BRASIL


 A História do Brasil Contada por suas Bandeiras
Era uma vez...

Giov. D'And., 2013, maio, Forte do Leme, Rio de Janeiro, Brasil.
Inspiração na gente brasileira, no povo do suor, da batalha, da luta sangrenta, da lida dolorida da vida, nos salários-mínimos, nos mínimos que um salário não pode ter, na fome, na ruela descalçada, nas casas de barro levadas pelas enchentes, nos muitos filhos na beira do asfalto vendendo um "pelo amor de Deus" e um "compra tio, só pra me ajudar"; enquanto o alto poder, pode do alto dos aviões e dos carrões dirigir essa massa, representada pela Bandeira do Brasil, quase informe de fome dizer:
BRASIL, NÃO DESISTO NUNCA!

Assista ao vídeo: Giovanni D'Andrea 003 Brasil (ao asissssstir, após o desem, puli da cadeira para o final pra verde o desem... o mei tá chataum, ainda naum tava muito ligadu nessa paradinha de fazê víuldio...)

INFORMO QUE ESTA EXPOSIÇÃO DE BANDEIRAS, NO FORTE DO LEME, RIO DE JANEIRO, CUJA DATA FINAL HAVIA SIDO PRORROGADA DE AGOSTO PARA DEZEMBRO DE 2013, FOI NOVAMENTE PRORROGADA, PARA SETEMBRO DE 2014 E, POSTERIORMENTE, PRORROGADA PARA DATA FINAL INDETERMINADA.



Bandeira da República do Brasil  (1889...)


O Dec.-Lei nº 4, de 19.11.1889 reza que “considerando que as cores da nossa antiga bandeira recordam as lutas e as vitórias gloriosas do exército e da armada na defesa da pátria; considerando, pois, que nossas cores, independentemente da forma de governo simbolizam a perpetuidade e a integridade da Pátria entre as nações; decreta: a Bandeira adotada pela República mantém a tradição das antigas cores nacionais, verde-amarelo”. A expressão “Ordem e Progresso”, foi extraída da fórmula Positivista: “O amor por princípio, a ordem por base, o progresso por fim”. Dentro da esfera está representado o céu do Rio de Janeiro, no dia da Proclamação da República.


Projeto de Eurico de Goes (1908)

Representava o Brasil, através de um retângulo verde e losango amarelo; tendo no centro uma grande estrela branca com cinco pontas (República) e dentro um anel azulado com 21 estrelas (Império), uma esfera armilar de ouro (Reino) e a cruz de Cristo (Colônia). Seu segundo projeto, em 1933, teve a exclusão da esfera e da estrela grande e a inclusão do Cruzeiro do Sul, numa bola azul, dentro de uma cruz de Cristo maior.


Projeto do Barão do Rio Branco (1890)

Com a Proclamação da República muitos projetos foram criados. Este tinha faixas em diagonal com as cores das três raças. Na branca, um escudo azul (com 21 estrelas de prata na borda, em outro modelo) gravado um escudo verde menor, com a esfera armilar de ouro sobre a cruz de Cristo, como a do escudo imperial. Como timbre, um sol nascente de ouro.


Projeto de Silva Jardim (1890)

Continha os símbolos das forças da nação e da etnia. No fundo, listras horizontais representando as três raças. O escudo imperial rodeado de cana e café, culturas do Norte e do Sul. No centro, o globo atravessado pela âncora, representando o comércio e a força marítima. Sobre o escudo, o barrete frígio, caracterizando o proletariado.




Projeto de Júlio Ribeiro (1888)

Antes da República, este modelo já foi divulgado no jornal republicano “O Rebate” e depois como bandeira foi hasteado no Palácio do Governo, no dia da proclamação. São 13 listras horizontais, brancas e pretas, alternadas, quebradas as 5 primeiras e cantonada de vermelho; neste campo, sobre um globo branco, um mapa do Brasil em azul, entre quatro estrelas. Tornou-se símbolo paulista na Revolução Constitucionalista de 1932, por um Brasil melhor. Em 1946 foi adotada como emblema do Estado de São Paulo.










Bandeira Improvisada da República (projeto)


Muitos clubes republicanos menos radicais, usaram improvisadas bandeiras com o mesmo desenho da Bandeira Imperial, onde apenas a coroa foi substituída pelo barrete frígio ou por uma estrela de prata. Já o Cruzador Barroso utilizou com a estrela vermelha. Com o advento da República, o desenho da nova bandeira não teve aceitação geral; sendo que alguns projetos foram apresentados e rejeitados. O projeto de Floriano Peixoto, que era contrário à mudança deste símbolo da pátria, teve a coroa da bandeira substituída por uma estrela dourada.








