segunda-feira, 21 de novembro de 2016

03 Bandeiras do Giov., Museu da República e Jornal da Band.

Veja, no Jornal da Band, o trabalho dos restauradores no dia da bandeira

19 de novembro é o "dia da bandeira". Nos 127 anos do símbolo nacional, restauradores cariocas tem um trabalho especial como presente de aniversário.

PS. Que doideira, três bandeiras do giov. d'and. fizeram uma pontinha na reportagem, sem terem sido restauradas...

Para ver a coleção completa visite o Forte do Leme (que, por incrível que pareça, fica no Leme, juro) e ou acesse a página BRASIL, deste SEU blog, aqui...

terça-feira, 9 de agosto de 2016

COMUNICADO

COMUNICADO AOS VISITANTES DESTE BLOG

Agradeço a visita e comunico que a página "frases" simplesmente teve seu conteúdo totalmente desaparecido e no mesmo espaço foi criado ou apareceu ou eu cliquei em algum comando que desconheço, não sei, uma cópia idêntica da página "BABA". Que já não está mais idêntica, porque aos poucos vou atualizando a página original de nome "BABA".

Não cheguei a fazer cópia de segurança da página "frases", que contava com mais de 800 frases, mas como realizei algumas postagens (nesta página inicial) com o conteúdo de frases, terei como recuperar algumas das frases.

O conteúdo inteiro? Já tenho na conta do perdido. A menos que Deus interceda...

Se fiquei triste? Claro que não, ficaria se não tivesse feito tudo a meu alcance para manter o registro, antes e depois da perda.

Por que não fiz cópia de segurança ? Por incrível que pareça, foi falta de tempo, porque não é um tempo preciso, pois a página não é estática, pois além de serem inseridas novas frases, quando percebo um pequeno erro, como por exemplo uma vírgula fora do lugar, teria que atualizar o backup também e aí... O tempo, o vento leva... Volte sempre!

VOLTEI... EU JÁ HAVIA PROCURADO (ENQUANTO ESTAVA NA RUA) PELO ANDROID QUE É RUIM A VISUALIZAÇÃO, AGORA PROCUREI (ENQUANTO EM CASA) NO WINDOWS E CONSEGUI LOCALIZAR AS FRASES, COM EXCEÇÃO DA ÚLTIMA (MOISÉS). EM BREVE ESTARÃO NO AR NOVAMENTE.

A página de FRASES 1 foi perdida e no seu lugar foi gerada, involuntariamente uma réplica da página BABA. Criei a página FRASES 2, com a recuperação das frases (de 01 a 854) que consegui localizar, apesar de eu não haver feito cópia de segurança. Após criar a página FRASES 2, não consegui mais alterá-la, por isto a página de continuação leva a numeração 3 (com frases a partir do 855), pois não estou conseguindo alterar nem mesmo o nome da página para ter , no início, o nome FRASES 1. Resumindo: As frases começam na página FRASES 2 e continuam na página FRASES 3.

segunda-feira, 1 de agosto de 2016

Pintura Medúnica (convite)


Associação Espírita Obreiros do Bem 
Mantenedora do Hospital Pedro de Alcântara 
Setor Captação de Recursos e Divulgação 
(21) 3293-2400 / (21) 2273-3366

terça-feira, 19 de julho de 2016

Sai Baba, Krishna e Rama

ROSAS DE VERÃO
NAS MONTANHAS AZUIS


Discursos de BHAGAVAN SRI SATHYA SAI BABA durante o Curso de Verão de 1976, realizado para estudantes (cerca de 800) de toda Índia, em 1976, os
“futuros cidadãos do país”, em Ootacamund sobre
CULTURA INDIANA E ESPIRITUALIDADE.


Em um discurso, há alguns anos, Sathya Sai Baba se definiu como Educador. Mencionou na ocasião Suas duas primeiras encarnações anteriores – Rama e Krishna – e assinalou em que elas foram diferentes.

