o vídeo, filmado com a mesma máquina, acabou ficando com um sonho estranho, aparentemente metálico. Toquei o ritmo um pouco mais devagar, na tentativa de aumentar o potencial “sonífero” da música, sendo que neste momento uma pessoa que estava perto, adormeceu.

Na pintura, eu sempre dou nome aos meus quadros quase que imediatamente ou mesmo antes de pintá-los, mas houve um, em vários tons de azul, numa linguagem plástica abstrata, onde no canto deixei quase sem informação, parecendo que foi interrompido o desenho, a mensagem do quadro. Sem título, por mais de ano, mais ou menos nesta época, Sai Baba me sugeriu o tema do título, aceitei e resumi, como: “Schumann e o Reno: A 3ª Sinfonia e a Tentativa de Suicídio”.


Schumann e o Reno: A 3ª Sinfonia e a Tentativa de Suicídio
Em maio de 2013, eu ainda não queria saber do violão, que nem tinha mais. Lembro que nesta data recebi um e-mail de um amigo, que sabia o quanto eu não gostava de violão, mas que por causa da novidade do violino, considerou que eu pudesse vir a gostar, já que muitas coisas haviam se modificado na minha vida. Neste e-mail havia o link de dois vídeos, em violão solo, que ele considerou tocado por bons violonistas. Teve um, de sete minutos, que não consegui chegar nem ao final, sendo que em ambos eu fiquei um pouco irritado.

Em junho de 2013, enquanto eu aguardava o horário de um compromisso, entrei numa loja de música, sem nenhuma intenção de comprar nada, mas acabei saindo de lá com um violão e, claro, um afinador eletrônico, já que nem afinar o violão eu sei. Eu não sei exatamente o que aconteceu, mas o meu mal estar acabou ali exatamente naquele momento. Costumo dizer que em termos de música foi o maior milagre que Sai Baba realizou em minha vida, persuadir-me, sem palavras, a gostar de violão, após tantos anos, em que fugi dele.

Ainda em junho, estando na Catedral de São Sebastião, Rio de Janeiro, soube, através da voz da espiritualidade, que a história de vida, deste santo católico, é real, aconteceu, conforme os relatos. No momento foi dito para eu "glorificar a Deus". Não entendi exatamente, mas considerei que no meu caso devia ser através da arte, sendo que também acho que esta frase sirva para todo mundo, cada um com seu talento próprio.

Em 20.06.2013, minutos antes de gravar o vídeo 012, da música Gavotte from ‘Mignon’, de Thomas, olhando para a partitura, vi uma pequena nuvem de vibhuti passando. Acreditei que fosse parte da resposta para minha pergunta de como fazer para "glorificar a Deus". Neste caso, mostrando que estou tocando um pouquinho de violino, sem nunca ter estudado e que foi Sai Baba, quem disse para eu comprar um violino, assim divulgando o trabalho Dele, da espiritualidade, das verdades ocultas aos olhos que não querem ver e de tudo o mais que for de Deus.

Em julho, enquanto eu tentava tocar com o método de Matteo Carcassi, compositor violonístico do século XIX, este foi trazido pelos amigos espirituais, e disse que achou que eu estivesse pior no violão. Entendi que quando os amigos foram buscá-lo, para ele não se decepcionar tanto, exageraram mais ainda minha atecnia. Sei que ele não falou de ironia, embora eu tenha rido no momento. Também não tomei como elogio, lógico. Ele disse que continua trabalhando na difusão do violão erudito. Nada me ensinou, mas somente com sua presença, eu toquei menos mal. Sensibilidade e inspiração não se confundem com mediunidade.

Na madrugada de 06.08.2013, acordei com a presença do espírito de Olavo Bilac ao meu lado, momento em que todos os trechos que eu conheço do Hino Nacional, foram passando pela minha mente. Tirou minha dúvida de como alguns músicos tocam várias sinfonias de mais de trinta minutos, sem partitura; além da memória treinada em várias vidas, basta uma presença que conheça o assunto, neste caso a música, e esta se passa na mente do músico encarnado. Após, ouvi o Hino à Bandeira, cuja letra é de sua autoria, cantado por uma criança espiritual. Olavo, que sempre foi atuante na literatura infantil, disse-me que levou várias e várias e várias (ele repetiu esta palavra por três vezes) crianças espirituais na exposição de Bandeiras Históricas Brasileiras, no Forte do Leme, no Rio de Janeiro, Brasil.

Na madrugada de 17.08.2013, eu estava com muita cefaleia, enquanto, na sonolência, eu via e ouvia agradavelmente notas musicais, como numa partitura, de mais de trinta minutos, o som de um violão, que ao final passou para piano (a mão direita, que também é clave de sol). Somente consegui levantar às cinco horas, para ministrar dipirona e vibhuti, cinza curativa e perfumada materializada por Sai Baba, e instantaneamente fiquei curado. A luz do quarto, que estava desligada, acendeu e apagou rápido, como um pequeno clarão, sendo que não foi a primeira vez que isto aconteceu, foi quando Sai Baba disse que esta dor havia sido feita por Ele. Foi a resposta emocional ao meu questionamento anterior de que com o dedo paralisado da mão direita, Robert Schumann não conseguiria tocar violino ou cantar, porque sua dor era real e intensa. Acordei ótimo.

