terça-feira, 19 de julho de 2016

Sai Baba, Krishna e Rama

ROSAS DE VERÃO
NAS MONTANHAS AZUIS


Discursos de BHAGAVAN SRI SATHYA SAI BABA durante o Curso de Verão de 1976, realizado para estudantes (cerca de 800) de toda Índia, em 1976, os
“futuros cidadãos do país”, em Ootacamund sobre
CULTURA INDIANA E ESPIRITUALIDADE.


Em um discurso, há alguns anos, Sathya Sai Baba se definiu como Educador. Mencionou na ocasião Suas duas primeiras encarnações anteriores – Rama e Krishna – e assinalou em que elas foram diferentes.

Como Rama, com suas próprias mãos, destruiu o mal, representado pelo terrível demônio Ravana, que dominava a ilha hoje chamada Ceilão. O dharma, defendido por Rama, sua esposa Sita, seus irmãos e seus aliados, reinava no continente, na Índia. Assim, o mar se interpunha entre o dharma. O poema épico Ramayana conta como Ele e suas hostes atravessaram o mar e libertaram Sita, que fora seqüestrada pelo grande inimigo do bem e finalmente destruíram Ravana.

Em uma época mais recente, Krishna teve de cumprir a missão de restaurar o domínio do dharma e destruir os príncipes maléficos, os irmãos Kauravas, usurpadores do poder dos irmãos Pandavas, que representavam o bem. O mal e o bem já não estavam separados pelo mar, mas na mesma família. Pandavas e Kauravas eram primos. Na batalha de Kuruskshetra, onde dos dois lados se chocaram, Krishna, que tentara uma solução diplomática e fora rejeitado pelos perversos donos do poder, esteve presente, como condutor da carruagem de Arjuna, comandante das forcas do bem. Desta vez, o Avatar não teve Ele mesmo de matar os demônios, mas conforme se vê na Bhagavad Gita, deu a Arjuna um apoio totalmente indispensável à Sua Missão – destruir o mal, dizimando os diabólicos príncipes Kauravas.

Após mostrar que, como Rama, tivera de matar os demônios com as próprias mãos, pois os dois lados estavam muito distanciados, e que, como Krishna, porque o bem e o mal estavam na mesma família, pessoalmente não matara, mas dera os incentivos para que seu parente e discípulo Arjuna o fizesse, Baba comentou que nos dias atuais o bem e o mal já não têm uma distância que os separe, pois ambos estão dentro de cada pessoa. O santo e o perverso se conflitam no âmago de todos nós. Sendo assim, como destruir somente o mal sem destruir junto o bem? Não há condições de destruir o mal e preservar o bem. Se o fizesse, dizimaria toda a humanidade. A única forma de reimplantar o dharma e destruir o adharma é o Avatar atuar como educador de todos os homens.

Trecho do Prefácio, escrito pelo Professor José Hermógenes.