Como Rama, com suas próprias mãos, destruiu o mal, representado pelo terrível demônio Ravana, que dominava a ilha hoje chamada Ceilão. O dharma, defendido por Rama, sua esposa Sita, seus irmãos e seus aliados, reinava no continente, na Índia. Assim, o mar se interpunha entre o dharma. O poema épico Ramayana conta como Ele e suas hostes atravessaram o mar e libertaram Sita, que fora seqüestrada pelo grande inimigo do bem e finalmente destruíram Ravana.

Em uma época mais recente, Krishna teve de cumprir a missão de restaurar o domínio do dharma e destruir os príncipes maléficos, os irmãos Kauravas, usurpadores do poder dos irmãos Pandavas, que representavam o bem. O mal e o bem já não estavam separados pelo mar, mas na mesma família. Pandavas e Kauravas eram primos. Na batalha de Kuruskshetra, onde dos dois lados se chocaram, Krishna, que tentara uma solução diplomática e fora rejeitado pelos perversos donos do poder, esteve presente, como condutor da carruagem de Arjuna, comandante das forcas do bem. Desta vez, o Avatar não teve Ele mesmo de matar os demônios, mas conforme se vê na Bhagavad Gita, deu a Arjuna um apoio totalmente indispensável à Sua Missão – destruir o mal, dizimando os diabólicos príncipes Kauravas.

Após mostrar que, como Rama, tivera de matar os demônios com as próprias mãos, pois os dois lados estavam muito distanciados, e que, como Krishna, porque o bem e o mal estavam na mesma família, pessoalmente não matara, mas dera os incentivos para que seu parente e discípulo Arjuna o fizesse, Baba comentou que nos dias atuais o bem e o mal já não têm uma distância que os separe, pois ambos estão dentro de cada pessoa. O santo e o perverso se conflitam no âmago de todos nós. Sendo assim, como destruir somente o mal sem destruir junto o bem? Não há condições de destruir o mal e preservar o bem. Se o fizesse, dizimaria toda a humanidade. A única forma de reimplantar o dharma e destruir o adharma é o Avatar atuar como educador de todos os homens.

Trecho do Prefácio, escrito pelo Professor José Hermógenes.

domingo, 24 de abril de 2016

BADALADAS CERTAS E ERRADAS (efeitos físicos)


Relógio trazido por Sai Baba, na forma Jota (frase 469)





Frase 849 - 17.04.2016: Convidei algumas pessoas (relacionadas à frase 848), para lancharmos na minha residência e conversarmos mais sobre Jota (469) e alguns objetos, que Ele me trouxe. A médium, neste dia, viu alguns pintores espirituais e novamente viu Sai Baba, na forma de Shirdi, Sua encarnação anterior (Sobre Suas encarnações, ver frases 105, 231 e 232). Relatei o que já falara em público e escrevi na frase 800. O relógio, trazido por Jota, estava parado, fui dar corda e pedi para filmarem. Todos sabemos que para haver alguma manifestação mediúnica (física ou intelectual) é necessário a presença dos espíritos; e ao solicitar que filmassem eu esqueci o mais importante, pedir ao Sai Baba para realizar esta leela (brincadeira divina e instrutiva). Ou seja, médium nenhum no mundo pode dar garantia de êxito, já que não é o médium a causa do efeito e sim a mente espiritual que o comanda. Foi engraçado, mas mesmo sem eu pedir, Sai Baba não me decepcionou na frente destes amigos. O comum deste relógio é bater errado enquanto estou acertando a hora, após dar corda, depois ele se corrige "sozinho" (sem a ajuda física de ninguém) e se mantém correto, enquanto tem corda.


Frase 800 - BADALADAS - Duas amigas estiveram em minha casa por poucos dias, então uma delas me perguntou se o relógio (trazido por Jota, frase 469) estava com defeito e eu disse que não, pois eu é que na pressa cotidiana não dou corda a ele. Fui ajustar o ponteiro da hora, que estava parado próximo ao número 5, sendo que quando o ponteiro de minutos passa pelo 6, bate uma única vez. Com o ponteiro dos minutos nada aconteceu, mas com o das horas aconteceu assim: No 5, soaram 3 badaladas, no 6, soaram 5 badaladas, no 7, soaram 3 e a partir do 8 regularizou, pois soaram 8 badaladas e manteve o número correspondente e continua certo. Eu já havia reparado isso várias vezes e minha mãe também, até com mais de 12 badaladas, inclusive quando já está com corda, depois volta ao normal, chega a ser bem engraçado, essa leela ou lila (ver 400, 139 e outras). Outras pessoas também já testemunharam este tipo engraçado de fenômeno físico.