Em 26.08.2013, pela quarta vez na vida, sentei-me ao piano e, não mediunicamente, teclei, como uma criança teclaria. Neste dia gravei o vídeo 017, que intitulei de "Brincadeiras Infantis ao Piano" em duas partes: I - "O Amigo Invisível" e II - "O Cão Serelepe", que aborda duas fases da criança, pois geralmente elas brincam com o desconhecido até pedirem um cão. Sendo que, nesta segunda parte, eu estava com um cachorro no colo e ao mesmo tempo fiquei soprando-o, fora do ritmo, de brincadeira. Mas, no final, como ele ficou um pouco irritado tive que terminar de inopino. No início estou um pouco tímido, sem saber exatamente o que fazer, mas trinta segundos depois vou me soltando melhor na criação da música. Na verdade não sei o nome de nenhuma nota, tampouco sei ler partituras para piano, como também não tenho este instrumento. Curiosamente sempre achei que um dia iria me sentar ao piano e começar a tocar sem nenhum conhecimento prévio (mediunicamente ou não), como se fosse mágica. Diferente do violino que, embora tenha aprendido em um dia, independente da qualidade, consegui ler as partituras.

Em 07.09.2013, acordei às 07:45 min. com o volume um pouco alto demais de um dedilhado solo ao piano, a ponto de incomodar. Por instantes, pensei se tratar de algum vizinho, que na verdade não tenho nenhum assim, depois que reparei que esta música não era física. Ela não brotou de dentro de mim, foi através da clariaudiência. Havia pedido ao Sai Baba para que quando eu me sentasse ao piano pela quinta vez, eu estivesse com uma natureza muito mais agitada do que calma; assim foi o som, razoavelmente agitado.

Levemente adoentado, tirei alguns minutos do dia 10.09.2013, para gravar o vídeo 018, que chamei de "opus 2 O Pianista Ilusionista", considerando que o vídeo causa a ilusão de que sei tocar piano. Além de eu ter pedido Para Baba um pouco de agitação, também pedi que a música tivesse cerca de sete minutos, pois mais tempo ficaria cansativo e menos tempo não daria para eu brincar a contento. Não programei o final, simplesmente não tinha mais para onde minhas mãos irem. Descontado o tempo de início e do fim, acho que Ele realizou ambos os pedidos.

Em 06.10.2013, gravei, ao violão, o vídeo 019, Ballet, música de Ferdinando Carulli, sendo que neste dia somente toquei no tempo desta música com pouco mais de três minutos, sem treino prévio ou mesmo nos dias anteriores. Errei um pequeno trecho, mas improvisei, mais ou menos dentro da proposta do autor. No final alterei totalmente o ritmo, também sem tentativa anterior. Não quis regravar porque tinha achado legal a incidência do sol no momento e, caso eu regravasse, o sol já tinha se despedido, e não ficaria o mesmo cenário de luz; lembrando-me o pintor impressionista Claude Monet, que tinha que pintar rápido por causa da incidência do sol naquele exato ponto da natureza em que ele estava pintando.

Em 29.10.2013, data em que gravei o vídeo 020, Bourrée, de Handel, independente de ter conseguido, foi a primeira vez, em todo o treino do violino, que me preocupei em seguir o ritmo estabelecido pelo autor da música. No início do aprendizado, nos estudos que não gravei, eu tentei acelerar o ritmo ao máximo, tocando o mais rápido que conseguia, para apressar o conhecimento, a leitura dinâmica, o manuseio do arco e a localização das notas no braço do violino. No vídeo número 010, Theme from Witches Dance, de Paganini, por exemplo, além de não me preocupar como a música deveria realmente ser tocada, aproveitei para treinar pelo menos uma nota, na frase, em pizzicato com a mão esquerda, o que causa decepção de quem vê o vídeo, esperando a interpretação normal.
No dia 20.11.2013, eu estava em Brasília e fui convidado para o evento do Dia da Consciência Negra, foi quando aproveitei para brincar em um instrumento de percussão, chamado timbal, sendo que nunca havia colocado a mão em nenhum instrumento deste gênero. Claro que não posso afirmar que sei tocar, foi somente uma brincadeirinha, que não me intimidei em realizar em um ambiente com cerca de quinhentas pessoas. Normalmente sou um pouco tímido, a menos que eu conheça muito bem o assunto, que me leve a estar na frente das pessoas, mas neste caso foi exceção, nada sei de timbal. Eu coloquei o anel no polegar direito para potencializar o som e bati com os dedos soltos, como se fossem cinco varetas, enquanto a mão esquerda batia em concha, um pouco fechada e o pé ritmava. Foram bons instantes. Aproveitei para editar o vídeo 022, embora o som quase não apareça, por causa do ambiente.

