quarta-feira, 31 de outubro de 2012

São João Batista

NASCIMENTO - Segundo o Evangelho de Lucas, João nasceu no reino de Judá, filho do sacerdote (São) Zacarias e de (Santa) Isabel, parente de Maria (Santíssima). Isabel, estéril e idosa, teve sua vontade, de ter filhos, satisfeita, quando o anjo Gabriel anunciou a Zacarias que a esposa lhe daria um filho, que deveria se chamar João. Depois disso, Maria foi visitar Isabel. “Ora quando Isabel ouviu a saudação de Maria, a criança lhe estremeceu no ventre, e Isabel ficou repleta do Espírito Santo. Com um grande grito, exclamou: Bendita és tu entre as mulheres e bendito és o fruto do teu ventre! Donde me vem que a mãe do meu Senhor me visite?” (Lc 1:41-43).

São João Batista (Versão 1996), 44x32cm, Óleo sobre Tela
VIDA – “Naqueles dias apareceu João, o Batista, pregando no deserto da Judeia” (Mt 3:1). Confundido com Cristo, humildemente dizia: “Esse é o que há de vir depois de mim, ao qual eu não sou digno de desatar a correia das sandálias” (Jo 1:27). Batista batizou Jesus. E, apontando para o Mestre, mostrava a seus discípulos a quem estes deveriam seguir: “Eis o cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo” (Jo 1:29). “E este João usava vestes de pelos de camelo, e um cinto de couro em torno de seu dorso...” (Mt3:4). Nas pinturas, São João Batista é comumente retratado com esta roupa, com feições de criança tendo um cordeiro nos braços ou na cena do batismo.

São João Batista (Versão 2012), 44x32cm, Acrílica sobre Tela
 MORTE – Narra Marcos (6:14-29) que João dissera a Herodes: “Não te é lícito possuir a mulher de teu irmão”. Herodíades, agora sua esposa, voltou-se contra ele. Na festa de aniversário de Herodes, Salomé, filha de Herodíades, dançou e tendo agradado, este disse à moça: "Eu te darei qualquer coisa que me pedires, ainda que seja a metade do meu reino”. Ela saiu e perguntou à mãe: “Que peço?” Esta respondeu: “A cabeça de João Batista". Voltando ao rei, fez o pedido: "Quero que, agora mesmo, me dês num prato a cabeça de João Batista”. O rei enviou um executor, que o decapitou e trouxe sua cabeça numa bandeja. Deu-a à moça, e esta a entregou a sua mãe. O corpo de João foi enterrado por seus discípulos.
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sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Pintura Mediúnica (convite)

A ASSOCIAÇÃO ESPÍRITA OBREIROS DO BEM,
MANTENEDORA DO
HOSPITAL PEDRO DE ALCÂNTARA,
CONVIDA
DIA 14 DE OUTUBRO DE 2012 – 2º DOMINGO
11 HORAS - PINTURAS MEDIÚNICAS
COM GIOVANNI D’ANDREA
13 HORAS – ALMOÇO EM PROL DO HOSPITAL PEDRO DE ALCÂNTARA
CARDÁPIO: Frango assado, arroz, feijão, macarrão e salada
ou
Almôndegas de soja (Vegetariano)
Deliciosas sobremesas – R$ 2,00 - Refrigerante grátis
CONVITES PARA O ALMOÇO À VENDA NO LOCAL : R$ 15,00
Aceitamos doações de toalhas de banho
Informações(21) 2273-3366 / (21) 3293-2400

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

A Arte de Robert Schumann

 
Livro: Grandes Vultos da Humanidade e o Espiritismo
Autor: Sylvio Brito Soares

Wo0 23 Konzert für Violine und Orchester 100x90cm AsT
Robert Schumann foi considerado na Alemanha, país de seu nascimento, o mestre incomparável do “Lied”. Quando garotinho, apaixonara-se pelo piano, compondo mesmo pequenas fantasias.