Frase 658 - DEUS LOKI: Na despedida deste 07.11.2014, Sai Baba, na forma Jota (469) me perguntou, quando fui amarrar o cadarço do tênis que uso com mais frequência, se o mesmo estava desamarrando toda hora. Sim, concordei. Na verdade eu já estava achando que Sai Baba colocou uma espécie de cera que não segura o laço. Muito além da seriedade que marcam Suas décadas na Índia, Ele, amor e carinho potencial, faz de tudo para agradar Seus devotos. No meu caso em particular Ele sabe o quanto gosto, fora as maldades, das brincadeiras que são inocentes atribuídas ao Deus Loke. Em razão disto, mentalmente Ele já havia me dito que faria algumas pequenas brincadeiras, como derrubar algum objeto, o que acontece não somente a partir de minhas mãos, mas, por exemplo, de uma prateleira de supermercado, sem o alcance de minhas mãos. É sabido nos meios espiritualistas que este tipo de brincadeira espiritual é realizada por espíritos de baixa categoria evolutiva, mas neste caso Ele apenas quer me mostrar o quanto me ama, o quanto me conhece, claro que é extensivo a cada pessoa da humanidade encarnada ou não. Independente de serem lilas (brincadeiras divinas) instrutivas, fazem-me um bem incalculável, saber que nunca estou só na multidão.

SE A VIDA É ALEGRIA, O ESPIRITISMO, ASSIM COMO QUALQUER OUTRA RELIGIÃO, DEVE SER MOVIDO PELA ALEGRIA...

quarta-feira, 30 de março de 2016

REUNIÃO PÚBLICA DE ESTUDOS DOUTRINÁRIOS (Os Agêneres)


MANTENEDORA DO HOSPITAL PEDRO DE ALCÂNTARA

Endereço: Rua Santa Alexandrina, 667 - Rio Comprido, Rio de Janeiro - RJ, 20261-235
Telefone:(21) 2273-8142

QUARTA  * REUNIÃO PÚBLICA DE ESTUDOS DOUTRINÁRIOS

Horário: 20h às 21h
Coord: Francisco José e Regina Célia

Data: 30.03.2016
Palestrante: Giovanni D'Andrea
Tema: Os Agêneres

PS. Não será apresentação de pintura mediúnica. Mas caso tenha interesse em adquirir algum quadro, cuja renda é em benefício desta Associação, basta entrar em contato com a mesma.

Autor: Claude Monet.

Autor: Jackson Pollock

Autor: Mário Zanini.

segunda-feira, 14 de março de 2016

Wolfgang Amadeus MOZART (sua casa em Júpiter) 2/2.

Revista Espírita (Jornal de Estudos Psicológicos), de agosto e setembro de 1858, sob a direção de Allan Kardec.

Observações a Propósito dos Desenhos de Júpiter

[...] desenho de uma habitação de Júpiter, executado e gravado pelo Sr. Victorien Sardou como médium, ao qual acrescentamos o artigo descritivo que  teve a gentileza de escrever [...] o autor não sabe desenhar nem gravar, e que o desenho que oferecemos foi por ele gravado em água forte, sem modelo nem ensaio prévio, em nove horas. Supondo  que esse desenho seja uma fantasia do Espírito que o traçou, o simples fato de sua execução não seria um fenômeno menos digno de atenção [...] Não se poderia dizer o mesmo dos astrônomos, que igualmente sondam os espaços, e perguntar qual seria a utilidade, para o bem da Humanidade, saberem calcular com precisão rigorosa a parábola de um astro invisível? Nem todas as ciências têm um interesse eminentemente prático; entretanto, a ninguém ocorre tratá-las com desdém, porque tudo que amplia o círculo das ideias contribui para o progresso. Dá-se o mesmo com as comunicações espíritas, ainda que escapem ao círculo acanhado da nossa personalidade.