Em 26.11.2013, entrei numa loja de música, no Centro, do Rio de Janeiro, e de tanto falar, falar e falar... O dono da loja, sem eu pedir, foi no depósito, trouxe um bandolim, foi na vitrine da frente, pegou uma palheta e me entregou ambos. Eu, que estava com um livro de partitura nas mãos, sendo que nunca havia segurado este instrumento, abri e toquei duas músicas, num nível mais ou menos próximo ao que toco no violão, não tão bom, mas como qualquer coisa na vida, se houver um pouco de treino, poderá fluir com facilidade. Neste dia, adquiri uma gaita diatônica, em dó, que soprei algumas poucas vezes, enquanto assistia à televisão, sendo que no primeiro dia foi inevitável lembrar de Johannes, pois, por ser mais fácil, toquei Lullaby...

Em 08.12.2013, foi a sétima vez que me sentei ao piano para tocar, sendo que na sexta vez eu não levei a câmera. Aproveitei para tocar deitado com as mãos para trás, sendo que pela posição não dá para enxergar o teclado; foi a primeira e única vez, numa única filmagem que não houve treino prévio. Foi realizado o vídeo 023, que chamei de opus 3, “A Chegada em o Complexo de Órion”, que é o nome de um quadro meu, não mediúnico, em que fiz a transcrição da linguagem plástica para a linguagem musical. Sendo que no vídeo 021, fiz exatamente o inverso, a transcrição da linguagem musical para a linguagem plástica, da opus 11, de Schumann, acima referida.

Apesar de pouco conhecimento musical, pela mediunidade, já ouvi toda uma orquestra sinfônica, enquanto caminhava na multidão de uma praia. E pelo animismo, composições eruditas inéditas já brotaram de dentro mim, mas de nada servem, pois não sei compor. Depois que escrevi esta frase, em meu blog, parou um pouco de surgir músicas dentro de mim, então pensei em voltar onde escrevi e apagá-la, mas Sai Baba disse que bloqueia isto em mim, para não me atrapalhar a vida cotidiana, já que não estou nesta encarnação como músico. Então, deixei o escrito. Houve um dia, que não me recordo da data, em que, no plano espiritual, em projeção astral, eu estava tocando piano, mas a posição dos pés do corpo físico, em desconforto, estava me atrapalhando no plano espiritual, no momento achei que não deveria voltar para o corpo para não perder esta experiência sonora, mas acabei retornando, apenas para mudar a posição dos pés.

Em 15.12.2013, em Copacabana, no Rio de Janeiro, sem eu programar, estive numa roda de desconhecidos capoeiristas, com um berimbau na mão, por quase duas horas tentando extrair som, sendo que consegui alguns que, para mim, soaram diferentes dos conhecidos, como por exemplo o "toque de Angola", que tive um pouco de dificuldade, mas que acabaria aprendendo se insistisse. Na saída da roda, Sai Baba disse que era necessário eu conhecer os diversos tipos de sons e ou instrumentos.


 Da mesma maneira, que nos últimos anos, os pintores do além me visitam diariamente, a partir deste capítulo musical, do livro da minha vida, os músicos também tem vindo me cumprimentar. Inclusive, alguns vieram complementar o assunto emocional de sua vida, quando eu estava assistindo ao filme de sua biografia. Costumava dizer que no violino: Deus é meu professor, que tem me ajudado a aprender com o "Método da Adivinhação". Mas, começo a perceber, que Ele tem sido meu professor em outros instrumentos musicais também, ainda que eu não seja um bom aprendiz. A impressão que tenho é que este capítulo da música, que o maestro Sai Baba tem orquestrado, não se encerra nesta frase, nem nesta vida, muito menos, e principalmente, depois desta.


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“Todos os seres vivos são atores neste palco. Eles o deixam quando a cortina é abaixada ou quando seu papel acaba. Nesse palco, pode-se desempenhar o papel de um ladrão, outro pode ser escalado como um rei, um terceiro pode ser um palhaço e outro um mendigo. Para todos esses personagens na peça, só há Um que dá a deixa! Quem dá a deixa não virá ao palco dar a dica, à vista de todos. Se o fizer, o drama perderá o interesse. Portanto, mantendo-se atrás de uma tela na parte de trás do palco, Ele dá as deixas para todos os atores, independentemente do seu papel - seja ele um diálogo, discurso ou canção, justamente quando cada um mais necessita de ajuda. Da mesma forma, o Senhor está por trás da tela no palco da Criação (Prakriti), dando a dica para todos os atores em seus diversos papéis.”
Sathya Sai Baba

Um comentário:

  1. Boa tarde....desde que vi Sai Baba numa reportagem do Goulart de Andrade no programa Comando da Madrugada, onde ele acompanhou Sai Baba num passeio por uma praia, onde Sai Baba pedia que ele (Goulart de Andrade) indicasse um local na areia e de onde ao escavar apareciam estatuetas materializadas. E Curiosamente mencionei Sai Baba numa palestra que proferi em minha casa espírita, Grupo Espírita das Samaritanas de Poços de Caldas, exatamente no domingo do seu desencarne, sem ainda ter conhecimento disto. Realmente um espírito de muuuita luz que esteve presente entre nós. Infelizmente a mídia ocidental nada comentou sobre ele.

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O monólogo do artista passa a estabelecer diálogo com o público quando sua arte é comentada...