Bandeira Provisória da República (15 a 19 Nov 1889)


Em 15.11.1889, a monarquia chega ao fim com o golpe militar comandado pelo Marechal Deodoro da Fonseca. No mesmo dia esta bandeira foi hasteada na redação do jornal “A Cidade do Rio”, após a proclamação da República, e, para desgosto do Imperador D. Pedro II, no navio “Alagoas”, que conduziu a família imperial ao exílio; não chegando a ser utilizada pelas Forças Armadas. Era uma variante da Bandeira do Clube Republicano Lopes Trovão, que tinha no canto superior esquerdo um quadrado de cor preta contendo 20 estrelas de prata, porém com mais uma, do Município Neutro, futuro Distrito Federal.




  


Bandeira Imperial do Brasil (1822 – 1889)

Desenhada por Debret, a Bandeira do Reino do Brasil foi criada em 18.09.1822 e sofreu alteração após quase três meses, transformando-se na Bandeira Imperial do Brasil, em 01.12.1822, por Dom Pedro I, após a Independência do Brasil e sua elevação à categoria de Império: “hei por bem ordenar que a Coroa Real que se acha sobreposta no escudo das armas estabelecido pelo meu imperial decreto de 18 de setembro do corrente ano, seja substituída pela Coroa Imperial [...]”.

Quadro representando 4 bandeiras.



Bandeira da República Juliana (1839)


Na guerra dos farrapos, nome dos que se revoltavam contra o governo, a Marinha tinha controle do porto de Rio Grande impedindo o acesso marítimo à província. Os revoltosos, com necessidade de um porto e sem poderem avançar, ocupam Laguna, SC e proclamam esta república, em 29.07.1839, conhecida como Catarinense ou Juliana, por causa do mês. O Império retoma Laguna em 15.11.1839, expulsando os revolucionários, incluindo a lendária Anita Garibaldi.




Bandeira da Sabinada (1837-1838)


Os baianos novamente se revoltaram e comandados pelo médico Francisco Sabino e por João Carneiro, unidos com a tropa da capital, por quatro meses controlaram a cidade, transformada em república, desligada do governo central. Em 15.03.1938, o general João Crisóstomo, com a tropa, num combate que causou 1.200 mortes e 2.000 prisões, retomou a situação. Com a maioridade do imperador-menino todos foram anistiados.




Bandeira da República Rio-Grandense (1836)


Desencadeada a Revolução Farroupilha, em 20.09.1835; em 11.09.1836, após a Batalha do Seival, o general Antônio S. Netto proclama esta república, com capital em Piratini. Luís Alves de Lima e Silva, futuro Duque de Caxias, é nomeado presidente da Província de São Pedro do Rio Grande e Comandante das Armas, em 1842, com 11.000 homens para opor resistência. O Tratado de Poncho Verde, acordo que pôs fim à revolução é assinado, por Caxias, em 01.03.1845.





Bandeira da Federação dos Guanaes (1832-1833)


Em Salvador, os rebeldes, liderados por Bernardo Miguel Guanaes Mineiro, em fev/1832, estabelecem um governo provisório, mas foram capturados. No Forte do Mar, em 26.04.1833, conseguem controlar a fortificação onde se encontravam prisioneiros, bombardeiam a capital Salvador e proclamam a derrubada do governo provincial. A bandeira novamente é erguida, mas se rendem após 3 dias.





Bandeira do Regime Constitucional (1821 – 1822)


Bandeira usada sob o regime constitucional instaurado em Portugal logo após a Revolução Constitucional do Porto, em 24.08.1820, que exigiu o retorno de D. João VI, prevalecendo em Portugal os ideais liberais da Revolução Francesa, abolindo a monarquia absoluta e instituindo o regime constitucional. Em 1821 o rei retornou, não como um rei absolutista, mas, como rei de uma monarquia constitucional. Em 21.08.1821, as Cortes decretaram um novo pavilhão, que foi a última bandeira lusa a tremular em solo brasileiro, pois um ano depois o Brasil se separaria de Portugal definitivamente.