Desenho psicopictografado (mediúnico), assinado pelo Espírito Bernard Palissy, célebre oleiro do século XVI. 

Habitações do Planeta Júpiter

Se há um fato que gera perplexidade entre certas pessoas convencidas da existência dos Espíritos – não nos ocuparemos aqui das outras – é seguramente a existência de habitações em suas cidades, tal como ocorre entre nós. Não me pouparam de críticas: “Casas de Espíritos em Júpiter!... Que gozação!...” – Que seja, nada tenho a ver com isso. Se o leitor aqui não encontra, na verossimilhança das explicações, uma prova suficiente de sua veracidade; se, como nós, não se surpreende com a perfeita concordância das revelações espíritas com os dados mais positivos da ciência astronômica; numa palavra, se não vê senão uma hábil mistificação nos detalhes que se seguem e no desenho que os acompanha, eu o convido a pedir explicação aos Espíritos, de quem sou apenas o instrumento e o eco fiel. Que ele evoque Palissy ou Mozart, ou outro habitante desse mundo bem-aventurado; que sejam interrogados, que minhas afirmações sejam controladas pelas suas; que, enfim, discutam com eles. Quanto a mim, apenas apresento  o que me foi dado, repetindo somente o que me foi dito. E, por esse papel absolutamente passivo, creio-me ao abrigo tanto da censura quanto do elogio.

[...] Como nós, e melhor que nós, os habitantes de Júpiter têm seus lares comuns e suas famílias, grupos harmoniosos de Espíritos simpáticos, unidos no triunfo depois de o haverem sido na luta. Daí as moradas tão espaçosas, que podemos chamar, merecidamente, de palácios. Como nós, ainda, esses Espíritos têm suas festas, suas cerimônias, suas reuniões públicas, o que explica a existência de edifícios especialmente destinados a essas finalidades. Finalmente, devemos encontrar nessas regiões superiores toda uma Humanidade, ativa e laboriosa como a nossa, como nós submetida a leis, necessidades e deveres, com a só diferença de que o progresso, rebelde aos nossos esforços, torna-se conquista fácil para os Espíritos que já se despojaram de nossos vícios terrestres. Não deveria ocupar-me aqui senão da arquitetura de suas habitações; contudo, para a exata compreensão dos detalhes que se seguem, uma palavra de explicação não será inútil.

[...] O corpo desses Espíritos, como aliás o de todos os que habitam Júpiter, é de uma densidade tão leve que só encontra termo de comparação nos fluidos imponderáveis: um pouco maior do que o nosso, do qual reproduz exatamente a forma, embora mais pura e mais bela, ele se nos apresentaria sob a aparência de um vapor, termo que emprego a contragosto, por designar uma substância ainda muito grosseira; de um vapor, dizia eu, impalpável e luminoso... luminoso sobretudo nos contornos do rosto e da cabeça, porquanto ali a inteligência e a vida irradiam-se como um foco muito ardente. E é justamente esse brilho magnético, entrevisto pelos visionários cristãos, que nossos pintores traduziram pelo nimbo ou auréola dos santos.

Compreende-se que um tal corpo em nada dificulte as comunicações extramundanas desses Espíritos, permitindo-lhes, em seu planeta, um deslocamento pronto e fácil. Ele se subtrai tão facilmente à atração planetária, e sua densidade difere tão pouco daquela da atmosfera, que nela pode agitar-se, ir e vir, descer ou subir ao capricho do Espírito e sem outro esforço senão a vontade. Assim, algumas personagens que Palissy teve a gentileza de me fazer desenhar estão representados tocando o solo levemente ou a superfície das águas, ou ainda bastante elevadas no ar, com inteira liberdade de ação e de movimentos que atribuímos aos anjos. Quanto mais depurado o Espírito, tanto mais fácil é essa locomoção, o que se concebe sem dificuldade; nada também é mais fácil aos habitantes do planeta do que avaliar, logo à primeira vista, o valor de um Espírito que passa; dois sinais falarão por ele: a altura de seu voo e a luz mais ou menos brilhante de sua auréola.

