sexta-feira, 30 de março de 2012

Entre Eusebius e Florestán


Raro - Assim, foi a continuação de um diálogo, iniciado em 08/06/1810, que pareceu ter morrido em 29/07/1856, entre as figuras psíquicas, que tomaram corpo, criaram vida e estão presentes: “E”, o Eusebius e “F”, o Florestán.

F – Eu sou a ciência !
E – Grandes coisas, eu sou a arte !
F – Apenas razão...
E – Muito mais que e tão somente emoção...
F – Você não tem cérebro.
E – Tenho, mas como você não tem olhos de ver, não o vê, dentro do meu coração.
F – Eu mostro a realidade.
E – Ajudo a enfrentá-la e transformá-la.
F – Eu descubro a realidade, que antes ninguém percebia.
E – Dou realidade ao irreal, que sempre existiu na realidade.
F – Assim, com ironia e vaidade, não chegaremos a lugar algum.
E - Não importa o que eu diga, onde estamos agora, já é nossa chegada.
F – Eu existo para melhorar a vida.
E – Sem mim, não há vida.
F – Eu estudo o passado, para melhorar o futuro.
E – Sou o passado e o futuro, ainda no presente.
F – Eu vejo somente o que existe.
E – Também só vejo o que existe. Quer ver ? Olhe para frente e com muita facilidade você também poderá ver um objeto flutuante que desliza celeremente sem tocar no chão, enquanto gira em torno de si mesmo, produzindo uma infinidade de pequenos elementos da flora, exalando perfumes variados, que toca cada transeunte desavisado, que por sua vez, acaba por levitar também... E, quanto mais rápido desliza, flutuando acima do solo, mais gira, mais floresce, mais perfuma e abrangendo uma área cada vez maior, contagia um maior número de pessoas. Parece que vai, positivamente, contaminar o mundo inteiro, quiçá o universo, com suas doces vibrações de leve euforia. Em estado de graça, muito em breve, todos os governantes da Terra reunir-se-ão e, em uníssono, como num só coração, ordenarão: Excluam a palavra guerra de todos os dicionários! De hoje em diante, a única preocupação de todos os povos será o entretenimento saudável, pois todos estarão saciados de letras, saúde, moradia, alimentos e principalmente de atenção e estímulos às realizações pessoais. E assim será cumprido, com muita harmonia. A paz reinará por completo.
F – Não é possível, estou sem paciência hoje, vou baixar o nível da conversação: Você é maluuucoooooooooooooo..........
E – Como assim ?
F – Cara, você é um doente, precisa se tratar. Simples, né ?
E – Ah...
F – Deve estar de onda com minha cara.
E – Desculpe, mas, agora fui eu quem não entendeu.
F – Vai procurar um psiquiatra que você vai entender rapidinho. Mas, do jeito que você viaja, vai demorar a entender, se é que vai entender um dia.
E – Já entendi tudo, a ciência, com suas razões, não dialoga no sentido da troca de sensações, emoções e sentimentos, como a arte faz. Não considera a beleza algo além do subjetivo, chegando ao objetivo, palpável. Descarta o imponderável, como se ele não existisse.
F – Basta, estou perdendo meu tempo. Nem preciso pesquisar muito. Você é cego mesmo. Esta beleza e harmonia, que você relatou, que fará o mundo melhor, como num passe de mágica, de um conto de fadas, na verdade é um ventilador velho amarrado atrás de uma bicicleta enferrujada. Parece quebrado, deve estar sendo levado para o conserto ou para o lixo!
E – Bem, finge que eu acredito em você. Por hoje, não se fala mais nisso...
F – Ah...
E – Agora você vai dizer que não existe mais arte, ARTE MENTAL...

Orion, Acrílica sobre Tela, 40x40cm

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sexta-feira, 2 de março de 2012

Chico Xavier e Pintura Mediúnica

Apesar da minha ideia inicial de fazer um blog voltado especificamente para a arte, pelo meu envolvimento com outras questões existenciais, torna-se inevitável desmembrar os assuntos, então, aproveito para fazer um agradecimento público ao Francisco Cândido Xavier, que não deixa de estar envolvido com a arte, neste caso a mediúnica.