Bandeira do Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarve (1816 – 1821)


Bandeira do período de D. João VI; foi criada quando dada nova forma ao Estado Português em Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarve. Sua criação foi uma forma legal de escapar das pressões diplomáticas do Congresso de Viena, que proibia que uma nação europeia tivesse sua capital fora da Europa. Como a capital portuguesa era o Rio de Janeiro, desde 1808, para sair do impasse cria-se um Reino composto, sendo que o Reino de Portugal voltava a ter sua capital em Lisboa e estava ligado a um outro Reino não-europeu, com a capital no Rio de Janeiro. Seu uso foi abandonado em agosto de 1821.






Bandeira do Reino Unido do Brasil (1816 - 1821)


D. João VI elevou o Principado do Brasil à condição de Reino e no decreto de 13.05.1816 estabeleceu que: “por graça de Deus [...]  me apraz ordenar o seguinte: I – Que o Reino do Brasil tenha por Armas uma Esfera Armilar de Ouro em campo azul.” É pouco mencionada, pois, utilizava-se mais a bandeira do Reino Unido, já que a capital deste era no Brasil.

Quadro representado 4 bandeiras.



Bandeira da Revolução Acreana (1899 - 1903)


Foi a disputa pelo que hoje é o Acre, num conflito que durou cerca de 4 anos, em que por 3 vezes foi proclamada a autonomia da República do Acre, sendo todas dissolvidas. Esta revolução chegou ao fim com a assinatura do Tratado de Petrópolis, em 1903, pelo qual a Bolívia cedeu o território ao Brasil (e o Peru aceitou a divisão de fronteiras) em troca de 2.000.000 libras esterlinas e da construção da ferrovia Madeira-Mamoré.



Bandeira da Confederação do Equador (1824)


Em 02.07.1824, no Recife, ainda tomado pelo ideal de libertação da Insurreição de 1817, foi proclamada a Confederação do Equador, à qual aderiram Ceará, Paraíba, Rio Grande do Norte e o interior do Piauí; que foi contra os ideais da Constituição de 1824. Foram executados 11 confederados por crime de rebelião contra a Majestade Imperial. Na bandeira, sobre o quadrado ficava a mão da Justiça com o olho da providência, sendo o ramo de algodão e de cana-de-açúcar as riquezas do nordeste.




Bandeira da Revolução Pernambucana (1817)


Insatisfeitos com a permanência do governo português e com a prisão de parte dos envolvidos na Conjuração dos Suaçunas, um projeto de revolta, em 1801; este movimento eclodiu em 06.03.1817 e instalou uma junta de governo republicano, com 5 membros representando: os senhores de terras, os comerciantes, os militares, os magistrados e o clero. Paraíba e Rio Grande do Norte aderiram ao movimento, por isto as 3 estrelas na bandeira. Durou 75 dias, até a derrota, pelas tropas oficiais.



Bandeira da Conjuração Baiana (1798)


Ou Revolta dos Alfaiates (profissão de muitos envolvidos). A insatisfação popular com o domínio de Portugal, os preços, os excessivos tributos e a escravidão culminaram numa panfletagem, em 12.08.1798, defendendo uma “República Bahiense”. Um dos integrantes delatou o movimento e a força militar prendeu os revoltosos. Os pobres, negros e mulatos foram condenados à morte, prisão perpétua ou degredo na África, já os brancos e ricos foram absolvidos.





Bandeira da Inconfidência Mineira (1792)


Teve sua força durante o movimento revolucionário pela libertação, promovido por José Joaquim da Silva Xavier, vulgo Tiradentes. Traído por um oficial português, Joaquim Silvério dos Reis mostrou o local das reuniões e os cabeças do grupo foram presos. Tiradentes inocentou os companheiros e atribuiu a si toda a culpa, e, em 21.04.1792 foi enforcado. A inscrição significa “liberdade ainda que tardia”. Nossa liberdade de Portugal chegou em 07.09.1822, trinta anos após a morte do mártir. Era inicialmente verde, mas foi adotada pelo estado de Minas Gerais, em 1963, com o triângulo vermelho.






Bandeira para a Índia e América


Pavilhão particular elaborado para marcar a presença de Portugal nesses dois impérios ultramarinos: o império do Brasil, ou da América, como era chamado, e o império da Índia. O escudo e a coroa português, simbolizam o poder real sobre a colônia, a esfera armilar, representa as terras conquistadas pela navegação, e, um jesuíta segurando uma cruz e um livro fechado, mostra a fé católica levada pelos portugueses nas terras descobertas e conquistadas.