[...] “No maior de nossos continentes – diz Palissy – em um vale de setecentas a oitocentas léguas de largura, para contar como vós, um rio magnífico desce das montanhas do norte e, engrossado por uma porção de torrentes e de ribeirões, forma em seu percurso sete ou oito lagos, dos quais o menor mereceria entre vós o nome de mar. Foi sobre as margens do maior desses lagos, por nós batizado com o nome de Pérola, que nossos antepassados lançaram os primeiros fundamentos de Julnius. Essa cidade primitiva ainda existe, venerada e guardada como preciosa relíquia. Sua arquitetura difere muito da vossa. Explicar-vos-ei tudo isso em seu devido tempo; por ora ficai sabendo que a cidade moderna está apenas a algumas centenas de metros abaixo da antiga. Limitado entre altas montanhas, o lago se derrama no vale por oito enormes cataratas, que formam outras tantas correntes isoladas e dispersas em todos os sentidos. Com o auxílio dessas correntes, cavamos na planície uma porção de riachos, canais e pequenos lagos, reservando a terra firme apenas para nossas casas e jardins. Disso resultou uma espécie de cidade anfíbia, como vossa Veneza e da qual, à primeira vista, não se poderia dizer se está construída na terra ou sobre a água. Nada vos direi hoje de quatro edifícios sagrados, construídos sobre a própria vertente das cataratas, de sorte que a água jorra aos borbotões de seus pórticos: são obras que vos pareceriam incríveis em grandeza e em ousadia. “É a cidade terrestre que descrevo aqui, de certo modo material, a cidade das ocupações planetárias, a que chamamos, enfim, de Cidade baixa. Tem suas ruas ou, melhor dizendo, seus caminhos traçados para o serviço interno; tem suas praças públicas, seus pórticos e suas pontes lançadas sobre canais para a passagem dos serviçais. Mas a cidade inteligente, a cidade espiritual, a verdadeira Julnius, finalmente, não se encontra na Terra: é preciso que se a procure no ar.

“O corpo material dos animais incapazes de voar necessita de terra firme; mas o que o nosso corpo fluídico e luminoso exige é uma habitação aérea como ele, quase impalpável e móvel, a nosso bel-prazer. Nossa habilidade resolveu esse problema, auxiliada pelo tempo e pelas condições privilegiadas que o Grande Arquiteto nos havia concedido. Compreende bem que essa conquista dos ares era indispensável a Espíritos como os nossos. Nosso dia tem a duração de cinco horas, e nossa noite igualmente dura o mesmo tempo; mas tudo é relativo e, para seres aptos a pensar e a agir como o fazemos, para Espíritos que se compreendem pela linguagem dos olhos e que sabem comunicar-se magneticamente a distância, nosso dia de cinco horas já igualaria uma de vossas semanas. Em nossa opinião era ainda muito pouco; e a imobilidade da morada, o ponto fixo do lar eram um entrave para todas as nossas grandes obras. Hoje, pelo deslocamento rápido dessas moradas de pássaros, pela possibilidade de nos transportarmos, bem como os nossos, a tal ou qual endereço do planeta e à hora do dia que nos apraza, nossa existência pelo menos dobrou e, com ela, tudo quanto se possa conceber de útil e de grandioso.

“Em determinadas épocas do ano – aduz o Espírito – em certas festas, por exemplo, verás aqui o céu obscurecido pela nuvem de habitações que nos vem de todos os pontos do horizonte. É um curioso agregado de moradias esbeltas, graciosas, leves, de todas as formas, de todas as cores, equilibradas em diferentes alturas e continuamente em marcha, da cidade baixa para a cidade celeste: alguns dias depois, faz-se o vácuo pouco a pouco e todos esses pássaros desaparecem.

“Nada falta nessas moradas flutuantes, nem mesmo o encanto da verdura e das flores. Refiro-me a uma vegetação que não encontra paralelo entre vós, de plantas e até de arbustos que, pela natureza de seus órgãos, respiram, alimentam-se, vivem e se reproduzem no ar.