A fim de satisfazer às rogativas maternas, matriculara-se, aos 18 anos, no curso de Direito da Universidade de Leipzig. Isto, porém, não o impedira de dedicar-se mais à música que à filosofia do Direito. Impotente para resistir à atração que a música exercia em seu espírito resolveu confessar à sua genitora o propósito de não ser jurisconsulto, mas sim, unicamente, músico.

Schumann sonhava escrever músicas religiosas, embora não fosse religioso no sentido habitual do termo. Um de seus biógrafos, Vasieleviski, que certa ocasião encontrou Schumann com a atenção voltada para as páginas de um livro que tinha nas mãos, perguntou-lhe o que lia. Sua resposta foi apenas esta:
- Não sabes nada das mesas girantes?
E acrescentou esse biógrafo:
Seus olhos, habitualmente semicerrados, abriram-se, e, com um ar inspirado disse:
- As mesas girantes sabem tudo.
Nessa ocasião chamou sua segunda filha e iniciou uma série de experiências com uma pequena mesa, a qual, a seu pedido, marcou o movimento inicial e o final da sinfonia em Dó menor de Beethoven.

Constantemente tinha ele alucinações auditivas, tanto que se queixava à sua esposa de que um acorde musical vivia a espancar-lhe os ouvidos, prejudicando-lhe o repouso. Pouco depois, decompunham-se as notas num milhar de sons majestosos. Já não lhe era penoso ouvi-los. Todos os ruídos se tinham transformado em música para os seus ouvidos. Música esplêndida, como ele nunca ouvira na Terra.

Essas afirmativas de vários de seus biógrafos provam sobejamente que Schumann era possuidor de várias mediunidades, inclusive a da audição, isto é, era médium auditivo. Ele próprio contou que certa noite se sentira inspirado pelos Espíritos de Schubert e Mendelssohn, e imediatamente procurou escrever o tema que lhe ditavam em Mi bemol. Em virtude dessa inspiração, compôs cinco variações para piano, que Brahms intercalou nas Variações para quatro mãos, dedicadas a Julia Schumann.

Roberto Litell, escrevendo acerca de Schumann, disse que, como muitos dos grandes compositores, tinha um sentimento estranho de que a música lhe vinha malgrado seu, e que não havia nada que ele pudesse fazer para impedi-la. Em tais momentos, seu estado de concentração era tal que ele podia compor calmamente, mesmo sob o acompanhamento de tiroteio nas ruas próximas.

E Alfredo Colling, em seu livro “A Vida de Robert Schumann”, conta-nos que ele seguidamente se locomovia de sua sala de trabalho à “mesinha”, nela sobrepondo as mãos, iniciando então uma conversação com voz abafada. Ao contemplar-se Schumann, nesses momentos em que discutia com o invisível, a impressão que se tinha era a de que ele se encontrava na linha divisória entre o conhecido e o desconhecido. “A música de Além-Túmulo – fala ainda Colling -, que ressoava em seus ouvidos, fazia-lhe, muita vez, recordar uma vida anterior, em cujo término mudou a envoltura corporal”.

É verdade que antes de se dedicar à música, seu Espírito esteve certo tempo indeciso; não sabia qual o rumo que tomaria, se o das musas, ou se o da música. Sente-se perfeitamente que seu Espírito ingressara nesta nova existência com apreciáveis cabedais da arte poética e da harmonia dos sons. Pendesse ele para a poesia e nesse setor artístico seria tão extraordinário quanto o foi no da música.

Camilo Mauclair, que estudou a obra musical de Schumann, assevera ser ela a linguagem de uma sensibilidade superior. Através das variações fugazes do ritmo e do timbre percebe-se realmente a presença de um ser vivo que se confia, chora, sorri, espera, grita sua dúvida, ascende ao absoluto ou espairece seu devaneio desencantado.


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