Bandeira Real Século XVII (1600 – 1700)


Foi usada como símbolo oficial do Reino ao lado da Bandeira da Restauração, a do Principado do Brasil e da Bandeira de D. Pedro II, de Portugal. Conta a lenda que Afonso Henriques (1130-1185) sonhou com Cristo que lhe deu a missão de transformar o condado em monarquia e zelar pela religião cristã, e, que fizesse de suas cinco chagas um símbolo que deveria figurar nas armas da monarquia. A cruz formada no centro por cinco escudetes azuis tem em cada um deles as chagas representadas por cinco besantes em branco, antiga moeda de Bizâncio.








Bandeira de D Pedro II, Imperador (1683 - 1706)


Assumindo o trono, D. Pedro II adotou uma nova bandeira, como Imperador. Essa bandeira possui o escudo real encimado pela coroa real fechada, mas com uma nova forma, colocados em um campo retangular verde, que voltaria a surgir na Bandeira Imperial, conservado na bandeira atual republicana.







Bandeira de D. Pedro II, Regente (1667 – 1683)


D. João IV faleceu em 1656 e a coroa foi dada a seu filho Afonso VI, que só assumiu o trono um ano após sua maioridade, em 1662. Em 1667, seu irmão, D. Pedro II convenceu-o a abdicar a seu favor e passou a governar Portugal como Regente. Como símbolo de sua Regência, criou uma nova bandeira. Até a morte de seu irmão em 1683, adotará essa bandeira como forma de distinção à bandeira utilizada por seu irmão.







Bandeira do Principado do Brasil (1645 – 1816)


O primeiro pavilhão elaborado especialmente para o Brasil, elevado à categoria de Principado, por D. João IV que conferiu a seu filho Teodósio o título de “Príncipe do Brasil”, distinção transferida aos demais herdeiros presuntivos da Coroa Lusa. Foi adotado como emblema pessoal por Dom Manuel I, o Venturoso, em comemoração pela descoberta do caminho marítimo para as Índias.






Bandeira da Restauração (1640 – 1683)



Durante o reinado de Felipe IV, com a revolta dos portugueses, a coroa foi restituída a um monarca português, D. João IV, por isso esta bandeira também é conhecida como “Bandeira de D. João IV”. Foi instituída logo após o fim do domínio espanhol, para caracterizar o ressurgimento do Reino Lusitano, recuperando sua independência sob a Casa de Bragança. O fato mais importante que presidiu foi a expulsão dos holandeses de nosso território.





Bandeira da Revolução de 1640


Conhecida como extra-oficial, trata-se da bandeira da revolução que culminou com a independência de Portugal em 01.12.1640 e a Aclamação de D. João IV, iniciando a dinastia de Bragança. Após a restauração passou a ser muito popular, usada lado a lado com a bandeira oficial do Reino, criada por D. João IV, especialmente em datas festivas.






Bandeira do Brasil Holandês (1624 – 1654)



Com a decisão da União Ibérica de cortar o acesso dos Países Baixos ao açúcar vindo do Brasil, os holandeses tomam parte da colônia portuguesa no Brasil, no litoral do Nordeste, maior região produtora de açúcar, entre 1624 e 1661. Esta bandeira deixou de ser usada após a retomada portuguesa de Recife, em 1654.






Bandeira do Domínio Espanhol (1616 – 1640)

Foi criada em 1616 no governo do rei espanhol Felipe II, para Portugal e suas colônias, assistiu às invasões holandesas no Nordeste e ao início da expansão bandeirante, propiciada, em parte, pela União Ibérica (1580-1640). Isso aconteceu porque D. João III não deixou filhos, então D. Sebastião, seu neto, teve que assumir o trono. Em 1578, com a morte do rei, problemas sucessórios e lutas entre facções portuguesas levam o Rei Filipe II, da Espanha, neto de D. Manuel, a assumir também o trono português. Tem início a dinastia filipina em terras lusitanas.





Bandeira da França Equinocial (1612 – 1615)


A expedição francesa seguindo os planos de colonização do Novo Mundo desembarcou no atual estado do Maranhão com cerca de 500 colonos divididos em três navios. Daniel de Ravardiére inaugura em 06.09.1612 o Forte Saint Louis de Maragnan. Assim, a flâmula das flores-de-lis, símbolo da monarquia francesa, foi hasteada pela primeira vez no Maranhão, em meio aos tupinambás. Em inferioridade numérica e não havendo como resolver diplomaticamente, os franceses se retiraram, erradicados pelos luso-brasileiros, em 03.12.1615.