“Temos – diz ainda o mesmo Espírito – esses tufos de flores enormes,  cujas formas e matizes nem podeis imaginar, e de uma leveza de tecido tão delicada que os torna quase transparentes. Balançando no ar, sustentados por grandes folhas e munidos de gavinhas semelhantes às da videira, reúnem-se em nuvens de mil tonalidades ou se dispersam ao sabor do vento, oferecendo um espetáculo encantador aos viandantes da cidade baixa... Imagina a graça dessas jangadas de verdura, desses jardins flutuantes que nossa vontade pode fazer e desfazer e que, algumas vezes, duram toda uma estação! Longas fieiras de lianas e de ramos floridos  destacam-se  dessas alturas e se dependuram até o solo; cachos enormes se agitam, despetalando-se e liberando perfume... Os Espíritos que se deslocam no ar param à sua passagem: é um lugar de repouso e de encontro, ou, se quisermos, um meio de transporte para terminar a viagem sem fadiga e em boa companhia.”

Um outro Espírito estava sentado sobre uma dessas flores no momento em que o evoquei. Disse-me ele: “Neste instante é noite em Julnius, e me encontro sentado a distância sobre uma dessas flores aéreas que aqui desabrocham somente à claridade de nossas luas. Sob meus pés, toda a cidade baixa está entregue ao sono; sobre minha cabeça e ao meu redor, contudo, e a perder de vista, não há senão movimento e alegria no espaço. Dormimos pouco: nossa alma encontra-se muito desprendida para que as necessidades do corpo a tiranizem, e a noite é feita mais para os nossos servos do que para nós. É a hora das visitas e das longas conversas, dos passeios solitários, dos devaneios, da música... Só vejo moradas aéreas, resplandecentes de luz, ou guirlandas de folhas e flores carregadas de bandos alegres... A primeira de nossas lua ilumina toda a cidade baixa: é uma luz suave, comparável à dos vossos luares; mas, ao lado do lago, a segunda se eleva, emitindo reflexos esverdeados que dão a todo o rio o aspecto de um vasto prado...”

É sobre a margem direita desse rio, diz o Espírito, “cuja água te ofereceria a consistência de um leve vapor”, que está construída a casa de Mozart, que por meu intermédio Palissy houve por bem reproduzir sobre o cobre. Só apresento aqui a fachada sul. A grande entrada fica à esquerda, dando para a planície; à direita fica o rio; os jardins estão localizados ao norte e ao sul. Perguntei a Mozart quais eram seus vizinhos. – “Mais acima – disse ele – e mais embaixo, dois Espíritos que não conheces; mais à esquerda, apenas uma grande campina me separa do jardim de Cervantes.”

Como as nossas, portanto, a casa tem quatro faces, laborando em erro se disso fizéssemos uma regra geral. É construída com certa pedra que os animais extraem das pedreiras do norte e cuja cor o Espírito compara a esses tons esverdeados que muitas vezes toma o azul do céu no momento em que o sol se põe. Quanto à sua rigidez, podemos fazer uma ideia por essa observação de Palissy: “que ela se fundiria sob a pressão de nossos dedos humanos tão depressa quanto um floco de neve; mesmo assim, ainda é uma das matérias mais resistentes do planeta! Nessas paredes os Espíritos esculpiram ou incrustaram estranhos arabescos, que o desenho procura reproduzir. São ornamentos gravados na pedra e coloridos em seguida, ou incrustações que restabelecem a solidez da pedra verde,  através de um processo que no momento desfruta de grande popularidade e que nos vegetais conserva toda a graça de seus contornos, toda a delicadeza de seus tecidos, toda a riqueza de seu colorido. E o Espírito acrescenta: “Uma descoberta que fareis qualquer dia e que entre vós mudará muita coisa.”

A grande janela da direita apresenta um exemplo desse gênero de ornamentação: um de seus bordos nada mais é que uma enorme cana, cujas folhas foram conservadas. O mesmo ocorre no coroamento da janela principal, que afeta a forma da clave de sol: são plantas sarmentosas, enlaçadas e incrustadas. É por esse processo que eles obtêm a maior parte do  coroamento dos edifícios, portões, balaústres, etc. Muitas vezes a planta é colocada na parede com as raízes e em condições de crescer livremente. Cresce e se desenvolve; suas flores desabrocham ao acaso, e o artista não as incrustou no lugar senão quando adquiriram todo o desenvolvimento requerido para a ornamentação do edifício: a casa de Palissy é decorada quase inteiramente dessa maneira.