Abaixo, transcrevo trecho do texto: "MEU DIÁRIO COM SAI BABA", extraído do tópico "II - Apresentando-me".

"Aos vinte e dois anos surgiu, a mudar completamente o rumo de minha vida, a psicopictografia ou pintura mediúnica seguida de imediato por uma forte e tranquila clariaudiência a me fazer ouvir as vozes com seus tons e timbres, apresentando-se a mim alguns dos grandes mestres da pintura. Posteriormente a mediunidade da pintura foi seguida pela escultura e pela colagem, e, por vezes da escrita, em versos ou não."

Bom, lendo agora o que transcrevo, até eu, que vivenciei a situação acima, tenho a impressão de que foi tudo muito fácil... Mas não, não foi... Estava eu, muito bem, quieto no meu canto, quando surgiu esta "tempestade veloz" em minha vida, pois foi isto que pareceu, quando vi que teria que adaptar minha vida dali em diante para conviver com esta experiência e acrescentar em meus hábitos e afazeres mais estes "serviços"... Afinal, para que poderiam servir todas aquelas pinturas ? Realizadas em cerca de um ou menos de um minuto a cerca de cinco ou pouco mais de cinco minutos, logo minha casa estaria cheia delas e não teria mais espaço para guardá-las. E por que estavam querendo pintar através de mim, com tanta gente no mundo ? Eu ainda não estava inteirado de como deveria proceder dali em diante. Na verdade os pensamentos nem estavam tão claros, como agora que escrevo. Cheguei a pensar se não estaria sendo vítima de espíritos enganadores. Nesta tormenta, resolvi escrever ao Chico, que nunca encontrei em vida, para ver se ele me dava uma luz, direção ou apontasse como eu poderia me acalmar, saber se eles (os espíritos) eram realmente quem diziam ser, apesar de pintarem com muita facilidade através de minhas mãos ou pés, sem passar a ideia da pintura e a execução através de meu cérebro, que sempre permaneceu consciente de tudo ao redor. Muitas vezes conversei com outras pessoas ou mesmo com os espíritos, enquanto estes pintavam através de mim. Mas, no início, com certeza, nem tudo estava claro.

Mais tarde, aos poucos, fui percebendo algumas das utilidades da arte dos espíritos, tais como a comprovação científica das assinaturas e estilo pictórico de cada um dos pintores, mostrando claramente a continuidade da vida após a morte e a possibilidade de intercâmbio entre os que partiram e os que ficaram; as propriedades curativas que as mesmas possuem, como pude constatar, por exemplo, com cirurgias e consultas médicas que foram desmarcadas quando o paciente recebeu um quadro mediúnico (e canalizou suas energias para si); além da ajuda financeira que esta proporciona aos locais de assistência aos menos favorecidos, para onde todas as obras são doadas (pois, pelo menos no meu caso, elas nunca foram comercializadas a favor do médium).

Então, desesperadamente, escrevi umas quatro ou cinco páginas de reclamações, acrescentei alguns desenhos e enviei. Incrível, a resposta chegou em minhas mãos em quatro dias, tempo de ida e volta, das duas cartas, a minha e a do Chico, entre cidades do Rio de Janeiro e de Minas Gerais, através dos Correios.

Mensagem psicografada por Chico Xavier. (Envelhecimento do papel por foto editor)

Por que esle escreveu meu nome junto com o "solicitante" ? Dentre as  milhares de cartas que ele recebia, a impressão que tenho, dado o tempo de resposta é que ela foi tirada da multidão de missivas que ele recebia, cada uma com uma problemática muito além da que se passava comigo, para ser respondida rapidamente, não exatamente por meu merecimento, mas talvez pela necessidade de me fazer entender o que se passava comigo... E, quem seria o "solicitante" ? Bom, isto na verdade não importa, o que importou mesmo, na época, foi a minha mudança de pensamento, que aconteceu exatamente através desta pequena mensagem. A muitos, esta mensagem, pode parecer genérica e evasiva, mas foi por mim recebida numa ocasião de grande transtorno, exatamente num momento em que eu precisava refletir sobre o verdadeiro significado da FÉ !

OBRIGADO, SEU CHICO !

Atenção: Todas as pinturas publicadas neste blog e no site www.artmajeur.com/giovdand NÃO são mediúnicas.
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