Bandeira da França Antártica (1555 – 1560)


Aportando em solo brasileiro em 10.11.1555, com cerca de 100 homens, em dois navios, o líder da expedição francesa, Nicolas Durand de Villegagnon, procurou implantar na Baía de Guanabara uma colônia, chamada de França Antártica. Alguns historiadores afirmam que o propósito era estabelecer refúgio seguro aos calvinistas perseguidos na Europa. Esta tentativa de colonização foi erradicada pelo 3º Governador-Geral, Men de Sá. Os remanescentes que se refugiaram nas tribos indígenas foram liquidados pelo sobrinho, Estácio de Sá, quando da fundação da cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro.






Bandeira de D. João III (1521 - 1616)


Com o falecimento de D João II, em 1521, seu filho D João III, o Colonizador, devido às grandes expedições exploradoras, assumiu o trono até 1577, implantou o sistema de Capitanias Hereditárias, o Governo-Geral, na Bahia, e a posterior divisão do território brasileiro em dois governos, com a outra sede no Maranhão, além disso criou uma nova bandeira.





Bandeira Pessoal de Dom Manuel I (1495-1521)


Em Portugal, alguns reis quiseram adotar uma bandeira de uso pessoal, além das tradicionais  representativas da nacionalidade. Em seu reinado, Dom Manuel I, criou esta bandeira pessoal, também usada nos marcos de nova posse. No Brasil foi utilizada na cerimônia da primeira missa, pois segundo Caminha: “Plantada a cruz, com as marcas e a divisa de Vossa Alteza, que primeiro lhe haviam pregado, armaram altar ao pé dela”.








Bandeira Real (1500 – 1521)


Pavilhão oficial do Reino Português, foi criada durante o reinado de D João II, o Príncipe Perfeito, que reinou de 1481 a 1495, e, com seu falecimento foi adotada pelo novo rei, seu filho D. Manuel I, o Venturoso, até 1521. Esta bandeira estava presente nas naus do descobrimento do Brasil, até 1521, além da Bandeira da Ordem de Cristo.


Bandeira da Ordem de Cristo (1332 – 1651)

A Ordem de Cristo, instituição militar e religiosa, patrocinou as navegações. Esta bandeira não era a real de Portugal, era como uma insígnia naval, hasteada em todas as terras reclamadas pela coroa portuguesa na África, Ásia e América. Presente no descobrimento e nas velas da frota de Pedro Álvares Cabral, foi a primeira hasteada e foi exposta no altar da Primeira Missa rezada no Brasil. Seu uso foi abandonado com as Capitanias Hereditárias, pois cada donatário tinha seu próprio brasão.

Assim, contamos a História do Brasil... E por ter relação com o assunto, inserimos este adendo:




Pindorama, 76x101cm, Mista sobre Tela

Inspiração no descobrimento das terras brasileiras, inicialmente descobertas por Alonso Ojeda e Cosa em 1499, por Vicente Yañez Pinzón em janeiro de 1500, e, finalmente em março de 1500 por Pedro Álvares Cabral com o descobrimento da ilha de Vera Cruz, por isto o simbolismo das três caravelas representadas na tela; com o mapa do Brasil e do mundo; nos índios brasileiros (nossos nativos, nossa gente); no Cruzeiro do Sul (espécie de bússola) e na Bandeira do Brasil com o trecho da mensagem: Ordem e Progresso, afinal ordem já é sinal de progresso...



Brasão do Duque de Caxias

O Brasão de Armas de Duque de Caxias, patrono do Exército, reúne as armas das famílias: Silva, Fonseca, Lima, Soromenho, Silveira e Brandão, com o escudo encimado pela coroa ducal. Luís Alves de Lima e Silva, quando tenente, foi nosso primeiro porta-bandeira, quando, em 01.11.1822, D. Pedro I entregou-lhe a Bandeira Imperial, idealizada pelo pintor Debret.

Descrição, em heráldica: Partido de dois traços e cortado de um: o primeiro de prata, um leão púrpura, rompente, armado de azul; o segundo de ouro, carregado de cinco estrelas de vermelho postas em aspa; o terceiro de ouro, quatro palas de vermelho; o quarto de azul com cinco flores-de-lis (ou velas) de ouro postas em aspa; o quinto de prata, uma pereira de verde firmada em terreno do mesmo, com um crescente de ouro e uma flor-de-lis do mesmo; o sexto de vermelho, quatro faixas de ouro; e por diferença uma brica de prata com um farpão de negro.