Destinados  inicialmente apenas aos móveis, depois às molduras de portas e janelas, esse gênero de ornamentos aperfeiçoou-se pouco a pouco e acabou por invadir toda a arquitetura. Hoje, não se incrusta somente as flores e os arbustos, mas a própria árvore, da raiz até a copa; e os palácios, como os edifícios, praticamente não têm outras colunas.

Uma incrustação da mesma natureza serve também para decorar as janelas. Flores ou folhas muito grandes são habilmente despojadas de sua parte carnuda, restando apenas um feixe de fibras tão finas quanto a mais fina musselina. Cristalizam-nas; e dessas folhas reunidas com arte constrói-se uma janela inteira, que apenas filtra para o interior uma luz muito suave; ou, ainda, são revestidas de uma espécie de vidro liquefeito e colorido de todos os matizes que se cristaliza no ar, transformando a folha  numa espécie de vidraça. Da disposição dessas folhas nas janelas resultam encantadores buquês, transparentes e luminosos!

Quanto às dimensões dessa aberturas e a mil outros detalhes que podem surpreender à primeira vista, vejo-me forçado a adiar a explicação: a história da arquitetura em Júpiter demandaria um volume inteiro. Renuncio também a falar sobre o mobiliário para aqui me ater tão somente à disposição geral da casa.

O leitor deve ter compreendido, de tudo que precede, que a casa do continente não deve ser para o Espírito mais que uma espécie de pousada provisória. A cidade baixa quase que só é frequentada por Espíritos de segunda ordem, encarregados dos interesses planetários – da agricultura, por exemplo, ou das trocas, e da boa ordem que deve ser mantida entre os serviçais. Dessa forma, todas as casas situadas no solo só dispõem do térreo e do andar superior: um destinado aos Espíritos que atuam sob a direção do senhor, e acessível aos animais; o outro, reservado tão-somente ao Espírito, que aí reside apenas ocasionalmente. É isso que explica o fato de vermos, nas diversas habitações de Júpiter, nesta, por exemplo, e na de Zoroastro, uma escadaria e, até mesmo, uma rampa. Aquele que rasa a água, como a andorinha, e que pode correr sobre as hastes do trigo sem as curvar, passa muito bem sem a escadaria e sem a rampa para penetrar em sua casa; mas os Espíritos inferiores não têm o voo tão fácil; não se elevam senão aos solavancos e nem sempre a rampa lhes é inútil. Enfim, a escadaria é de absoluta necessidade para os animais-serviçais, que apenas caminham como nós. Estes últimos têm seus pavilhões, aliás muito elegantes, e que fazem parte de todas as grandes habitações; mas suas funções os chamam, constantemente, à casa do senhor: é necessário facilitar-lhes a entrada e o percurso interior. Daí essas construções bizarras, cuja base lembra muito nossos edifícios terrestres, mas deles diferindo por completo na parte superior. Esta se distingue, sobretudo, por uma originalidade que seríamos absolutamente incapazes de imitar. É uma espécie de flecha aérea que se balança no alto do edifício, acima da grande janela e de seu singular coroamento. Esse frágil mastaréu, fácil de ser deslocado, destina-se, no pensamento do artista, a não deixar o lugar que lhe está assinalado porque, sem se apoiar em coisa alguma na parte superior, complementa-lhe a decoração; lamento que a dimensão da prancha não lhe tenha permitido encontrar um lugar aí. Quanto à morada aérea de Mozart, apenas constato a sua existência: os limites deste artigo não permitem que me estenda sobre este assunto.

Não terminarei, entretanto, sem dar explicações a propósito do gênero de ornamentos que o grande artista escolheu para sua morada. Nele é fácil reconhecer a lembrança de nossa música terrestre: a clave de sol é ali frequentemente reproduzida e, coisa bizarra, jamais a clave de fá! Na decoração do térreo, encontramos um arco, uma espécie de tiorba ou bandolim, uma lira e uma pauta completa de música. Mais alto, é uma grande janela que lembra vagamente a forma de um órgão; as outras têm a aparência de grandes notas, enquanto notas menores são abundantes por toda a fachada.

Seria erro concluir que a música de Júpiter seja comparável à nossa, e que se represente pelos mesmos sinais: Mozart explicou-se sobre isso, de maneira a não deixar qualquer dúvida; mas na decoração de suas casas os Espíritos lembram, com prazer, a missão terrestre que lhes fez merecer a encarnação em Júpiter e que melhor resume o caráter de sua inteligência. Assim, na residência de Zoroastro, os astros e a chama constituem os únicos detalhes da decoração.

Há mais; parece que esse simbolismo tem suas regras e seus segredos. Nem todos esses ornamentos estão dispostos ao acaso: têm sua ordem lógica e sua significação precisa [...] Nossos velhos arquitetos também empregaram o simbolismo na decoração de suas catedrais; a torre de Saint-Jacques não passa de um poema hermético, a acreditarmos na tradição. [...] Se os habitantes de Júpiter morassem como nós, comessem, vivessem, dormissem e andassem como nós, não haveria grande vantagem em ascender até lá. É justamente porque seu planeta difere bastante do nosso que desejamos conhecê-lo e com ele sonhar como nossa futura morada! [...] Victorien Sardou.

O autor dessa interessante descrição é um desses adeptos fervorosos e esclarecidos, que não temem confessar altivamente suas crenças e se colocam acima da crítica das pessoas que não acreditam em nada que escape do seu círculo de ideias. Ligar o nome a uma doutrina nova, afrontando os sarcasmos, é uma coragem que não é dada a todo mundo; por isso, felicitamos o Sr. V. Sardou. Seu trabalho revela o distinto escritor que, embora ainda jovem, já conquistou um honroso lugar na literatura, aliando ao talento de escrever os conhecimentos profundos de um sábio, prova evidente de que o Espiritismo não recruta seus prosélitos entre os tolos e os ignorantes. [...] Allan Kardec

Observações sobre o Desenho da Casa de Mozart 
Selo: Israel, 1991, Mozart.

Um de nossos assinantes escreveu-nos o que segue [...]
“Diz o autor do artigo: A clave de sol é aí frequentemente repetida e, coisa bizarra, jamais a clave de fá. Quer me parecer que os olhos do médium não teriam percebido todos os detalhes do rico desenho que sua mão executou, pois um músico nos assegura que é fácil reconhecer, direta e invertida, a clave de fá na ornamentação da base do edifício, no meio da qual mergulha a parte inferior do arco do violino, assim como no prolongamento dessa ornamentação, à esquerda da ponta da tiorba. Além disso, o mesmo músico pretende que a forma antiga da clave de dó também apareça nas lajes que se avizinham da escadaria da direita.”

Inserimos esta observação com tanto maior satisfação quanto prova até onde o pensamento do médium permaneceu alheio à confecção do desenho. Examinando os detalhes das partes assinaladas, reconhece-se, com efeito, as claves de fá e de dó, com que o autor, ainda que não o suspeitasse, ornamentou o seu desenho. Quando o vemos trabalhando, percebemos facilmente a ausência de qualquer concepção premeditada e de qualquer vontade própria; arrastada por uma força estranha, sua mão imprime ao lápis ou ao buril o mais irregular movimento, contrário aos preceitos da arte mais elementar, deslizando sem cessar com incrível rapidez, de uma extremidade a outra da prancha, sem interrupção, para retornar cem vezes ao mesmo ponto. Todas as partes são assim começadas e ao mesmo tempo continuadas, sem  que qualquer delas se complete até que se inicie a outra, resultando, à primeira vista, um conjunto incoerente, cujo objetivo só é compreendido quando tudo está terminado. Essa marcha singular não é peculiar ao Sr. Sardou; vimos todos os médiuns desenhistas procedendo do mesmo modo. Conhecemos uma senhora, pintora de mérito e professora de desenho, que gozava dessa faculdade. Quando desenha como médium opera, mau grado seu, contra todas as regras, através de um processo que lhe seria impossível seguir quando trabalha sob sua própria inspiração e em seu estado normal. Seus alunos, dizia, ririam bastante se lhes ensinasse a desenhar à maneira dos Espíritos. Allan Kardec